Vejam e ouçam, André de Sousa e Aloha Haole!

Como falei na primeira coluna dessa nova “temporada”, não tenho compromisso de mostrar artistas novos ou lançamentos,  lógico que eventualmente irei citar artistas ou trabalhos novos. Dito isso, vou  destacar dois trampos audiovisuais lançados há alguns anos, mas que merecem ser destacados e foram produzidos no Piauí. Vou falar de um trampo de André de Sousa  e também da  banda Aloha Haule. A banda  de surf punk instrumental Aloha Haole (@alohahaoleband) foi idealizada pelo guitarrista  Guilherme Muniz. Ele não tinha grandes pretensões; a princípio, ele pensou em gravar algumas músicas com a expectativa de que a galera baixasse e curtisse. Nessa época, ele se apresentava  ao vivo sozinho, acompanhado por um sample de bateria, e o primeiro show foi nesse formato. Mas durante a gravação do primeiro álbum ‘If wanna dance’, Guilherme viu a necessidade de ter outros músicos para levar o projeto adiante. Após algumas mudanças, a formação se estabilizou com o baterista Jairo Anderson e o baixista Flávio Rio Lima. A banda se apresentou em vários festivais pelo país e ainda fez shows na Argentina. O grupo lançou dois álbuns e dois EPs. E, para comemorar os cinco anos da banda, Guilherme teve a ideia de gravar um DVD ao vivo. A gravação foi no Bueiro do rock no dia 28 de novembro de 2018, mas só foi lançada quase três anos depois, no dia 21 de julho de 2021, no canal da banda no YouTube. O vídeo captou de muito bem a força, precisão e agressividade dos caras. Aloha Haole é uma das melhores bandas que já surgiram por aqui. Espero que eles voltem a ativa, a cena precisa de bandas como essa. STAY HAOLE TILL DEATH! E claro, vou deixar o link do DVD dos caras, difícil vai ser ficar sentado no sofá. https://www.youtube.com/watch?v=QSp7BsPL_8A&t=139s Para celebrar os 30 anos de carreira do excelente guitarrista, compositor, arranjador e professor André de Sousa (@andredesousap), foi inicialmente lançado no dia 15 de fevereiro de 2025, um compacto intitulado “Esse blues é para você”, que conta com duas faixas, a música homônima  rearranjada e com a participação da cantora Soraya Castello Branco (@sorayacastellobranco)  e a outra canção é uma versão de um clássico de Nuno Mindelis, “Blues para o Brasil”. André é um dos grandes guitarristas de blues do Nordeste e consequentemente do Brasil, mas ele também empresta seu talento para artistas de outros gêneros como jazz e MBP, já acompanhou vários artistas locais, nacionais e até internacionais.Ele também faz parte de  duas das bandas de rock mais importantes do Piauí, o Conjunto Roque Moreira(@roque.moreira) e Narguilé Hidromecânico (@narguilehidromecanico.oficial ), o cara é daquele tipo de artista que não se contenta em simplesmente tocar seu instrumento, ele passa uma vibe de que está se divertindo muito o que acaba contagiando o público. Continuando as comemorações dos 30 anos de carreira, começou a ser produzida em abril de 2024 no estúdio A Casa uma live session, com o título de “30 anos de música”, com canções autorais e mais seis inéditas que farão parte de um álbum de estúdio. O projeto contou com várias participações especiais. Além da parte musical, o material contém depoimentos e entrevistas colhidas para fazer parte de um documentário. O projeto todo foi fruto de um financiamento coletivo custeado por fãs e amigos do artista. Trinta anos de carreira de um músico tão talentoso e querido não poderiam passar em branco, a live session cumpriu bem o papel de celebrar tantos anos de dedicação à música. Então a dica é uma boa companhia, uma bebida e uns petiscos para curtir uma verdadeira celebração. Aqui o link do Youtbe: https://www.youtube.com/watch?v=Eb1bisRfB70&t=2747s

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Mascarados na Música!

O cenário, a iluminação e o figurino são elementos importantes na concepção de uma apresentação musical, ou na gravação de um clipe, e alguns artistas vão ainda mais longe, usando maquiagem pesada, pinturas corporais ou máscaras. São diversos os motivos ou objetivos da utilização desses itens, alguns usam como forma de marketing e outros para se manter anônimo e poder viver normalmente sem tanta exposição da sua vida particular. O uso desses artifícios não é novidade, um dos pioneiros no uso de máscaras e figurinos incomuns é o coletivo de arte americano The Residents, que faz música experimental e projetos multimídia. O grupo existe desde a década de setenta, eles se apresentam fantasiados, com um capacete de olho, cartola e rabo, o grupo tenta manter suas identidades no anonimato, eles acham que o público deve se concentrar apenas na sua arte. A quantidade de artistas e bandas que usam figurinos, maquiagem e máscaras é imensa. Outro artista importante que posso citar nesse contexto é Alice Cooper (@alicecooper) que, além da maquiagem, os seus shows são marcados por performances teatrais inspiradas em filmes de terror, é um espetáculo sensorial completo. Um dos grupos musicais “mascarados” mais famosos é o Kiss (kissonline), a ideia de Paul Stanley e Gene Simmons de usar um figurino e maquiagem que chamasse atenção veio do fracasso da sua banda anterior, a Wicked Lester. Eles queriam fazer algo para dominar o mundo, tocar bem e ter boas composições não era o bastante, eles precisavam chocar as pessoas e se tornarem inesquecíveis. E eles conseguiram alcançar o objetivo e se tornaram um dos grupos que mais arrecadou royalties na história do rock e ainda compuseram alguns clássicos do rock pesado. Um caso curioso de artista que usa máscara é o da cantora, compositora e produtora Sia (@siamusic). Ela não soube lidar com a fama, sofria de depressão e, para manter sigilo sobre sua vida pessoal, começou a usar uma máscara no palco, Sia teve problemas com álcool e drogas e revelou um diagnóstico de autismo, mas ela segue em uma carreira de sucesso com composições gravadas por outros grandes artistas e também de influência na indústria da música. Mais estranho do que curioso é o caso do duo formado por dois canadenses, estou falando do Angine de Poitrine (@anginedepoitirne), os caras estão chamando atenção pelo visual único composto por máscaras de papel machê e roupas de bolinhas pretas e brancas, além da estética visual no mínimo diferente eles se destacam pelo som, eles fazem um rock experimental com composições microtonais, escalas fora dos padrões, elementos do jazz, funk e punk e algumas intervenções vocais em um dialeto que eles inventaram, muito estranho mesmo. Essa estética visual e sonora fez com que eles se tornassem um fenômeno viral nas redes sociais e plataformas de streaming. Vou deixar um link aqui para quem ainda não conhece o som desses dois malucos: https://www.youtube.com/watch?v=t7OIc-DBRXM&list=RDEM8fnbOb7oXZO7TYaks_3WKQ&start_radio=1 Outra banda que usa máscaras e um figurino estranho é o Glass Beams (@glass_beams), que foi criado em 2020 durante a pandemia de covid-19, por Rajan Silva, um produtor e multi-instrumentista indiano-australiano. Interessante como nesse período de isolamento forçado muitos artistas desenvolveram vários projetos como as lives e produziram bastante material inédito e de qualidade. Os músicos do Glass Beams se apresentam usando máscaras inspiradas em napão, que é uma espécie de tapete ornamental. Quanto à parte musical, que eu particularmente gosto muito, é uma mistura de música clássica indiana, psicodelia e jazz. Eles usam sintetizadores e percussão aliados a vocalizações com melodias repetitivas, andamentos suingados e escalas incomuns, que levam o ouvinte a uma espécie de transe. Rajan usa as suas influências de música indiana para despertar estados mentais, que ajudam a quem está ouvindo a fugir da realidade. A banda só lançou dois EPs: o Mirage em 2021 e Mahal em 2024. Esse segundo lançamento alcançou o quinto lugar na parada da Billboard na categoria álbum de jazz contemporâneo. Se você quer ouvir um som instrumental calmo, repetitivo e inventivo, recomendo a Glass Beams. E aqui vou deixar um link com uma música da banda: https://www.youtube.com/watch?v=nMuTgStG8w0&list=RDEMz2vRvq9X4bJfQaHpPPzBQw&start_radio=1

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Talento e Protagonismo Feminino no Rock!

O rock, um dos gêneros musicais mais populares e emblemáticos da cultura mundial, não está livre do machismo, mas há algumas décadas vem acontecendo um crescimento na participação das mulheres, que por muito tempo, com algumas exceções, contribuíram apenas nos bastidores. Em um espaço onde antes as figuras masculinas dominavam, as mulheres estão cada vez mais alcançando destaque em todas as áreas da criação musical. Essa escalada, claro, é marcada por muitas conquistas e desafios. Artistas como Rita Lee, Janis Joplin e Joan Jett, entre muitas outras, são ícones que abriram caminho para que novas gerações de cantoras, compositoras e instrumentistas possam deixar seus nomes na música ou realizar o sonho de tocar em uma banda de rock. Tenho visto nas redes sociais algo que me deixa feliz: vídeos de muitas garotas tocando guitarra, bateria, baixo ou cantando. Antigamente via bandas com garotas na formação, mas geralmente havia um homem para completar. Mas tenho ultimamente visto vários grupos dos mais variados estilos só com mulheres na sua formação. Elas continuam tendo que enfrentar preconceito, sexismo, estereótipos e ainda romper os padrões da indústria musical, e estão firmes e fortes nessa empreitada. Um fator interessante na nova geração feminina é a diversidade de estilos que as meninas têm explorado. Elas vão do rock clássico ao thrash metal, passando pelo rock alternativo e punk, trazendo ainda uma visão feminina do mundo. Entre tantas bandas legais, vou destacar uma que me chamou atenção pela fúria e transgressão do seu som. Estou falando da Otoboke Beaver (@otobokebeaver), formada por quatro japonesas que sobem ao palco com roupas coloridas e vibrantes. Esse visual contrasta com o punk agressivo, com guitarras distorcidas, uma bateria nervosa e vocais ácidos. Não tem como não ser impactado pela performance das meninas. Tanto que lendas do rock como Eddie Vedder (@eddievedder), Jack White (@officialjackwhite) e Dave Grohl (@daveghrol) se declararam fãs da banda. Elas querem ser reconhecidas como uma banda de rock e não como uma de mulheres; não querem levantar bandeiras ou serem porta-vozes de nada. Para elas, as letras em japonês não afastam o público. Então vamos curtir o punk caótico e explosivo da Otoboke Beaver. Vou deixar aqui um link de um vídeo das meninas: https://www.youtube.com/watch?v=u4dTGOoo3FU&list=RDu4dTGOoo3FU&start_radio=1 Outra banda que vale a pena ser ouvida é a banda inglesa de rock alternativo False Advertising, formada pela guitarrista/vocalista Jen Hingley e Chris Warr em 2013, e completando a formação, Josh Sellers. A banda, obviamente, não é formada só por mulheres, mas merece ser citada aqui pelo talento e protagonismo de Jen na banda. Ela que foi listada na oitava posição no site Musicradar.com, como a melhor nova guitarrista do mundo na atualidade. A banda resolveu produzir e gravar suas músicas por conta própria e lançou um single e seu primeiro álbum autointitulado em 2015. Eles não esperam nada cair do céu e, após participarem de vários festivais importantes, organizaram em 2018 o seu próprio festival em Manchester, com o nome de Falsefestival. Uma das características da banda ao vivo é a troca de instrumentos entre os membros. Vale a pena dar uma conferida no som da banda. E aqui um link de uma das músicas: https://www.youtube.com/watch?v=FqI8Y55OyX0&list=RDFqI8Y55OyX0&start_radio=1 Eu poderia citar aqui pelo menos umas dez bandas femininas que estão fazendo um som de primeira, inclusive brasileiras que já estão sendo reconhecidas fora do país, como a Crypta (@cryptadeath) e a Nervosa (@nervosathrash), mas, por enquanto, vou ficar só com essas. Até a próxima Coluna do Belo.

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Inovação na cena independente!

Na coluna de hoje, vou falar de três bandas brasileiras de rock. São três grupos que procuram e conseguem fazer um som que não chega a ser original, mas é algo diferente e com muita personalidade. A primeira banda foi formada no Rio de Janeiro, o El Efecto (@el_efecto). A proposta dos caras é criar algo inovador e, uma coisa que achei muito legal, eles entendem que a arte deve ser como uma trincheira e deve reverberar e organizar ideias que sejam aliadas da justiça social. Para eles, a arte deve estimular, questionar e ser um ponto de partida para transformações. A El Efecto é uma banda que não se prende à formação clássica do rock, incluindo no seu som instrumentos como clarinete, trompete, flauta e cavaquinho, e isso resulta numa variedade sonora que ainda tem elementos de música brasileira e latina. Vou deixar aqui um link de um clipe dos caras: https://www.youtube.com/watch?v=EU2vNzdmFPM&list=RDEU2vNzdmFPM&start_radio=1 A segunda banda é a Barba Rala (@barbaralaoficial), que foi formada em 2017 em Santa Rosa do Sul, Santa Catarina. Não é fácil definir o estilo deles porque eles misturam rock progressivo, stoner rock, groove metal e rock psicodélico, incorporando elementos de música brasileira. As letras em português abordam temas reflexivos que às vezes podem gerar várias interpretações. Um dos elementos que merecem destaque é a parte vocal com estruturas complexas, aliadas a refrões fortes, mas de fácil assimilação, buscando sempre surpreender e combinar com a parte rítmica, que também chama atenção pelas variações na estrutura das composições. Essas mudanças quebram as expectativas ao longo das músicas e isso prende a atenção do público. A Barba Rala, a princípio, teve uma boa aceitação de crítica e público, apresentando-se  e vencendo festivais independentes e fazendo shows por vários anos. Ao contrário do que geralmente acontece, as bandas só alcançam alguma notoriedade quando fazem alguns shows e lançam algum material de estúdio. Eles lançaram alguns singles antes do primeiro álbum, todos em 2025, e o disco de estúdio com o título “Nos Tempos do Egoritmo” foi lançado este ano. E aqui um link de um som da banda: https://www.youtube.com/watch?v=zoI1izN-W1o&list=RDzoI1izN-W1o&start_radio=1 A terceira banda é a teresinense Repthoids (@repthoids.band.oficial), que foi formada em outubro de 2023. A principal proposta musical está ligada à ufologia; o universo cosmológico é o tema abordado nas composições dos caras. A banda utiliza vários estilos com a intenção de ser experimental e inovadora. As influências que constroem e norteiam o som do grupo passam pelo cyberpunk, psicodelismo, hardcore, metal gótico, pós-punk, heavy metal, punk rock e hard rock. Tem que ter coragem e personalidade pra misturar todas essas vertentes. Outros diferenciais da banda são os nomes dos integrantes inspirados no universo ufológico, os integrantes Draconian guitarra e vocal, Siriano (baixo e backing vocal e Arcturiano na bateria se apresentam de máscaras inspiradas em ETs, que foram criadas pelo escultor Braga Thepi (@bragatepi.atelier) que fez parte da primeira formação da banda. No início de 2024 lançaram o seu primeiro single entitulado “Reptilianos” em todas as plataformas digitais em parceria com o selo Mundo Fechado (@mundofechadostudio). Vou postar aqui um link do som dos caras: https://www.youtube.com/watch?v=HUdSmDf3yQQ&list=RDHUdSmDf3yQQ&start_radio=1 É isso, galera, tem muita coisa boa rolando na cena independente, então vamos apoiar esses artistas que insistem nessa difícil missão de fazer rock nesse país.

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E o Rock??

Muito se fala do declínio do rock, para mim o estilo só não está na mídia como há algumas décadas, mas continua firme e forte e, na minha opinião, a mídia precisa mais do rock do que o contrário. O rock, entre outras coisas, é movido por rebeldia e inconformismo e, pelo jeito, as novas gerações ainda terão motivos para se rebelar e não se conformar com guerras estúpidas, com o crescimento do fascismo, desigualdades sociais, genocídios e outras idiotices características do ser humano. Existem muitas boas bandas novas já com carreiras consolidadas e ótimas bandas novas surgindo. Mas e quando as lendas, como por exemplo os Stones (@therollingstones), Deep Purple (@deep_purpleofficial), Judas Priest (@judaspriest),  Metallica (@metallica) e Guns’n Roses (@gunsnroses), Iggy Pop (@iggypopoficial), Alice Cooper, (@alicecooper) pararem? Claro outros grupos, de certo modo, preencherão a lacuna, talvez não com a mesma força ou relevância, mas o importante é que essas bandas conquistem seu lugar com sua própria personalidade e não tentem copiar o que já foi feito. Fico pensando como deve ser difícil para esses caras dessas bandas clássicas decidirem a hora de parar, eles que passaram mais da metade de suas vidas em cima do palco, longe da família, viajando pelo mundo em turnês que em muitos casos duraram anos, que foram divertidas mas ao mesmo tempo exaustivas, física e mentalmente, também devem sentir um misto de sentimentos, e provavelmente se perguntem, será que vou me acostumar a não sentir a energia dos fãs, ficar mais tempo em casa e não ter mais que me preocupar em compor para um novo disco, nem ensaiar para a próxima turnê e também ficar “longe” dos amigos de banda, lembrando que em alguns casos passaram mais tempo com eles do que com a família. E talvez pra encerrar um ciclo ou não, muitas bandas estão se reunindo pra fazerem turnês de despedida ou reuniões com a formação original ou com membros que ainda estão vivos, no Brasil posso citar os Titãs (@titasoficial) com a turnê “Encontro”, o sucesso foi tão grande que vários shows extras tiveram que ser agendados e agora estão com uma tour celebrando o clássico “Cabeça Dinossauro” tocado na íntegra, outras duas reuniões interessantes para os fãs, são as do Barão Vermelho (@baraovermelhooficial) com a volta de Frejat e Dé Palmeira e a do Kid Abelha (@kidabelha) que não contará com Leoni, que fazia parte da formação original. Além dessas duas, a banda gaúcha Cachorro Grande (@cachorrograndeoficial) se reuniu, está em turnê e lançará um disco de inéditas, para mim uma excelente notícia, torcendo que essa turnê passe por aqui. E continuando com boas notícias, alguns dinossauros do rock estão prestes a lançar discos com músicas inéditas. São eles: Rolling Stones (@therollingstones), Neil Young (@neil_young_oficial e Yes (@yesoficial), vem coisa boa por aí. Já mataram o rock várias vezes, mas ainda por muito tempo haverá alguém querendo fazer barulho com letras contestando a sociedade com humor, sarcasmo ou “simplesmente” falando da vida. LONGA VIDA AO ROCK’N ROLL.

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Luna Di, faz música romântica e experimental!

Nessa edição, vou falar de uma artista brasileira que, nas minhas audições principalmente no YouTube, me chamou a atenção. É a cantora e compositora Luna Di (@lunadimusic), que aos cinco anos já cantava musicais da Disney, mas foi aos quatorze anos que seu pai, por acaso, viu sua filha cantando uma música de Fred Mercury e percebeu que a menina tinha talento e se tornou um dos maiores incentivadores para que Luna seguisse a carreira de cantora. Ela nasceu em Joinville, Santa Catarina, mas foi quando mudou para Pinhais, no Paraná, que Luna venceu a timidez e, na igreja, começou a aprender a tocar piano, cantar em banda e a se desenvolver como artista. Aos dezessete anos, teve que mudar para Balneário Camboriú, onde foi morar com sua mãe. Foi lá, por diversão, que Luna começou a cantar na rua e essa experiência faria grande diferença na carreira da artista. Quando mudou para São Paulo, Luna continuou cantando nas ruas e assim foi desenvolvendo uma forma de se apresentar ao público. Durante a fatídica pandemia de covid, a artista produziu vídeos no Tik Tok, começou a compor e as primeiras composições foram em inglês. Quando estava planejando lançar um EP, Luna começou a trabalhar com a SNI Produções e, nas conversas sobre a condução da carreira da cantora, decidiram começar com um single em português. E assim surgiu “Princesa Paulista”, que viralizou com mais de quarenta e cinco mil visualizações no antigo Twitter e mais algumas milhares no Tik Tok. A canção ajudou a alavancar a carreira da cantora de vinte anos. Luna transcende e transita por várias linguagens e tem um cuidado apurado com a estética do seu trabalho, explorando uma performance teatral. Sua música é experimental, nostálgica e romântica, entre outras coisas, mas ela não abre mão do pop e de melodias simples. Vale a pena conferir o som de Luna Di e vou deixar aqui um link da música “Querido”. https://www.youtube.com/watch?v=4fkR1M6MBAI

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Ideias e improvisos que deram muito certo!

  A produção de uma música, pode evidenciar detalhes que às vezes se sobressaem tanto que fazem com que a música seja lembrada por um arranjo ou som que, em alguns casos, não fazia parte no ato da composição ou poderia não combinar com a música, mas que acabam dando muito certo e se tornam tão importantes quanto a própria música! O produtor ou algum músico da banda pode sugerir algo diferente, por exemplo, um solo de um instrumento que não faz parte do som da banda, como flauta, saxofone, violinos, enfim, vai depender da criatividade na hora de produzir a música.       Em alguns casos, pode ser um solo de guitarra que se destaca, como na música “Ovelha Negra” de Rita Lee e Tutti Frutti, que faz parte do disco “Fruto Proibido”. O guitarrista Luiz Carlini (@luizcarlini_oficial) fez no primeiro take de gravação o solo que é considerado o melhor do rock brasileiro. Reza a lenda que ele quis refazer, mas o produtor não deixou e o que foi publicado foi mesmo o da primeira tentativa e totalmente de improviso! O solo é dotado de uma certa simplicidade combinada com muita emoção, provavelmente por isso seja uma referência para críticos e músicos.   Eu não poderia deixar de fora desse post um dos arranjos mais incríveis da história do rock brasileiro e o responsável é Willy Verdaguer (@willy.verdaguer) esse argentino é entre outras coisas maestro, arranjador e exímio baixista, ele é o cara responsável pelos arranjos de baixo de dois dos mais importantes álbuns lançados no Brasil, esse músico tocou nos clássicos discos dos “Secos e Molhados”, dito isso vou falar de um dos vários arranjos incríveis de Willy o da música “Amor” do primeiro álbum da banda que foi lançado em 1973, essa linha de baixo é emblemática e mostra como o baixista ajudou a moldar o som da banda, o que ele fez é tão incrível que virou alvo de estudo para músicos, muitos instrumentistas praticam essa parte da música para desenvolver sua técnica. E esse é só um dos vários arranjos legais dos discos, participar de dois discos lendários e se destacar não é para qualquer um. Abaixo vou colocar o link com o arranjo citado acima. https://www.youtube.com/watch?v=xGzAuG6B208&list=RDxGzAuG6B208&start_radio=1&pp=ygUwd2lsbHkgdmVyZGFndWVyIHRvY2FuZG8gbyBhcnJhaj1uam8gZGUgYW1vciBhbW9yoAcB   No rock internacional posso citar a vocalização na canção “The great gig in the sky”, que está no clássico album do Pink Floyd “Dark side of the moon”, e a dona da voz é Clare Torry. A princípio, não havia essa parte na composição. O engenheiro de som Alan Parsons foi quem teve a ideia de incluir esse trecho que foi feito praticamente de improviso, mais um acaso que entrou para a história do rock. Abaixo vou deixar o link de um trecho da música “The great gig in the sky”, ao vivo com Clare Torry brilhando na vocalização citada. https://www.youtube.com/shorts/0r7TRHXeiq8?feature=share   Outro fato a ser destacado é o solo de guitarra do lendário Ed Van Halen na música “Beat it” de Michael Jackson. O cantor chamou para produzir seu disco “Thriller” que viraria um clássico do pop, nada mais nada menos do que Quincy Jones, um dos maiores produtores musicais de todos os tempos. Jones concordou com a intenção de Michael de que a música alcançasse todos os públicos, por isso pensou em Ed para participar da música. Engraçado que o próprio Quincy ligou para fazer o convite ao guitarrista que desligou o telefone várias vezes na cara do produtor por não acreditar que fosse Quincy ligando para ele, mas depois pensou bem, atendeu e acabou aceitando o convite. Segundo Ed Van Halen, sem pedir permissão a Michael, ele rearranjou a música porque na parte do solo não tinha nenhum acorde. Lógico, depois ele avisou ao cantor que adorou tudo que Ed fez. Havia um problema para a participação do guitarrista, era que Ed tinha um pacto com sua banda Van Halen de não participar de gravações ou shows de outros artistas e para que os companheiros de banda não soubessem, o nome do guitarrista não foi creditado no disco e de cachê Ed pediu uma caixa de cerveja e que Michael lhe ensinasse alguns passos de dança. Um valor irrisório para um solo que, de tão bom, virou um dos pontos altos da música. Segue abaixo o link de Ed Van Halen fazendo o solo em um show com Michael Jackson. https://www.youtube.com/watch?v=ShV2Hu8veoE&list=RDShV2Hu8veoE&start_radio=1   Eu poderia enumerar vários casos como esses que aconteceram tanto na MPB, na música pop e no rock, talvez possa rolar a parte dois dessa coluna. Até a próxima!

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Energia e personalidade na voz de Tânia Nery!

  Um dos temas que será recorrente aqui na coluna é a voz, que é um dos instrumentos mais fantásticos que existem. E dessa vez vou destacar a voz e a personalidade de uma baiana de Salvador que felizmente veio para o Piauí mostrar que tem muito axé. Estou falando de Tânia Nery (@tanianeryalves). A partir de 1998, ela deu início à sua carreira cantando MPB. Em 1999, a sua veia roqueira falou mais alto e ela atuou em bandas covers de rock internacional. Carbono 14 e Danna Margot foram algumas das bandas. Tânia participou de vários festivais importantes no Piauí, como Tribus Rock, Piauí Pop, The Music, Barra Jazz, Festival de Inverno de Pedro II e Delta Festival, entre outros. Ela também divide seu talento com bandas e artistas locais, fazendo backing-vocals com a banda Narguilé Hidromecânico, Karranca, Teófilo Lima e Tupi Machine, só para citar alguns nomes. Dona de uma voz grave e potente, Tânia mostra versatilidade e personalidade passeando da MPB ao Jazz, mas o estilo em que ela mais se destaca é o Rock’n Roll. Dentro dessa vertente, fez tributos a Rita Lee e Janis Joplin, ela é incrível interpretando Janis, quem tiver a oportunidade de ver, não perca! Outro excelente tributo é a Amy Winehouse. Uma apresentação de Tânia Nery é uma celebração à boa música, ela se cerca de bons músicos como o guitarrista Lívio Nascimento e o baterista Iago Dayvison, por exemplo, e com a sua presença de palco cheia de energia e musicalidade, Tânia entrega grandes interpretações. E como eu sempre faço vou deixar aqui o link de uma apresentação da Tânia: https://www.youtube.com/watch?v=7GLSFpNcLXE&list=RD7GLSFpNcLXE&start_radio=1

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Músico Lívio Nascimento e Banda Scrok lançam singles/vídeoclipes!

  Já que o ano só começa mesmo depois do carnaval, vou retomar a partir de agora a Coluna do Belo. A minha intenção não é de trazer aqui apenas lançamentos ou novos artistas mas trazer o que há de melhor com relação a arte, seja música, literatura, filmes enfim o que eu encontrar relacionado a arte que na minha opinião possa de alguma forma despertar o interesse de vocês. E pra esse retorno temos dois lançamentos de vídeo clipes, o primeiro que destaco é o clipe “Sabbáatico” do produtor musical, professor e guitarrista Lívio Nascimento, o cara já foi side man de artistas locais e nacionais, participando ainda dos grupos Tupi Machine e Eletrique Zamba entre outros. Seu trabalho tem um enfoque especial para a música instrumental, em 2017 gravou o álbum “Janeiro” além da carreira solo, Lívio desenvolve projetos com o “Chapa Quente Trio” e com o “Lívio Nascimento Trio” formado pelo próprio Lívio, Paulo Dantas no baixo (em breve deve ser destaque aqui na coluna) e na bateria Bruno Moreno, com essas feras da música piauiense gravou ao vivo o DVD/Album “Um Passo a Frente” em Junho de 2021. Vou deixar aqui o link do vídeoclipe “Sabbáatico”: https://youtu.be/0ve6EgEPuJQ A banda de thrash metal maranhense Scrok que está na ativa há trinta e três anos, já lançou uma demo tape, intitulada “First”, foi muito bem recebida pelo público e pela crítica. Na sequência veio a gravação de um CD Demo intitulado “Real Truth” trazendo uma faixa interativa para o vídeoclipe da faixa-título. Em 2011 depois de uma pausa na carreira a banda lança o excelente EP “Devastation” com três músicas: “Devastation”, “Disgrace Online” e “Creeping Children Tales”. E no dia 28 de Março de 2026 em um evento gratuito no Shopping Tocantins em Imperatriz no Maranhão, a banda lançou um single e vídeoclipe da música “Devastation in Amazon – The Beginning”, a letra escrita pelo vocalista/baixista Valter Reis, como o próprio nome sugere critica a devastação da Amazônia e também a chegada dos portugueses ao Brasil e todas as suas consequências. O clipe foi filmado na aldeia Escalvado, município de Fernando Falcão no Maranhão. Além da ideia de divulgar o trabalho em âmbito internacional a banda pensou também na questão da acessibilidade, o clipe possui legenda em inglês e português, intérprete de libras e versão com audiodescrição. Alguém pode se perguntar por quê a “Coluna do Belo” está destacando uma banda maranhense, o motivo é que a banda foi formada na cidade de Timon, as vezes é confundida como banda piauiense e a banda sempre contou com integrantes piauienses, além disso é nordestina e uma grande banda de thrash metal por todos esses motivos ela merece ser citada aqui. E aqui deixo o link do vídeoclipe: https://www.youtube.com/watch?v=opvma_W37l8&list=RDopvma_W37l8&start_radio=1&pp=ygUFc2Nyb2ugBwE%3D

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divulgação Piauí metal

Piauí Metal

Mais um grande evento nesse segundo semestre de 2024, depois dos shows das bandas Crypta, Troops of Doom e Matanza, vem aí Piauí Metal, será no dia 11 de outubro de 2024, ás 20 horas no Bueiro do Rock (@bueirodorock) , com três das melhores bandas do Piauí, são elas Anno Zero (@annozero)@annozero, que faz um dark, gothic metal de primeira linha, Into Morphin(@intomorphin) com seu death doom metal, também uma das melhores bandas do estado e Megahertz(@megahertzband) uma das pioneiras e um dos grandes nomes do thrash metal nacional. Um line up pra tirar de casa até o mais recluso dos headbangers e pra adquirir o ingresso on line é só acessar o link do site sympla https://www.sympla.com.br/evento/piaui-metal-com-megahertz-anno-zero-e-into-morphin/2664955 É isso aí vamos lá curtir grandes bandas, rever os amigos e dar uma força ao metal piauiense.

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