Vejam e ouçam, André de Sousa e Aloha Haole!

Como falei na primeira coluna dessa nova “temporada”, não tenho compromisso de mostrar artistas novos ou lançamentos,  lógico que eventualmente irei citar artistas ou trabalhos novos. Dito isso, vou  destacar dois trampos audiovisuais lançados há alguns anos, mas que merecem ser destacados e foram produzidos no Piauí. Vou falar de um trampo de André de Sousa  e também da  banda Aloha Haule. A banda  de surf punk instrumental Aloha Haole (@alohahaoleband) foi idealizada pelo guitarrista  Guilherme Muniz. Ele não tinha grandes pretensões; a princípio, ele pensou em gravar algumas músicas com a expectativa de que a galera baixasse e curtisse. Nessa época, ele se apresentava  ao vivo sozinho, acompanhado por um sample de bateria, e o primeiro show foi nesse formato. Mas durante a gravação do primeiro álbum ‘If wanna dance’, Guilherme viu a necessidade de ter outros músicos para levar o projeto adiante. Após algumas mudanças, a formação se estabilizou com o baterista Jairo Anderson e o baixista Flávio Rio Lima. A banda se apresentou em vários festivais pelo país e ainda fez shows na Argentina. O grupo lançou dois álbuns e dois EPs. E, para comemorar os cinco anos da banda, Guilherme teve a ideia de gravar um DVD ao vivo. A gravação foi no Bueiro do rock no dia 28 de novembro de 2018, mas só foi lançada quase três anos depois, no dia 21 de julho de 2021, no canal da banda no YouTube. O vídeo captou de muito bem a força, precisão e agressividade dos caras. Aloha Haole é uma das melhores bandas que já surgiram por aqui. Espero que eles voltem a ativa, a cena precisa de bandas como essa. STAY HAOLE TILL DEATH! E claro, vou deixar o link do DVD dos caras, difícil vai ser ficar sentado no sofá. https://www.youtube.com/watch?v=QSp7BsPL_8A&t=139s Para celebrar os 30 anos de carreira do excelente guitarrista, compositor, arranjador e professor André de Sousa (@andredesousap), foi inicialmente lançado no dia 15 de fevereiro de 2025, um compacto intitulado “Esse blues é para você”, que conta com duas faixas, a música homônima  rearranjada e com a participação da cantora Soraya Castello Branco (@sorayacastellobranco)  e a outra canção é uma versão de um clássico de Nuno Mindelis, “Blues para o Brasil”. André é um dos grandes guitarristas de blues do Nordeste e consequentemente do Brasil, mas ele também empresta seu talento para artistas de outros gêneros como jazz e MBP, já acompanhou vários artistas locais, nacionais e até internacionais.Ele também faz parte de  duas das bandas de rock mais importantes do Piauí, o Conjunto Roque Moreira(@roque.moreira) e Narguilé Hidromecânico (@narguilehidromecanico.oficial ), o cara é daquele tipo de artista que não se contenta em simplesmente tocar seu instrumento, ele passa uma vibe de que está se divertindo muito o que acaba contagiando o público. Continuando as comemorações dos 30 anos de carreira, começou a ser produzida em abril de 2024 no estúdio A Casa uma live session, com o título de “30 anos de música”, com canções autorais e mais seis inéditas que farão parte de um álbum de estúdio. O projeto contou com várias participações especiais. Além da parte musical, o material contém depoimentos e entrevistas colhidas para fazer parte de um documentário. O projeto todo foi fruto de um financiamento coletivo custeado por fãs e amigos do artista. Trinta anos de carreira de um músico tão talentoso e querido não poderiam passar em branco, a live session cumpriu bem o papel de celebrar tantos anos de dedicação à música. Então a dica é uma boa companhia, uma bebida e uns petiscos para curtir uma verdadeira celebração. Aqui o link do Youtbe: https://www.youtube.com/watch?v=Eb1bisRfB70&t=2747s

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Salipi 2026: Lançamento de obras bilíngues e mesa sobre “Literatura e Tradução”, com as escritoras Jeanete Fortes e Lindevânia Martins.

Obras bilíngues: “A casa de janelas pequenas / La casa de las ventanas pequenas”, de Jeanete Fortes, e “Para levitar acima das fogueiras / Para levitar sobre las hogueras”, de Lindevania Martins, no SALIPI As obras bilíngues “A casa de janelas pequenas / La casa de las ventanas pequenas”, de Jeanete Fortes, e “Para levitar acima das fogueiras / Para levitar sobre las hogueras”, de Lindevania Martins, traduzidas pelo escritor e professor Wanderson Lima, recentemente, editadas pela Avant Garde Edições, serão lançadas no dia 9 de junho, às 18h, no espaço “Estação, Letras e Expressões, no SALIPI – 2026. Será formada uma mesa que dialogará sobre o tema “Literatura e tradução”, com a presença das autoras, do tradutor e da editora das obras. A temática discorrerá sobre o papel do tradutor para difusão universal de uma obra. Muito se debate sobre o desafio de traduzir uma obra literária. Para Umberto Eco, “a tradução é o que nos salva do isolamento”; para Borges, “o original não é fiel à tradução”; Haroldo de Campos defende a “transcriação”; e Walter Benjamin propõe que a verdadeira tradução deve transcender o original, garantindo sua “sobrevida” na busca por uma linguagem universal. Marleide Lins, escritora e editora, que desenvolve há quase duas décadas projetos acadêmicos e literários com instituições estrangeiras, aponta para a necessidade de produzir obras bilíngues. “A tradução literária permite que a literatura rompa barreiras linguísticas e geográficas, desta forma, atua como uma ponte intercultural e simbólica”. Sobre as obras ora lançadas, em português e espanhol, além do SALIPI, serão apresentadas no “V Seminário Internacional Crítica Feminista e Autoria Feminina, em Madrid – Espanha”, encontro que contempla a literatura de mulheres nos contextos de língua espanhola e portuguesa e reafirma o compromisso em promover debates amplos, críticos e interseccionais sobre as poéticas ibero-latinoamericanas, e no segundo semestre, na União Nacional dos Escritores e Artistas de Cuba / Pinar”. Das autoras e suas obras: Jeanete Fortes, autora de “A casa de janelas pequenas / La casa de las ventanas pequenas”, é escritora e Defensora Pública do Estado do Maranhão, publicou dois romances pela Avant Garde Edições, e organizou a obra “Vivências constituintes e sujeitos desconstitucionalizados”, de Maria Sueli Rodrigues de Sousa (1ª ed., 2022; 2ª ed., 2023), a coletânea “Foi assim” (2025) e “Liberdade é verbo” (2026). Para Wanderson Lima, crítico literário, prefaciador e tradutor do livro “A casa de janelas pequenas / La casa de las ventanas pequenas”: “Trata-se de um texto híbrido, que combina dimensões romanescas, poéticas e ensaísticas. É romance porque narra uma história e organiza personagens em torno de um acontecimento; é poesia pela construção imagética, pela força metafórica, pela musicalidade intrínseca e a profusão de neologismos; e é ensaio filosófico porque reflete explicitamente sobre ética, colonialidade, cultura, morte, silêncio, alteridade e existência”. Lindevania Martins, autora “Para levitar acima das fogueiras / Para levitar sobre las hogueras” é escritora e Defensora Pública do Estado do Maranhão. Finalista do prêmio Jabuti, 2021, publicou seis livros. Para Cris Lira, professora e supervisora do Programa de Português da Universidade da Geórgia, em Athens, Estados Unidos, sobre a obra “Para levitar acima das fogueiras / Para levitar sobre las hogueras”: A poesia de Lindevania Martins clama por desobediência, pelo reconhecimento das mulheres como o começo do mundo, pela luta pela memória, pelo registro matemático da monstruosidade. É um chamado: Levitemos sobre os escombros daqueles que insistem em nos querer caladas, recatadas, mortas”. Marleide Lins, escritora e editora, diz que o SaliPI, as feiras de livros, os colóquios acadêmicos e literários, são espaços de todas as conversas e trocas sobre literatura, e que exercem um papel fundamental para democratizar o acesso à leitura, promover a difusão e circulação de obras editadas, além de movimentar o mercado editorial.

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