Lançamento da coletânea A Palavra é Delas – Verso & Prosa

No próximo dia 28 de abril de 2026, às 18h30, a Livraria Entrelivros, em Teresina, será palco de um encontro especial com a literatura feminina. A Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), seccional Piauí, promove o lançamento da coletânea A Palavra é Delas – Verso & Prosa, obra que reúne textos de escritoras de diferentes estados e celebra a força da produção literária contemporânea. Sob a coordenação de Alzerina Pinho, Fátima Oliveira e Valéria Silva, o livro apresenta poemas e prosas que refletem experiências, sensibilidades e olhares plurais sobre o mundo. Cada autora contribui com sua voz única, compondo um mosaico literário que reafirma o poder da palavra como instrumento de expressão e transformação. O prefácio é assinado pela presidente nacional da AJEB, Irislene Morato. Autoras participantes A coletânea reúne 19 escritoras, sendo 11 da AJEB Piauí e 8 de outros estados. Entre elas: Alexandra Teodoro, Alzerina Pinho, Anna Liz, Elinalva Oliveira, Elisangela Santos, Emília Alves, Erlinda Maria Bittencourt, Fátima Oliveira, Jasmine Malta, Josenyede Lua, Kátia Colares, Leni Zilioto, Lúcia Ana Melo, Luíza Castro, Maria das Graças Targino, Nancy Alcântara, Nazareth Dória, Rosângela Sousa e Valéria Silva. Sobre a obra Mais do que uma coletânea, A Palavra é Delas – Verso & Prosa é um manifesto literário que celebra a potência da escrita feminina. Cada texto revela universos particulares, mas todos se unem em um mesmo propósito: reafirmar que a palavra é, sim, delas. Convite O público está convidado a prestigiar este momento de celebração da literatura e da voz das mulheres. O lançamento promete ser um encontro de arte, cultura e inspiração, fortalecendo o espaço da escrita feminina no cenário literário brasileiro. Serviço Lançamento da coletânea A Palavra é Delas – Verso & Prosa 📅 Data: 28 de abril de 2026 🕡 Horário: 18h30 📍 Local: Livraria Entrelivros – Av. Dom Severino, 1045, Bairro Fátima, Teresina

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Giro Pelo Território Entre Rios leva a Beneditinos ações do PNCC-PI

O Giro Pelo Território Entre Rios, ação integrante do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC-PI), será realizado em Beneditinos no dia 17 de abril de 2026, às 15h, na Câmara Municipal. O PNCC-PI tem papel essencial na consolidação da cultura como direito e como instrumento de cidadania, fortalecendo os comitês locais, ampliando o acesso às políticas culturais e valorizando a diversidade artística e os saberes tradicionais das comunidades. Sua importância está em descentralizar as ações culturais, estimular a criatividade e preservar a memória coletiva, criando espaços de diálogo e protagonismo para agentes culturais. Nesta edição, o público terá acesso ao lançamento dos Editais PNAB, que abrem novas possibilidades de financiamento para projetos culturais, além da Oficina de Elaboração de Portfólio, voltada para capacitar artistas e produtores na organização e divulgação de seus trabalhos. A programação também celebra a riqueza cultural da região com apresentações da Junina Furacão, do Grupo de Capoeira Gaditas e do sanfoneiro João de Deus de Sousa, que traz a força da música tradicional nordestina. O evento será marcado ainda pelo lançamento do livro “João, Uma Assinatura de Cultura e Lugares de Memória”, obra que resgata histórias e referências culturais locais. A participação da população é fundamental para fortalecer este movimento, pois cada presença contribui para dar visibilidade às manifestações culturais e para consolidar o papel da cultura como elemento de identidade e cidadania. 📅 17 de abril, às 15h 📍 Câmara Municipal de Beneditinos – Rua Floriano Peixoto, Nº 256, Beneditinos – PI, CEP: 64.380-000 Realização: PNCC-PI, ASSAAC, Grupo Culturart, Ministério da Cultura, Governo Federal Apoio: Prefeitura de Beneditinos e FEQUAJUPI

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Nelson Nery apresenta A Máquina do Castelo Branco

  O escritor Nelson Nery lança, no próximo dia 15 de abril, no Locomotiva Pub, em Teresina, o romance A Máquina do Castelo Branco. A obra combina ciência, história, aventura e suspense em uma narrativa que conecta passado e presente, atravessando cenários da Europa e do Brasil. Uma trama marcada por mistério e ciência Desde Dublin, paira uma sombra sobre o grupo de pesquisadores, como uma ameaça constante e enigmática. Entre eles, Leonor (filha do engenheiro português Joaquim Saraiva), jovem engenheira que se torna protagonista da busca por respostas. Juntos, eles se dedicam ao ousado projeto de desenvolver uma máquina de moto-contínuo — um dispositivo capaz de desafiar as leis da Termodinâmica. Mas os desafios não se limitam ao campo científico. Rivalidades familiares, como o conflito com o irlandês Patrick O’Brien, além de interesses financeiros e disputas pessoais, tornam a jornada ainda mais complexa e perigosa. Dick Gonçalo: o elo brasileiro Na tentativa de superar os impasses técnicos e encontrar novas fontes de conhecimento, surge Dick Gonçalo, engenheiro de produção brasileiro com MBA em Dublin. Designado pelo CEO da Green Life Company, Thomas More, Dick é encarregado de apoiar Joaquim e Leonor na busca pelo enigmático livro Mecânica e Astronomia Leonardina, escrito pelo inventor brasileiro Leonardo Castelo Branco no século XIX. Dick torna-se peça-chave na investigação, conectando a trama à história científica brasileira e conduzindo o grupo por uma jornada que atravessa Lisboa, Londres, Porto, Rio de Janeiro e Esperantina, no Piauí — terra natal de Castelo Branco. Entre lendas e descobertas Enquanto enfrentam os limites impostos pelas leis da Física, os protagonistas também mergulham em mitologias irlandesas, como as histórias dos fomorianos e do Tuath Dé Danann. Essa combinação de ciência e mitologia dá ao romance uma dimensão única, em que o real e o imaginário se entrelaçam. A narrativa alterna momentos de investigação científica com aventuras cheias de emoção, encontros inesperados e até a possibilidade de um romance em meio às tensões. Reflexões sobre ciência e humanidade Mais do que uma história de suspense, A Máquina do Castelo Branco provoca reflexões sobre os limites da ciência, a ambição humana e a busca por inovação tecnológica. O livro questiona: seria possível confrontar as leis da Termodinâmica? Leonardo Castelo Branco teria deixado pistas capazes de revolucionar o fornecimento de energia limpa no século XXI? Com uma escrita dinâmica e rica em detalhes, Nelson Nery conduz o leitor por uma jornada que mistura conhecimento científico, referências históricas e dilemas humanos universais — medo, amor, rivalidade e esperança. Evento de lançamento O lançamento promete reunir leitores, convidados e amantes da literatura em uma noite de celebração cultural. Serviço: 📖 Lançamento do livro A Máquina do Castelo Branco 📅 15 de abril 📍 Locomotiva Pub – Teresina

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Paixão de Cristo de Bom Jesus, o Musical

A encenação da Paixão de Cristo de Bom Jesus, no sul do Piauí, chega em 2026 aos seus 20 anos de história, consolidando-se como um dos maiores espetáculos culturais e religiosos da região. Realizado no município de Bom Jesus, o evento une fé, arte e tradição, envolvendo a comunidade local e atraindo público de diversas cidades. Neste ano, a apresentação será no dia 3 de abril, Sexta-feira Santa, no Salão da Serra, um dos cenários naturais mais marcantes do município, que se transforma em palco a céu aberto para contar a história da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A apresentação está marcada para às 19h e promete mais uma vez emocionar o público com uma montagem grandiosa. O formato musical É importante destacar que o espetáculo recebe o título de musical não apenas pela presença de trilha sonora ou pela inclusão de músicas, mas pelo fato de que atores, atrizes, intérpretes e cantores realmente cantam durante a encenação. Ou seja, a história é contada através do canto e da interpretação musical, tornando a narrativa ainda mais intensa e envolvente. Essa característica diferencia a montagem de outras versões da Paixão de Cristo realizadas pelo país, pois aqui o público acompanha uma verdadeira fusão entre teatro e música, em que cada cena é conduzida por performances vocais, com coreografias minuciosamente marcadas. O olhar do diretor Com direção de Franklin Pires, o espetáculo vem se renovando a cada edição, mantendo viva uma tradição que cresce ano após ano. O diretor traz sempre um olhar especial: a cada ano, a narrativa é apresentada sob a ótica de um personagem diferente. Em Bom Jesus, a história já foi contada sob a perspectiva de Maria, de Judas e de outros. Em 2026, Franklin faz um paralelo com os dias atuais, levantando a reflexão: “E se Jesus Cristo voltasse hoje, como seria?”. Essa abordagem contemporânea intenciona aproximar ainda mais o público da mensagem central de fé e esperança. Elenco de 2026 Atores da cidade, muitos deles formados nas oficinas ministradas pelo diretor Franklin Pires. Artistas que estão no espetáculo desde a primeira versão, há vinte anos, como Francisco Rodrigues, Felipe Paiva e Brisa Rodrigues, que começaram ainda crianças e hoje retornam como protagonistas da tradição. A cantora Giuliette Miranda (da Banda Retrohits), que neste ano interpretará Maria, mãe de Jesus, em um dos papéis mais emocionantes da montagem. O cantor lírico Leandro Harias, o próprio Franklin Pires (diretor, ator e cantor) e Tarcísio Pires darão vida aos demônios da tentação, que se transformarão nos sinedristas — figuras que, na narrativa, conduzem Jesus ao Calvário. Destaque especial para a inclusão de duas atrizes transgênero. Entre elas, Karina Leal, que interpretará Maria Madalena, reforçando a representatividade e diversidade no espetáculo. O Salão da Serra: palco natural da fé e da arte O Salão da Serra, em Bom Jesus, é mais do que um cenário: é um monumento da natureza que se transforma, todos os anos, em um grande teatro a céu aberto. Entre paredões rochosos e a vegetação típica do sul do Piauí, o espaço ganha vida ao receber milhares de pessoas que se emocionam com a encenação da Paixão de Cristo. O relevo imponente e a beleza singular da serra criam uma atmosfera única, onde cada pedra e cada curva parece testemunhar a narrativa da vida, morte e ressurreição de Jesus. É nesse ambiente natural que fé e cultura se encontram, dando ao espetáculo uma força ainda maior, como se a própria paisagem fosse parte da história. Transformado em Parque Ambiental, o Salão da Serra é também símbolo de preservação e identidade. Ali, tradição e natureza se unem, reforçando o caráter comunitário e espiritual do evento. Assistir à Paixão de Cristo no Salão da Serra é viver uma experiência que transcende o teatro: é sentir a força da fé em meio à grandiosidade da criação, é deixar-se envolver por um espetáculo que ecoa entre as pedras e toca profundamente o coração. Serviço Paixão de Cristo de Bom Jesus, o Musical 📍 Salão da Serra (município de Bom Jesus) 📅 Dia 3 de abril, às 19h

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Giro pelo Território Entre Rios: dia 27, em Altos

O município de Altos recebe no dia 27 de março o Giro pelo Território Entre Rios, iniciativa do Programa Nacional dos Comitês de Cultura no Piauí (PNCC-PI). A ação será realizada no Centro Social Urbano – CSU e promete um dia inteiro de atividades culturais e formativas, reunindo oficinas, debates e apresentações artísticas que fortalecem a participação social e celebram a diversidade cultural da região. A programação começa às 8h30, com recepção, acolhida e café da manhã, seguida de uma apresentação de capoeira pelo Grupo Raízes do Brasil. Durante a manhã, das 9h às 12h, será realizado o encontro “Território, Democracia e Participação Social” , voltado para reflexões e diálogos sobre cidadania e cultura. No período da tarde, das 14h às 17h, acontecem duas oficinas simultâneas: uma de avaliação técnica junina e outra de comunicação popular, conduzida pelo facilitador José Augusto. A partir das 17h, o público poderá prestigiar o Encontro de Culturas, que reúne diversas expressões artísticas. Às 18h, sobe ao palco o Grupo Aliança Capoeira; às 18h15, a Escola de Dança Infantil do CSU apresenta um espetáculo de balé; às 18h30, é a vez dos destaques da Junina Zabumbada; e às 18h50, os destaques da Junina Chapéu de Palha. Logo depois, das 19h às 19h10, haverá uma performance de Break Dance/Hip Hop com Luketa e Jimmy, encerrando às 19h10 com o grupo Fogo Pagou. Paralelamente, entre 17h e 20h, acontece a Feirinha Cultural , espaço de convivência e valorização da produção local. O Giro pelo Território Entre Rios em Altos será uma oportunidade única de integração, aprendizado e celebração da cultura popular, reforçando o papel da arte como instrumento de participação social e fortalecimento comunitário. Mais informações: @comitedecultura.pi

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Documentário revela a importância cultural e econômica da farinhada no Piauí

Documentário revela a importância cultural e econômica da farinhada no Piauí – Foto: Divulgação   Para muitas famílias, a farinhada representa mais do que a produção de alimento e geração de renda. É um costume que fortalece o sentimento de pertencimento e mantém viva a cultura das comunidades. A cada ciclo de produção, homens e mulheres se reúnem nas casas de farinha. O trabalho é intenso, mas a coletividade transforma o processo em um momento de troca, convivência e fortalecimento de laços. Durante dias e noites, especialmente entre os meses de junho e setembro, a dedicação é contínua. O resultado vai além da produção: farinha, beiju e bolo de goma que garantem sustento e preservam um modo de vida passado de geração em geração. Documentário revela a importância cultural e econômica da farinhada no Piauí – Foto: Divulgação Com o objetivo de valorizar essa prática, o documentário Farinhada leva às telas histórias do interior piauiense, mostrando a rotina das casas de farinha e o orgulho de quem mantém viva essa cultura. O material foi produzido pela OBR em parceria com a TV Lupa1. A exibição acontece no dia 24 de março, na TV Lupa1 (canal 8.1), TV Assembleia (canal 17.1) e TV Antares (canal 2.1). Venha aprender, sorrir e se emocionar com os depoimentos de quem ama a vida na roça e mantém viva a cultura da farinhada. Patrocínio Ministério do Desenvolvimento Social Governo do Brasil TEM PATROCÍNIO, TEM GOVERNO DO BRASIL Documentário revela a importância cultural e econômica da farinhada no Piauí – Foto: Divulgação

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Teresina sedia Teia Estadual dos Pontos de Cultura do Piauí de 13 a 15 de março

A iniciativa integra a Política Nacional de Cultura Viva, criada e desenvolvida pelo Ministério da Cultura, reunindo agentes culturais e representantes de coletivos Teresina sediará, de 13 a 15 de março, a Teia Estadual dos Pontos de Cultura do Piauí, encontro que reunirá agentes culturais, coordenadores e representantes de coletivos de diversas regiões do estado. O evento acontece no Blue Tree Towers Rio Poty e terá como tema “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”. A iniciativa integra a Política Nacional de Cultura Viva, criada e desenvolvida pelo Ministério da Cultura, que há mais de duas décadas reconhece e fortalece os Pontos de Cultura em todo o Brasil, promovendo o acesso às expressões culturais e valorizando iniciativas desenvolvidas nos territórios. No Piauí, o encontro tem como objetivo articular, fortalecer e integrar a rede Cultura Viva, reunindo agentes culturais e representantes de coletivos para momentos de diálogo, formação e intercâmbio de experiências. A programação será aberta na noite de quinta-feira (13), com credenciamento, apresentação cultural de acolhimento e solenidade de abertura, seguida de conferências que irão discutir os avanços e desafios da política Cultura Viva no Brasil e no Piauí. Entre os convidados está a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg, que abordará as perspectivas nacionais da política. Durante o evento também serão realizados debates sobre o futuro da Cultura Viva no estado, incluindo a participação de gestores públicos, pesquisadores e representantes de Pontos de Cultura. Entre os participantes está o deputado estadual Fábio Novo, que apresentará reflexões sobre a trajetória da Cultura Viva no Piauí. No sábado (14), a programação inclui mesas temáticas sobre o Plano Nacional Cultura Viva e os caminhos da política para os próximos dez anos, além de debates sobre trabalho, sustentabilidade e economia da cultura. Também estão previstos grupos de trabalho que irão discutir temas como governança, participação social e justiça climática. Os participantes irão construir coletivamente propostas que serão sistematizadas e apresentadas em plenária. No domingo (15), o encontro será encerrado com a leitura e aprovação do documento final e a eleição de representantes da rede. Paralelamente, o público poderá acompanhar uma programação cultural e uma feira de economia criativa, com apresentações artísticas e exposição de produtos e iniciativas ligadas aos Pontos de Cultura.  

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Alexandra Teodoro recebe o ator Rubens Santos no Cena Aberta, da Tv Alepi

O programa Cena Aberta desta sexta-feira, 13, às 21h30, na TV Alepi, traz uma entrevista especial conduzida por Alexandra Teodoro com o ator Rubens Santos. Na conversa, o artista fala sobre sua trajetória no cinema, os desafios da profissão e sua participação em O Agente Secreto, produção recente que vem chamando atenção do público. Rubens Santos é um nome consolidado no cenário audiovisual brasileiro, com uma carreira marcada por personagens intensos e filmes de grande repercussão. Entre suas participações mais conhecidas estão obras como Bacurau (2019), onde interpretou Erivaldo, e Aquarius (2016), no papel de Rivanildo. Também esteve em Divino Amor (2019), Curral (2021), Cangaço Novo (2023) e Partiu América (2024), além de produções premiadas como O Som ao Redor (2013). Nos últimos anos, Rubens ampliou ainda mais sua filmografia, atuando em títulos como Maria e o Cangaço (2025), A Melhor Mãe do Mundo (2025) e O Sertão Vai Vir ao Mar (2024), reforçando sua versatilidade e presença em narrativas que exploram a identidade cultural brasileira. A entrevista promete revelar bastidores de gravações, reflexões sobre o papel do cinema nacional e os próximos passos da carreira do ator. Além da exibição na TV Alepi, o público poderá assistir ao conteúdo também no canal oficial da emissora no YouTube, ampliando o acesso a essa conversa imperdível sobre arte e cinema.

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Matéria Viva: Exposição no Sesc Cajuína, de 03 a 27 de março

Matéria Viva – Exposição de esculturas orgânicas contemporâneas A exposição Matéria Viva, de Luiz Rodrigues, insere-se em um campo expandido da escultura contemporânea que dialoga com práticas brasileiras e internacionais voltadas para a organicidade e a sustentabilidade. Suas obras, concebidas a partir de raízes, pedras e madeiras, revelam um estilo que pode ser identificado como escultura orgânica rústica contemporânea. No Brasil, Rodrigues se aproxima da tradição inaugurada por Frans Krajcberg, que transformou troncos queimados em denúncia ambiental, mas se diferencia ao propor uma experiência estética e espiritual, mais voltada à contemplação do que à crítica.     Há também afinidade com a economia de gestos de Amilcar de Castro, que, ao cortar o ferro, buscava a essência da forma — gesto que Rodrigues traduz em sua mínima intervenção sobre a matéria natural. Internacionalmente, sua obra dialoga com artistas como Andy Goldsworthy, que cria esculturas efêmeras a partir de elementos naturais, e Isamu Noguchi, cuja busca por formas orgânicas e integração entre arte e paisagem ecoa na prática de Rodrigues. Contudo, enquanto Goldsworthy trabalha com a impermanência, Rodrigues oferece permanência e durabilidade às formas naturais, transformando-as em esculturas que atravessam o tempo. Assim, Matéria Viva se posiciona como uma exposição que não apenas celebra a natureza como coautora da obra, mas também reafirma a relevância da escultura orgânica no século XXI. Ao unir ciência, estética responsável e raciocínio estético na elaboração de protocolos personalizados, Luiz Rodrigues cria uma identidade singular: uma arte que respeita a origem dos materiais, ressignifica o espaço e convida o público a refletir sobre sustentabilidade, permanência e espiritualidade.    

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Lançado o documentário A Dança do Calango

Na sexta-feira, dia 19 de dezembro, às 19h, no Museu da Imagem e do Som, foi exibido o documentário “A Dança do Calango”, obra inspirada na icônica coreografia concebida em 1997 pela bailarina e coreógrafa Luzia Amélia, em parceria com o Balé Folclórico de Teresina. Considerada um marco na trajetória da dança folclórica piauiense, a criação tornou-se referência nacional e internacional por sua força estética e simbólica. A proposta do documentário foi traduzir a linguagem da dança para o meio audiovisual, preservando a essência da coreografia original e sua mensagem de resistência, identidade e pertencimento. Ao registrar a obra em formato cinematográfico, o projeto ampliou seu alcance e a tornou acessível a públicos que não tiveram a oportunidade de assistir ao espetáculo ao vivo. A narrativa buscou inspirar o público a enfrentar desafios, reconhecendo o valor de suas próprias origens culturais. A dança evidenciou a luta cotidiana contra adversidades climáticas e sociais, promoveu reflexão e conscientização, ao mesmo tempo em que exaltou a força do povo nordestino. Essa produção cinematográfica surgiu como uma forma de manter vivo o legado de Luzia Amélia, do Balé Folclórico de Teresina e da cultura piauiense, reafirmando sua importância histórica e artística para o Brasil.  

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