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São Raimundo Nonato realizou o IV Encontro de Culturas Tradicionais da Serra da Capivara

Evento reuniu o IV Encontro de Griôs e a V Caminhada das Culturas Populares, celebrando a memória, a literatura, a oralidade e as manifestações culturais da região. O município de São Raimundo Nonato, no sul do Piauí, recebeu, no dia 10 de outubro, o IV Encontro de Culturas Tradicionais da Serra da Capivara. Com programação gratuita, o evento reuniu o IV Encontro de Griôs e a V Caminhada das Culturas Populares e Tradicionais da Serra da Capivara, promovendo o reconhecimento dos saberes ancestrais, da memória coletiva e das expressões culturais do território. As atividades começaram, pela manhã, na Casa da Dona Nanzinha, na comunidade Lagoa de Fora, com credenciamento e apresentação infantil do Projeto Construir Brincando. Após a abertura institucional, os participantes acompanharam a oficina “Agentes Comunitários de Leitura – Mediação Literária e Fortalecimento Territorial”, ministrada por Agnaldo Ribeiro. A atividade foi seguida pela entrega de livros à comunidade e por um momento de confraternização. No período da tarde, a programação seguiu na Unidade Escolar Eliacim Mauriz, conhecida como Casa Gavião. No espaço, foi realizada a oficina “Comunicação Popular e Acessível”, conduzida por Nara Leticie, do Movimento Qualé Rapaziada. Simultaneamente, o pátio da escola sediou o IV Encontro de Griôs, que teve como tema “Memória, Oralidade e Direitos Culturais”. A atividade reuniu mestres, mestras e lideranças tradicionais para compartilhar experiências, conhecimentos e reflexões sobre a preservação dos saberes populares e a valorização das identidades culturais. O encontro contou com a mediação dos professores de Antropologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Rainer Miranda e Paula Laiane. A programação também incluiu a V Caminhada das Culturas Populares e Tradicionais da Serra da Capivara, que percorreu o trajeto entre a Praça do Gavião e o Grupo Culturart. A iniciativa destacou a presença das manifestações tradicionais no cotidiano das comunidades e reforçou a importância da transmissão desses conhecimentos entre gerações. O encerramento aconteceu no Ponto de Cultura Culturart, localizado na Rua Manoel A. da Silva, com o Encontro de Culturas. A noite foi marcada por apresentações de grupos locais e expressões da cultura popular, incluindo reisado, roda de São Gonçalo, manifestações de comunidades quilombolas e de terreiros da região. Ao reunir atividades de formação, literatura, comunicação popular, oralidade e apresentações culturais, o IV Encontro de Culturas Tradicionais da Serra da Capivara fortaleceu os espaços de diálogo entre artistas, mestres da cultura, educadores e comunidades, contribuindo para a valorização e a continuidade do patrimônio cultural imaterial do território. O evento foi realizado pela Associação Amigos da Arte e da Cultura do Piauí (ASSAAC), pelo Grupo Culturart, pelo Sistema Nacional de Cultura (SNC), pelo Programa Nacional dos Comitês de Cultura no Piauí e pelo Ministério da Cultura, por meio do Governo Federal, com apoio da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). Corrija a repetição do título do eventoEnxugue os parágrafos e períodos

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Vanessa Moreno, uma força criativa!

Algo que me incomoda é ver e ouvir um(a) cantor(a), com um timbre bonito ou diferente e ou com uma extensão vocal que proporciona muitas possibilidades, e ele ou ela não usam essa capacidade, cantam sem mostrar nada de diferente,  acho um desperdício. Mas esse não é o caso de Vanessa Moreno (@vanessamorenooficial) ,ela explora sua voz combinando ritmos populares, improviso e percussão vocal, foi o que me chamou atenção. Essa cantora, compositora e instrumentista paulista, começou na música aos 15 anos, incentivada pela mãe, que gostava muito de música, principalmente MPB, mas nessa época Vanessa era fã de rock. Apesar disso, com as aulas de violão, ela acabou se aproximando mais da música popular brasileira, Vanessa é uma estudiosa, aprendeu a tocar violino, estudou canto popular e erudito e, na Faculdade Souza Lima & Berklee, se formou bacharel em canto popular. Antes da carreira solo, Vanessa cantava MPB e rock em uma banda. Após essa fase, ela formou o quarteto vocal Kallangá, com amigos do projeto Guri. Nessa entidade são oferecidas aulas de música gratuitamente; foi lá que ela aprendeu a tocar violino. O grupo durou sete anos, ganhou prêmios em festivais e lançou o disco “Kallangá por natureza”. As músicas foram compostas por  Vanessa e Lari Finocchiaro. Vanessa sempre fugiu do convencional e formou um duo no formato contrabaixo e voz com  Fi Maróstica. O primeiro disco deles foi “Vem ver”, com um repertório baseado em música regional, erudita e jazz, o segundo disco foi “Cores vivas”, um tributo a Gilberto Gil. O seu primeiro álbum solo foi “Em movimento”, lançado em 2017, no repertório, músicas autorais e de novos compositores. Depois partiu para mais um trabalho em duo, agora com o pianista Salomão Soares. No álbum “Chão de flutuar”, eles gravaram, entre vários compositores consagrados, Djavan, Tom Jobim e Milton Nascimento. Ela também já participou de shows e gravações de grandes artistas como Ellen Oléria, Criolo, Dani Black, Roberto Menescal e Edu Lobo, esse último considera Vanessa uma das grandes revelações entre jovens cantoras. Vanessa participou de vários festivais, vencendo alguns nas categorias “Solista vocal”, “Melhor Arranjo”, “Melhor Intérprete” e “Melhor Instrumentista”. Durante a pandemia, Vanessa participou de projetos com Monica Salmasso e Teresa Cristina, que possibilitaram uma maior visibilidade ao seu trabalho. Em 2023, lançou o disco “Solar”,  que foi indicado pela Associação Paulista de Críticos de Arte, como um dos 50 melhores do ano. Essa artista usa criatividade e talento para fazer música não só com a voz, mas com o corpo. Além disso, usa objetos como caixa de fósforo, balde e até saco plástico. Com esse arsenal, ela consegue de forma única misturar as influências que vão de Djavan a Rita Lee, passando por Jackson do Pandeiro e Rosa Passos. Ela destaca ainda a importância de se colocar inteira diante do público. No palco, apesar de estar “vulnerável”, é onde ela se sente segura e lá pode sentir a música de forma plena. Pra quem ainda não conhece vou deixar aqui o link de uma de suas músicas: https://www.youtube.com/watch?v=eYFYAHTx1z4&list=RDeYFYAHTx1z4&start_radio=1    

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“Revolução Aruana” retrata desafios de jovem indígena e destaca a luta por direitos dos povos originários no Piauí

“Revolução Aruana” retrata desafios de jovem indígena e destaca a luta por direitos dos povos originários no Piauí Média-metragem acompanha a trajetória de uma indígena Tapuio Tabajara-Itamaraty que deixa sua comunidade para cursar Direito em Teresina e enfrenta preconceito, racismo e desafios de pertencimento. A luta por educação, identidade e direitos dos povos indígenas é o tema central de Revolução Aruana, média-metragem de ficção com duração de 40 minutos, gravado e finalizado em 4K. A obra acompanha a história de Aruana, uma jovem indígena Tapuio Tabajara-Itamaraty, da comunidade Nazaré, localizada em Lagoa de São Francisco, no Piauí, que conquista uma vaga no curso de Direito por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Ao deixar sua comunidade para ingressar na universidade, Aruana passa a enfrentar os desafios da vida urbana, o preconceito e o racismo. Nesse percurso, a jovem fortalece sua identidade e transforma a formação acadêmica em um instrumento de luta em defesa dos direitos dos povos indígenas. Com classificação livre para todos os públicos, o filme aborda questões sociais e ambientais, como ações afirmativas, acesso à educação, grilagem de terras, desmatamento e violações de direitos. A narrativa também valoriza a riqueza cultural dos povos originários e sua contribuição para a formação da identidade brasileira. Representatividade e reflexão social Ambientado no Piauí, Revolução Aruana propõe ampliar a representatividade indígena no audiovisual brasileiro, trazendo para o centro da narrativa uma personagem feminina que vivencia os desafios da permanência na universidade e do reconhecimento de sua identidade cultural. A produção parte da reflexão sobre a invisibilidade histórica dos povos indígenas, os estereótipos ainda presentes na sociedade e as dificuldades enfrentadas por indígenas que ingressam no ensino superior. Ao abordar essas questões por meio da ficção, o filme busca estimular o diálogo sobre cidadania, direitos humanos, diversidade, inclusão e preservação dos territórios tradicionais. Além da produção cinematográfica, o projeto prevê uma estratégia de difusão cultural com exibições gratuitas, participação em festivais, ações educativas e disponibilização da obra em plataforma digital de acesso livre. Estreia na comunidade Nazaré A estreia de Revolução Aruana está prevista para o dia 7 de outubro de 2026, às 19h, na comunidade indígena Nazaré, em Lagoa de São Francisco (PI), território de origem da protagonista da história. Após a estreia, durante o mês de outubro, o projeto prevê a circulação do média-metragem por dez cidades piauienses. Ao final de cada exibição presencial, será realizada uma roda de conversa sobre as temáticas apresentadas no filme, promovendo o diálogo com o público e ampliando as possibilidades de reflexão sobre a realidade dos povos indígenas. Equipe e realização O filme tem direção e roteiro de Ajosé Fontinelle, assistência de direção de Darlysom Almeida, direção de fotografia de Ícaro Uther e Vini Luz e direção de arte de Adalmir Miranda. A produção é de Rodolfo Pena, com direção de elenco de Luciano Melo. O elenco reúne Ariel Barroso, Serena Morais, Luise Marry, Monise Borges, Edite Rosa, Atenélia Rodrigues, Joseane Pinto, Luciano Melo e Rhenan Luis. A obra é realizada pela 1150 Produções, com patrocínio da Lei Rouanet e do Banco do Nordeste. Com uma narrativa centrada na experiência de uma jovem indígena que busca construir seu futuro sem romper os vínculos com suas origens, Revolução Aruana aposta no cinema como instrumento de valorização cultural, representatividade e debate sobre os direitos dos povos originários. Corrija a concordância no subtítuloReduza repetições sobre direitos indígenas

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Ney Matogrosso, 85 Anos de Ousadia!

Um dos ícones da música brasileira, Ney Matogrosso, anuncia mais uma turnê e, aos 85 anos, nem pensa em parar. Ele diz que, enquanto tiver prazer em se apresentar, vai continuar; que bom para nós. Com um sangue latino que parece ferver mais que o normal e uma alma incrivelmente cativante, ele segue em uma carreira onde, segundo ele, ousadia nada mais é do que caminhar com liberdade. A vontade de ser livre fez com que ele saísse de casa, e os conflitos com o pai militar também contribuíram para isso, mas provavelmente, mesmo que não existisse esse conflito familiar, Ney buscaria a liberdade de ser artista. Após sair de casa, Ney foi morar em Brasília, na casa de um primo, teve empregos formais, mas não deixou a arte de lado, atuou em peças de teatro e, em busca desse sonho, foi para o Rio de Janeiro, onde adotou a cultura “hippie” como modo de vida e fazia artesanato para sobreviver. Nas andanças entre Rio e São Paulo, conheceu João Ricardo, que estava à procura de um cantor para um conjunto musical, e convidou Ney para entrar no “Secos & Molhados”. Gravaram dois discos antológicos e, no auge de um sucesso surpreendente e meteórico, Ney, insatisfeito com a forma que foi feita a mudança do empresário da banda, decidiu sair; isso ocorreu em 1974. Acredito que muitos outros pensariam duas vezes, mas talvez ele já soubesse que aqueles dois discos serviriam como impulso para sua carreira solo. No ano seguinte à saída da banda, Ney lança seu primeiro álbum, “Água do Céu-Pássaro”, com um direcionamento considerado vanguardista e extravagante; esse primeiro trabalho não vendeu bem, um dos poucos destaques foi a música “América do Sul”. Com o segundo disco, “Bandido”, Ney começou a ter o reconhecimento merecido; a música “Corazon Bandido”, composta por sua amiga Rita Lee, foi seu primeiro sucesso, e o espetáculo montado para divulgar o disco é considerado um dos mais ousados da sua carreira. A partir daí, ele segue gravando bons discos, criando figurinos exóticos que, junto à sua voz incrível e a uma presença de palco única e magnética, o levaram ao patamar de ídolo da música brasileira. Ney, mesmo fazendo sucesso na música, ainda se arriscava em outras áreas, como no teatro, onde projetava a iluminação de peças, e também foi diretor artístico da banda “RPM”, uma das maiores do rock brasileiro. Alguns anos depois, dirigiu o show da histórica turnê “O tempo não para”, de Cazuza. Um dos fatos interessantes nessa trajetória é que Ney gravou vários estilos, passando pelo rock, mambo, fado, MPB, samba e forró; nesse estilo, gravou uma música que fez um grande sucesso, mas que, a princípio, ele achava que não tinha nada a ver com ele, por conta do ritmo. A música é “Homem com H”; para surpresa dele, a música estourou e, de certo modo, foi um marco na ousada carreira de Ney. Além da voz, figurinos e presença de palco, o lado intérprete é um dos pontos fortes desse artista. Ney gravou alguns discos homenageando grandes compositores, como Cartola e Chico Buarque; além disso, fez releituras de clássicos e de músicas que não tiveram grande repercussão, mas que na voz dele ganharam uma vida nova. Outro ponto de destaque na carreira dele é que, ao mesmo tempo que gravou ou interpretou clássicos ou músicas mais rebuscadas, Ney soube explorar músicas mais populares, como no caso de “Homem com H”. Ney sempre esteve aberto a trabalhar com novos talentos; gravou com o grande violonista Rafael Rabello, que infelizmente já nos deixou, trabalhou com Pedro Luiz e a Parede, Ana Cañas, Duda Brack, se apresentou no Rock in Rio com a banda Nação Zumbi, entre muitos outros. Claro que uma carreira como a dele deve ser reverenciada de várias formas, como a cinebiografia “Homem com H”, com direção e roteiro de Esmir Filho, e que teve Jesuita Barbosa como Ney. O filme é bom, mas, na minha opinião, poderia ser melhor; achei que o Jesuita exagerou um pouco nos trejeitos. Até o próprio Ney declarou sobre a atuação do ator que “no geral ele acertou”; para mim, isso quer dizer que não foi o esperado. Posso estar errado quanto à interpretação dessa declaração. A turnê “85 anos de Ousadia” está prevista para apenas dez apresentações, e terá início em janeiro de 2027, mas acredito que, com o sucesso que será, deve ser estendida. Ney diz que revisitará momentos e figurinos marcantes na sua trajetória, com novas propostas visuais, logicamente com a ousadia que é uma de suas marcas. Ele é de Neandertal, é homem com H e bota o bloco na rua, com liberdade e ousadia, que esse sentimento de prazer em se apresentar, dure por muito tempo. Viva a ousadia e o talento de Ney Matogrosso. E aqui vou tentar cumprir a difícil missão de, no meio de tantas, escolher uma grande interpretação de Ney Matogrosso: https://www.youtube.com/watch?v=-39x2OwnLmM&list=PLaLInJb1ogu5dGG0NtZykLyqtIUQIuHuE&index=4

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São Raimundo Nonato acolhe o IV Encontro de Culturas Tradicionais da Serra da Capivara no dia 10 de Outubro

Evento reúne o IV Encontro de Griôs e a V Caminhada das Culturas Populares, celebrando a memória, a literatura e as manifestações culturais da região. No próximo dia 10 de outubro, o município de São Raimundo Nonato será palco do IV Encontro de Culturas Tradicionais da Serra da Capivara. O evento, que traz uma programação gratuita e diversificada ao longo de todo o dia, integrará simultaneamente o IV Encontro de Griôs e a V Caminhada das Culturas Populares e Tradicionais da Serra da Capivara. A programação começa às 08h00 na Casa da Dona Nanzinha (Comunidade Lagoa de Fora), com o credenciamento e uma apresentação infantil do Projeto Construir Brincando. Após a abertura institucional às 08h30, realiza-se às 09h00 a oficina “Agentes Comunitários de Leitura – Mediação Literária e Fortalecimento Territorial”, orientada por Agnaldo Ribeiro, culminando com a entrega de livros à comunidade e um lanche partilhado às 11h30. No período da tarde, as atividades concentram-se na Unidade Escolar Eliacim Mauriz (Casa Gavião). Às 15h00, terá lugar na sala de aulas a oficina “Comunicação Popular e Acessível” com Nara Leticie (Movimento Qualé Rapaziada). No pátio, decorre em simultâneo o IV Encontro de Griôs sob o tema “Memória, Oralidade e Direitos Culturais”, reunindo dezenas de mestres, mestras e lideranças tradicionais, com mediação dos professores de Antropologia da UNIVASF, Rainer Miranda e Paula Laiane. A partir das 18h00, a comunidade é convidada a participar na V Caminhada das Culturas Populares e Tradicionais, cujo percurso sairá da Praça do Gavião em direção ao Grupo Culturart. O encerramento do evento dá-se a partir das 19h00 no Ponto de Cultura Culturart (Rua Manoel A. da Silva, 373), com o grande Encontro de Culturas. A noite contará com apresentações de diversos grupos locais e manifestações culturais, incluindo reisado, roda de São Gonçalo, grupos quilombolas e terreiros da região. O IV Encontro de Culturas Tradicionais é uma realização da Associação Amigos da Arte e da Cultura do Piauí, do Grupo Culturart, do Sistema Nacional de Cultura (SNC), do Programa Nacional dos Comitês de Cultura no Piauí e do Ministério da Cultura / Governo Federal, contando com o apoio da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). SERVIÇO: Evento: IV Encontro de Culturas Tradicionais da Serra da Capivara Data: 10 de Outubro Horário: A partir das 08h00 Local: São Raimundo Nonato – PI (Comunidade Lagoa de Fora, Unidade Escolar Eliacim Mauriz e Ponto de Cultura Culturart) Entrada: Gratuita Informações e Contacto: WhatsApp Culturart — (89) 9 9441-9209

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Anno Zero!

Na coluna de hoje vou falar de uma banda piauiense que surgiu da vontade de seus integrantes de fazer algo que ainda não tivesse sido feito em Teresina em termos de som pesado, a banda é o “Anno Zero” (@annozeroband  ). Após o fim da banda “Monasterium”, os ex-integrantes Fyb C, guitarrista, e o baixista Eduardo Zee foram em busca de um baterista, no caso Chris Gomes, e de um guitarrista, André Melo; essa foi a primeira formação do grupo. A ânsia de fazer algo novo deu resultado, em poucos meses várias composições estavam prontas. A AZ é influenciada por bandas da cena metal como Moonspell, Katatonia, Paradise Lost e Anathema e por bandas que não são da cena pesada, como Depeche Mode, Sisters of Mercy, Joy Division e The Cure; é perceptível o impacto dessas bandas no som da AZ, mas eles conseguem fazer um som com personalidade, passando longe de ser uma cópia. Os rótulos de gothic metal ou darkwave metal não definem com precisão o som da banda, que mistura a aura dark do rock gótico com agressividade e peso, complementando com letras melancólicas e vocais que alternam entre limpos e agressivos de acordo com o que a música pede. Não demorou para a banda se destacar na cena local e, com isso, veio o lançamento, em 2004, do primeiro CD “Another Pleasant Evening”, lançado pelo selo Superoil Records; o álbum foi divulgado em todo o Brasil, EUA, Ásia e Europa, pelos membros da banda e pelo selo, através de revistas, zines e sites, e as críticas foram ótimas. Em 2013, foi lançado um promo vídeo de “Infected”, uma amostra para os fãs do que viria a seguir, ou seja, o segundo álbum. Após quase dez anos do lançamento do primeiro álbum, em 2014 a AZ lança seu segundo e aguardado disco “Next Level”; o material foi gravado e mixado no estúdio Jardim Elétrico, pelo guitarrista e produtor André Melo e outros membros da banda, e a masterização foi feita na Suécia por Jens Bogren. A banda buscou fazer algo que não soasse monótono, variando entre músicas mais melódicas ou melancólicas e outras mais agressivas; o vocal de Fyb C contribui bastante para isso. Com esse álbum, a banda mostra amadurecimento e segue fiel ao que se propôs desde o início, que é fazer músicas dark, góticas, mas sem se prender a estéticas pré-estabelecidas. Não é fácil manter a mesma formação por muito tempo e no AZ não foi diferente; em 2015, o baterista Chris Gomes decide sair e, em seu lugar, entra Rick Santos. A banda contou também, por um tempo, com a participação do tecladista Leandro Sales, mas ele já deixou a banda. E em 2016, Pádua Belo fez alguns shows substituindo Eduardo Zee, mas ele só foi efetivado na banda em 2023. A banda segue fazendo shows e se prepara para lançar dois singles: “Destructive Progress” e “Bleed”; essa última terá um clipe. Só nos resta aguardar mais um grande trabalho dessa banda, que se enquadra em um estilo, mas não se prende a ele, fazendo um som instigante e de muita qualidade.  A banda fará um show dentro do projeto “Boca da Noite” no dia 28 de outubro, no Clube dos diários a partir das 19hs com participação da banda A Falange. Para mais informações, sigam a banda nas redes sociais. Vou deixar aqui o link de uma música da banda: https://www.youtube.com/watch?v=M6pDZUc1jao&list=OLAK5uy_ngwJNGc9dk2HUU0Y7ggIDHi7ytv1sqm-Q&index=2

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Tangolo Mangos e Papangu!

Dessa vez vou falar de duas bandas de rock brasileiras, nordestinas, que fazem um som de primeiríssima qualidade, são elas Tangolo Mangos e Papangu. A Tangolo Mangos (@tangolomangos ), foi formada em 2017, na cidade de Salvador, por Felipe Vaqueiro, vocalista da banda; a princípio era um projeto para gravar as canções compostas por Felipe, mas ele percebeu que precisava fazer algo coletivo, com outras ideias e composições, e assim, junto com alguns colegas da universidade, surgiu um grupo que tem seu som descrito como “camaleônico, diverso, miscelânico e eclético”; essas denominações vêm da mistura de MPB, rock, psicodelia e ritmos nordestinos, é uma “fórmula” que já foi usada por outras bandas, mas o Tangolo se sobressai pela criatividade. A atual formação, além de Felipe, conta com Bruno Fecchine (Neca), vocais, guitarra e percussão, João Antônio Dourado, bateria e percussão, João Denovaro, baixo e percussão, e Theo Kiono, guitarra. O grupo começou a se destacar na cena e, em 2019, de forma totalmente independente, eles lançam o EP “Mangas a caminho da feira n 1”; a engenharia de som, captação, produção e mixagem foram feitas pela própria banda, contando com algumas parcerias. O grupo se hospedou em um sítio durante dez dias para gravar o material. Os caras são adeptos da cultura do “Faça você mesmo”, mas alguns processos de finalização do disco são mais caros e a banda não tinha como arcar, então veio a ideia do financiamento coletivo e deu muito certo; a resposta foi rápida e surpreendeu a banda. Nesse mesmo ano iniciaram a produção de um novo material, mas aí veio a pandemia e o processo foi interrompido; como não poderiam se encontrar, eles usaram as formas possíveis para gravar as músicas que resultaram no EP “tngl_mngs.rar”; o disco conta com as participações de Colibri e André Becker, ambas gravadas através de smartphones. Em 2022 a banda volta aos palcos, se apresentou no Teatro Casto Alves e iniciou a produção do seu primeiro álbum completo, “Garatujas”, que também foi gravado em salas, quartos e estúdios de Salvador; para comemorar o lançamento, foi feita uma audição pública no dia 05 de dezembro, no Teatro Cambará da Casa Rosa. No dia 08 de dezembro o álbum chegou às plataformas de streaming; a boa repercussão do disco levou a banda a fazer turnês pelo Brasil e até na Europa. O segundo álbum da banda, “Pedágios Y Caronas”, dessa vez com um novo desafio para os integrantes, gravar em um estúdio profissional, essa experiência resultou em um som mais direto e sólido. O álbum foi lançado esse ano; com meia hora de duração, o disco abre ainda mais o leque sonoro da banda; nesse novo trabalho eles evoluíram tanto na parte técnica como nas composições, com refrões fáceis de cantar e harmonias difíceis de esquecer. Vou deixar aqui o link de uma música: https://www.youtube.com/watch?v=MXosW_YTzgc&list=RDMXosW_YTzgc&start_radio=1   O Papangu (@papangu.br), foi formado em 2012 na cidade de João Pessoa, só agora no começo de 2026 que o som desses caras chegou até mim, logo eu que pesquiso tanto e gosto tanto de rock progressivo. E o que essa banda faz é muito bom, eles conseguem mesclar, rock progressivo, jazz fusion, black metal com ritmos nordestinos, uma missão difícil mas muito bem concretizada. Em 2021, quando lançou seu primeiro disco “Holoceno” foi logo considerada uma grande revelação do rock brasileiro e o álbum entrou na lista entre os 50 melhores discos do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte e também figurou em sites e revistas especializadas como um dos melhores lançamentos do ano no Brasil e no exterior. O segundo disco “Lampião Rei” foi lançado em setembro de 2024, a princípio pelo selo britânico “Repose Records”, é um disco que vem com um som mais refinado, sem deixar de lado os blast beats, vocais guturais e linhas de baixo marcantes, que foram gravadas pelo baixista Phelipe Bussonet, ex integrante da banda francesa Magma, que é uma das influências do Papangu. No Brasil o disco só foi lançado em 2025 pelo selo paraibano Taioba Discos e novamente a banda teve um disco selecionado entre os 50 melhores do ano pela APCA. Em agosto desse mesmo ano a banda faz sua primeira turnê pela Europa, participando de festivais na Inglaterra e Holanda, eles aproveitaram que estavam por lá e foram até Berlim, gravar o terceiro disco “Celestial”, produzido por Richard Behrens que já havia trabalhado no álbum “Lampião Rei”, a captação, mixagem e masterização foram feitas totalmente de forma analógica, essa atitude é uma forma de se posicionar contra o uso de inteligência artificial na música. Uma banda com as influências e sonoridade do Papangu tem um desafio muito grande, o risco de fazer algo repetitivo e sem originalidade é grande, mas eles conseguem de forma impressionante fazer um som que tem ecos do passado, está sintonizado com o presente e aponta para o que virá. Como sempre faço vou deixar aqui o link de uma música da banda: https://www.youtube.com/watch?v=K_yy9hua9L8&list=RDK_yy9hua9L8&start_radio=1

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Ator André Gonçalves no Alard

A participação de André Gonçalves foi um dos destaques da programação do I Festival Alard de Teatro – Ano Bid Lima, realizado em Bom Jesus. O ator carioca encerrou a programação teatral do festival com o espetáculo “Biografia Desautorizada”, apresentado no dia 18 de setembro, no Teatro Alard. André Gonçalves é destaque no Festival Alard de Teatro com espetáculo “Biografia Desautorizada” O I Festival Alard de Teatro – Ano Bid Lima encerrou sua programação, em Bom Jesus, com a presença de um dos nomes conhecidos da dramaturgia brasileira. O ator André Gonçalves apresentou o espetáculo “Biografia Desautorizada”, no dia 18 de setembro, no Teatro Alard, marcando o encerramento da programação do festival. Convidado do Rio de Janeiro, André Gonçalves integrou uma programação que reuniu artistas e grupos teatrais do Piauí e de outros estados. Ao longo de quatro dias, o festival promoveu o encontro entre diferentes linguagens e experiências da cena teatral, com apresentações no Teatro Alard e na Praça Cultural Ramón Neto. Em “Biografia Desautorizada”, André Gonçalves assume o protagonismo de uma montagem que mistura teatro, música e humor para abordar experiências relacionadas a excessos, dependências e escolhas pessoais. O espetáculo foi escrito por Alda Carvalho e dirigido por Rafael Ponzi. Em sua concepção original, a montagem utiliza música ao vivo e referências à cultura pop para construir uma narrativa que transita entre memórias, ficção e reflexão. A montagem ganhou destaque justamente pela maneira como transforma temas delicados em uma experiência teatral marcada pelo humor e pela reflexão. Em entrevistas sobre o espetáculo, André explicou que a proposta era tratar de questões reais sem fazer humor com o sofrimento, mas utilizar a arte como possibilidade de diálogo com o público. A presença do ator em Bom Jesus também ampliou o alcance do Festival Alard, colocando a produção teatral do interior do Piauí em contato com um artista de trajetória nacional. André Gonçalves iniciou sua trajetória artística no teatro ainda nos anos 1980 e, posteriormente, construiu uma carreira também na televisão, mantendo ao longo dos anos sua relação com os palcos. No Festival Alard, “Biografia Desautorizada” foi a última das dez atrações programadas para os quatro dias de evento. Antes da apresentação de André Gonçalves, o público acompanhou “Quase Famosa” e “A Guardiã do Planeta”, ambas do Coletivo Capemga, encerrando uma programação que reuniu diferentes grupos e propostas da produção teatral piauiense. A participação de André Gonçalves reforçou a proposta do Festival Alard de criar um espaço de intercâmbio entre artistas, aproximando a produção teatral do Piauí de nomes e experiências de outras partes do país. Para o público de Bom Jesus, a apresentação representou ainda a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho de um ator com décadas de atuação nos palcos e na televisão. Ao homenagear Bid Lima e reunir artistas de diferentes trajetórias, o Festival Alard reafirmou Bom Jesus como um espaço de circulação e valorização das artes cênicas, fortalecendo o teatro como instrumento de cultura, encontro e formação de público.

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XVII Festival de Rabeca celebra tradição, diversidade musical e cultura popular em Bom Jesus

Bom Jesus, no Sul do Piauí, foi palco de mais uma edição do Festival de Rabeca, que chegou em 2026 à sua 17ª edição. Realizado de 18 a 22 de setembro, na Praça da Serra Nova, o evento reuniu músicos, rabequeiros, artistas nacionais e regionais em cinco dias de programação gratuita. Mais do que um festival musical, o evento reafirmou a importância da rabeca como instrumento de tradição nordestina e como elemento de identidade cultural. A programação contou com a participação da Orquestra de Rabecas de Bom Jesus, rabequeiros locais e convidados, incluindo músicos vindos de Pernambuco, ampliando o intercâmbio entre diferentes tradições da música popular brasileira. A diversidade foi uma das marcas desta edição. Ao lado da música tradicional e do forró, o festival abriu espaço para diferentes estilos, passando por MPB, reggae e música religiosa. Entre os artistas que integraram a programação estiveram Chico Chico, Samyra Show, Álvaro Neto, Forró Balancear, Banda Líbanos, Thiago Freitas, Forró Bandido, Forró na Caixa, Edson Gomes, Felipão Forró Moral, Alanzinho Coreano, Anderson Freire e Padre Fábio de Melo. A programação começou na sexta-feira, dia 18, com Chico Chico, Samyra Show e Álvaro Neto. No sábado, o público acompanhou Forró Balancear, Banda Líbanos, Thiago Freitas e Forró Bandido. O domingo teve Forró na Caixa, Edson Gomes, Felipão Forró Moral e Alanzinho Coreano. Na segunda-feira, Anderson Freire comandou a programação, enquanto o encerramento, na terça-feira, dia 22, ficou por conta do Padre Fábio de Melo. A presença de atrações religiosas também ampliou o diálogo do festival com diferentes públicos. Anderson Freire representou a música gospel, enquanto Padre Fábio de Melo encerrou o evento em uma noite marcada pela música e pela religiosidade. Antes do show, o sacerdote visitou a Catedral de Nossa Senhora das Mercês, onde foi recebido por Dom Marcos Tavoni e conheceu a imagem de Nossa Senhora das Mercês, considerada um importante patrimônio cultural do Piauí. Outro destaque foi a presença de artistas ligados à tradição do forró. Durante o festival, o cantor e compositor Luiz Fidélis celebrou a programação e a atmosfera do evento, destacando a beleza do encontro cultural realizado em Bom Jesus. Ao longo de 17 edições, o Festival de Rabeca vem mantendo a tradição do instrumento ao mesmo tempo em que amplia seu alcance e estabelece conexões com outras expressões da música brasileira. Em 2026, esse caráter plural ficou evidente na reunião entre rabequeiros, artistas populares, atrações nacionais e representantes da música religiosa. A realização do festival também movimentou Bom Jesus durante os cinco dias de programação, atraindo moradores e visitantes e contribuindo para a circulação no comércio, na alimentação, na hospedagem e nos serviços locais. Com a Praça da Serra Nova transformada em espaço de encontro entre tradição e contemporaneidade, o XVII Festival de Rabeca encerrou sua edição de 2026 deixando novamente a música e a cultura popular no centro da programação cultural de Bom Jesus.

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Festival Alard reúne artistas e grupos e fortalece a cena cultural de Bom Jesus

Bom Jesus, no Sul do Piauí, foi palco de um encontro dedicado ao teatro e à produção cultural com a realização do I Festival Alard de Teatro – Ano Bid Lima. Entre os dias 15 e 18 de setembro, a programação reuniu artistas e grupos do Piauí e convidados do Rio de Janeiro, ocupando o Teatro Alard e a Praça Cultural Ramón Neto com diferentes linguagens e propostas da cena teatral. Ao longo de quatro dias, o público teve acesso a dez espetáculos, proporcionando momentos de arte, entretenimento e reflexão e aproximando artistas e espectadores. A iniciativa também contribuiu para ampliar a visibilidade da produção teatral piauiense e criar um espaço de intercâmbio entre grupos de diferentes regiões. A abertura aconteceu no dia 15 de setembro, com O Último Rei, do Coletivo Cabaça (PI), no Teatro Alard; O Cavaleiro das Águas, da Cia. Calunga de Bonecos (PI), na Praça Cultural Ramón Neto; e Cuscuz na Mão, de Dadá Coelho (RJ), no Teatro Alard. A programação prosseguiu nos dias seguintes com espetáculos como Tá Bem Malzinho, da Fábrica Cia de Teatro; Maria Migué, do Grupo Raízes; Anjo Desfigurado, do Coletivo Cabaça; Já no Papo, do Grupo Sketch; e Mamãe é de Lascar, de Franklin Pires. No encerramento, realizado em 18 de setembro, foram apresentados Quase Famosa, do Coletivo Capemga, A Guardiã do Planeta, também do Coletivo Capemga, e Biografia Desautorizada, com André Gonçalves, do Rio de Janeiro. Mais do que uma sequência de apresentações, o Festival Alard se consolidou como um espaço de encontro entre artistas, grupos e público, valorizando o teatro produzido no Piauí e promovendo o intercâmbio com artistas de outros estados. O evento também reforça a importância do Teatro Alard para a vida cultural de Bom Jesus. Inaugurado em 2018, o espaço recebeu esse nome em homenagem ao Aprendizado Livre de Arte Dramática (ALARD), considerado pioneiro na cena teatral do município. O teatro tem capacidade para 200 pessoas e foi criado para receber espetáculos, apresentações musicais, mostras culturais e atividades pedagógicas. A realização do festival representa, assim, mais um capítulo na trajetória de valorização das artes cênicas no Sul do Piauí, colocando Bom Jesus em evidência no circuito cultural e reafirmando o teatro como instrumento de formação, expressão artística e aproximação com a comunidade. A homenagem a Bid Lima, que dá nome à primeira edição do festival, também acrescentou um caráter especial à programação, reconhecendo a trajetória de uma artista ligada ao teatro e à história cultural de Bom Jesus. Com a diversidade de espetáculos, a presença de artistas piauienses e convidados de outros estados e a ocupação de diferentes espaços culturais, o Festival Alard deixou como legado a celebração da arte teatral e o fortalecimento da produção cultural no interior do Piauí.

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