Obras bilíngues: “A casa de janelas pequenas / La casa de las ventanas pequenas”, de Jeanete Fortes, e “Para levitar acima das fogueiras / Para levitar sobre las hogueras”, de Lindevania Martins, no SALIPI

As obras bilíngues “A casa de janelas pequenas / La casa de las ventanas pequenas”, de Jeanete Fortes, e “Para levitar acima das fogueiras / Para levitar sobre las hogueras”, de Lindevania Martins, traduzidas pelo escritor e professor Wanderson Lima, recentemente, editadas pela Avant Garde Edições, serão lançadas no dia 9 de junho, às 18h, no espaço “Estação, Letras e Expressões, no SALIPI – 2026.
Será formada uma mesa que dialogará sobre o tema “Literatura e tradução”, com a presença das autoras, do tradutor e da editora das obras. A temática discorrerá sobre o papel do tradutor para difusão universal de uma obra. Muito se debate sobre o desafio de traduzir uma obra literária. Para Umberto Eco, “a tradução é o que nos salva do isolamento”; para Borges, “o original não é fiel à tradução”; Haroldo de Campos defende a “transcriação”; e Walter Benjamin propõe que a verdadeira tradução deve transcender o original, garantindo sua “sobrevida” na busca por uma linguagem universal.
Marleide Lins, escritora e editora, que desenvolve há quase duas décadas projetos acadêmicos e literários com instituições estrangeiras, aponta para a necessidade de produzir obras bilíngues. “A tradução literária permite que a literatura rompa barreiras linguísticas e geográficas, desta forma, atua como uma ponte intercultural e simbólica”.
Sobre as obras ora lançadas, em português e espanhol, além do SALIPI, serão apresentadas no “V Seminário Internacional Crítica Feminista e Autoria Feminina, em Madrid – Espanha”, encontro que contempla a literatura de mulheres nos contextos de língua espanhola e portuguesa e reafirma o compromisso em promover debates amplos, críticos e interseccionais sobre as poéticas ibero-latinoamericanas, e no segundo semestre, na União Nacional dos Escritores e Artistas de Cuba / Pinar”.
Das autoras e suas obras:

Jeanete Fortes, autora de “A casa de janelas pequenas / La casa de las ventanas pequenas”, é escritora e Defensora Pública do Estado do Maranhão, publicou dois romances pela Avant Garde Edições, e organizou a obra “Vivências constituintes e sujeitos desconstitucionalizados”, de Maria Sueli Rodrigues de Sousa (1ª ed., 2022; 2ª ed., 2023), a coletânea “Foi assim” (2025) e “Liberdade é verbo” (2026).
Para Wanderson Lima, crítico literário, prefaciador e tradutor do livro “A casa de janelas pequenas / La casa de las ventanas pequenas”: “Trata-se de um texto híbrido, que combina dimensões romanescas, poéticas e ensaísticas. É romance porque narra uma história e organiza personagens em torno de um acontecimento; é poesia pela construção imagética, pela força metafórica, pela musicalidade intrínseca e a profusão de neologismos; e é ensaio filosófico porque reflete explicitamente sobre ética, colonialidade, cultura, morte, silêncio, alteridade e existência”.

Lindevania Martins, autora “Para levitar acima das fogueiras / Para levitar sobre las hogueras” é escritora e Defensora Pública do Estado do Maranhão. Finalista do prêmio Jabuti, 2021, publicou seis livros.
Para Cris Lira, professora e supervisora do Programa de Português da Universidade da Geórgia, em Athens, Estados Unidos, sobre a obra “Para levitar acima das fogueiras / Para levitar sobre las hogueras”: A poesia de Lindevania Martins clama por desobediência, pelo reconhecimento das mulheres como o começo do mundo, pela luta pela memória, pelo registro matemático da monstruosidade. É um chamado: Levitemos sobre os escombros daqueles que insistem em nos querer caladas, recatadas, mortas”.
Marleide Lins, escritora e editora, diz que o SaliPI, as feiras de livros, os colóquios acadêmicos e literários, são espaços de todas as conversas e trocas sobre literatura, e que exercem um papel fundamental para democratizar o acesso à leitura, promover a difusão e circulação de obras editadas, além de movimentar o mercado editorial.
