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Vejam e ouçam, André de Sousa e Aloha Haole!

Como falei na primeira coluna dessa nova “temporada”, não tenho compromisso de mostrar artistas novos ou lançamentos,  lógico que eventualmente irei citar artistas ou trabalhos novos. Dito isso, vou  destacar dois trampos audiovisuais lançados há alguns anos, mas que merecem ser destacados e foram produzidos no Piauí. Vou falar de um trampo de André de Sousa  e também da  banda Aloha Haule. A banda  de surf punk instrumental Aloha Haole (@alohahaoleband) foi idealizada pelo guitarrista  Guilherme Muniz. Ele não tinha grandes pretensões; a princípio, ele pensou em gravar algumas músicas com a expectativa de que a galera baixasse e curtisse. Nessa época, ele se apresentava  ao vivo sozinho, acompanhado por um sample de bateria, e o primeiro show foi nesse formato. Mas durante a gravação do primeiro álbum ‘If wanna dance’, Guilherme viu a necessidade de ter outros músicos para levar o projeto adiante. Após algumas mudanças, a formação se estabilizou com o baterista Jairo Anderson e o baixista Flávio Rio Lima. A banda se apresentou em vários festivais pelo país e ainda fez shows na Argentina. O grupo lançou dois álbuns e dois EPs. E, para comemorar os cinco anos da banda, Guilherme teve a ideia de gravar um DVD ao vivo. A gravação foi no Bueiro do rock no dia 28 de novembro de 2018, mas só foi lançada quase três anos depois, no dia 21 de julho de 2021, no canal da banda no YouTube. O vídeo captou de muito bem a força, precisão e agressividade dos caras. Aloha Haole é uma das melhores bandas que já surgiram por aqui. Espero que eles voltem a ativa, a cena precisa de bandas como essa. STAY HAOLE TILL DEATH! E claro, vou deixar o link do DVD dos caras, difícil vai ser ficar sentado no sofá. https://www.youtube.com/watch?v=QSp7BsPL_8A&t=139s Para celebrar os 30 anos de carreira do excelente guitarrista, compositor, arranjador e professor André de Sousa (@andredesousap), foi inicialmente lançado no dia 15 de fevereiro de 2025, um compacto intitulado “Esse blues é para você”, que conta com duas faixas, a música homônima  rearranjada e com a participação da cantora Soraya Castello Branco (@sorayacastellobranco)  e a outra canção é uma versão de um clássico de Nuno Mindelis, “Blues para o Brasil”. André é um dos grandes guitarristas de blues do Nordeste e consequentemente do Brasil, mas ele também empresta seu talento para artistas de outros gêneros como jazz e MBP, já acompanhou vários artistas locais, nacionais e até internacionais.Ele também faz parte de  duas das bandas de rock mais importantes do Piauí, o Conjunto Roque Moreira(@roque.moreira) e Narguilé Hidromecânico (@narguilehidromecanico.oficial ), o cara é daquele tipo de artista que não se contenta em simplesmente tocar seu instrumento, ele passa uma vibe de que está se divertindo muito o que acaba contagiando o público. Continuando as comemorações dos 30 anos de carreira, começou a ser produzida em abril de 2024 no estúdio A Casa uma live session, com o título de “30 anos de música”, com canções autorais e mais seis inéditas que farão parte de um álbum de estúdio. O projeto contou com várias participações especiais. Além da parte musical, o material contém depoimentos e entrevistas colhidas para fazer parte de um documentário. O projeto todo foi fruto de um financiamento coletivo custeado por fãs e amigos do artista. Trinta anos de carreira de um músico tão talentoso e querido não poderiam passar em branco, a live session cumpriu bem o papel de celebrar tantos anos de dedicação à música. Então a dica é uma boa companhia, uma bebida e uns petiscos para curtir uma verdadeira celebração. Aqui o link do Youtbe: https://www.youtube.com/watch?v=Eb1bisRfB70&t=2747s

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Salipi 2026: Lançamento de obras bilíngues e mesa sobre “Literatura e Tradução”, com as escritoras Jeanete Fortes e Lindevânia Martins.

Obras bilíngues: “A casa de janelas pequenas / La casa de las ventanas pequenas”, de Jeanete Fortes, e “Para levitar acima das fogueiras / Para levitar sobre las hogueras”, de Lindevania Martins, no SALIPI As obras bilíngues “A casa de janelas pequenas / La casa de las ventanas pequenas”, de Jeanete Fortes, e “Para levitar acima das fogueiras / Para levitar sobre las hogueras”, de Lindevania Martins, traduzidas pelo escritor e professor Wanderson Lima, recentemente, editadas pela Avant Garde Edições, serão lançadas no dia 9 de junho, às 18h, no espaço “Estação, Letras e Expressões, no SALIPI – 2026. Será formada uma mesa que dialogará sobre o tema “Literatura e tradução”, com a presença das autoras, do tradutor e da editora das obras. A temática discorrerá sobre o papel do tradutor para difusão universal de uma obra. Muito se debate sobre o desafio de traduzir uma obra literária. Para Umberto Eco, “a tradução é o que nos salva do isolamento”; para Borges, “o original não é fiel à tradução”; Haroldo de Campos defende a “transcriação”; e Walter Benjamin propõe que a verdadeira tradução deve transcender o original, garantindo sua “sobrevida” na busca por uma linguagem universal. Marleide Lins, escritora e editora, que desenvolve há quase duas décadas projetos acadêmicos e literários com instituições estrangeiras, aponta para a necessidade de produzir obras bilíngues. “A tradução literária permite que a literatura rompa barreiras linguísticas e geográficas, desta forma, atua como uma ponte intercultural e simbólica”. Sobre as obras ora lançadas, em português e espanhol, além do SALIPI, serão apresentadas no “V Seminário Internacional Crítica Feminista e Autoria Feminina, em Madrid – Espanha”, encontro que contempla a literatura de mulheres nos contextos de língua espanhola e portuguesa e reafirma o compromisso em promover debates amplos, críticos e interseccionais sobre as poéticas ibero-latinoamericanas, e no segundo semestre, na União Nacional dos Escritores e Artistas de Cuba / Pinar”. Das autoras e suas obras: Jeanete Fortes, autora de “A casa de janelas pequenas / La casa de las ventanas pequenas”, é escritora e Defensora Pública do Estado do Maranhão, publicou dois romances pela Avant Garde Edições, e organizou a obra “Vivências constituintes e sujeitos desconstitucionalizados”, de Maria Sueli Rodrigues de Sousa (1ª ed., 2022; 2ª ed., 2023), a coletânea “Foi assim” (2025) e “Liberdade é verbo” (2026). Para Wanderson Lima, crítico literário, prefaciador e tradutor do livro “A casa de janelas pequenas / La casa de las ventanas pequenas”: “Trata-se de um texto híbrido, que combina dimensões romanescas, poéticas e ensaísticas. É romance porque narra uma história e organiza personagens em torno de um acontecimento; é poesia pela construção imagética, pela força metafórica, pela musicalidade intrínseca e a profusão de neologismos; e é ensaio filosófico porque reflete explicitamente sobre ética, colonialidade, cultura, morte, silêncio, alteridade e existência”. Lindevania Martins, autora “Para levitar acima das fogueiras / Para levitar sobre las hogueras” é escritora e Defensora Pública do Estado do Maranhão. Finalista do prêmio Jabuti, 2021, publicou seis livros. Para Cris Lira, professora e supervisora do Programa de Português da Universidade da Geórgia, em Athens, Estados Unidos, sobre a obra “Para levitar acima das fogueiras / Para levitar sobre las hogueras”: A poesia de Lindevania Martins clama por desobediência, pelo reconhecimento das mulheres como o começo do mundo, pela luta pela memória, pelo registro matemático da monstruosidade. É um chamado: Levitemos sobre os escombros daqueles que insistem em nos querer caladas, recatadas, mortas”. Marleide Lins, escritora e editora, diz que o SaliPI, as feiras de livros, os colóquios acadêmicos e literários, são espaços de todas as conversas e trocas sobre literatura, e que exercem um papel fundamental para democratizar o acesso à leitura, promover a difusão e circulação de obras editadas, além de movimentar o mercado editorial.

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MIS, espaco para divulgação e produção cultural em Teresina!

Após quase dez anos em obras, foi inaugurado em dezembro de 2024 em Teresina, o Museu da Imagem e do Som (@mis_teresina), que foi pensado para ser um espaço de divulgação e produção cultural. Para isso, o local possui salas para edição de vídeo, gravação de áudio, digitalização de fotos, revisão de filmes, além de um auditório, biblioteca e pinacoteca. A idealização desse projeto faz parte do movimento de revitalização do centro da capital e tem mais de quatro mil metros de área construída em um prédio que já foi a Câmara Municipal de Teresina. O Museu recebeu o nome de Torquato Neto, homenagem mais do que merecida a esse ícone da cultura piauiense. São dez ambientes projetados para serem usados pelos artistas piauienses. A obra foi gerenciada pela Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação e foi executada pela Superintendência de Ações Administrativas Descentralizadas – Saad Centro. Algumas exposições já foram realizadas no local e um dos primeiros projetos desenvolvidos no museu é o Cine MIS, que tem o objetivo de exibir filmes nacionais, com entrada gratuita. O mais interessante é que as obras serão exibidas das 12h às 14h, esse horário foi pensado para que pessoas que trabalham no centro, no seu intervalo de almoço, possam relaxar conhecendo o cinema nacional e ainda aproximar o público piauiense do cinema nacional. E aos sábados à tarde acontece um projeto que é um desdobramento do que está rolando durante a semana,  que é o Cine Mis-Gênero. A ideia é que em sessões duplas, sejam exibidas produções de um gênero específico, por exemplo, já rolou uma sessão de terror,nesse caso não são só filmes nacionais. E para aproximar ainda mais os artistas do museu, a entidade lançou dois projetos: o Mis Fotografia e o Mis Poesia. Os participantes devem enviar os seus trabalhos autorais para o museu e, caso sejam selecionados, poderão participar de exposições e fazer parte do acervo. As edições deste ano já aconteceram. O museu que era gerido pela Secretaria de Planejamento e Coordenação agora está a cargo da Fundação Monsenhor Chaves (@cultura_the). Essa mudança deve fortalecer as políticas públicas e integrar o MIS a outros equipamentos culturais. Em seu primeiro mês de funcionamento, o museu já se tornou um novo espaço para encontros e debates de artistas da cidade. Nesse período, foi visitado por mais de cinco mil pessoas. Marcando também esse primeiro mês, foi inaugurado no quarto andar do prédio a Galeria Café, ambiente voltado para encontros, cultura e gastronomia. O MIS, durante a semana, funciona das 8h às 18h e no fim de semana das 13h às 18h. É mais um importante espaço de cultura e lazer que a população deve desfrutar, até para que os gestores vejam que a população quer e precisa de locais como esse.

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Mascarados na Música!

O cenário, a iluminação e o figurino são elementos importantes na concepção de uma apresentação musical, ou na gravação de um clipe, e alguns artistas vão ainda mais longe, usando maquiagem pesada, pinturas corporais ou máscaras. São diversos os motivos ou objetivos da utilização desses itens, alguns usam como forma de marketing e outros para se manter anônimo e poder viver normalmente sem tanta exposição da sua vida particular. O uso desses artifícios não é novidade, um dos pioneiros no uso de máscaras e figurinos incomuns é o coletivo de arte americano The Residents, que faz música experimental e projetos multimídia. O grupo existe desde a década de setenta, eles se apresentam fantasiados, com um capacete de olho, cartola e rabo, o grupo tenta manter suas identidades no anonimato, eles acham que o público deve se concentrar apenas na sua arte. A quantidade de artistas e bandas que usam figurinos, maquiagem e máscaras é imensa. Outro artista importante que posso citar nesse contexto é Alice Cooper (@alicecooper) que, além da maquiagem, os seus shows são marcados por performances teatrais inspiradas em filmes de terror, é um espetáculo sensorial completo. Um dos grupos musicais “mascarados” mais famosos é o Kiss (kissonline), a ideia de Paul Stanley e Gene Simmons de usar um figurino e maquiagem que chamasse atenção veio do fracasso da sua banda anterior, a Wicked Lester. Eles queriam fazer algo para dominar o mundo, tocar bem e ter boas composições não era o bastante, eles precisavam chocar as pessoas e se tornarem inesquecíveis. E eles conseguiram alcançar o objetivo e se tornaram um dos grupos que mais arrecadou royalties na história do rock e ainda compuseram alguns clássicos do rock pesado. Um caso curioso de artista que usa máscara é o da cantora, compositora e produtora Sia (@siamusic). Ela não soube lidar com a fama, sofria de depressão e, para manter sigilo sobre sua vida pessoal, começou a usar uma máscara no palco, Sia teve problemas com álcool e drogas e revelou um diagnóstico de autismo, mas ela segue em uma carreira de sucesso com composições gravadas por outros grandes artistas e também de influência na indústria da música. Mais estranho do que curioso é o caso do duo formado por dois canadenses, estou falando do Angine de Poitrine (@anginedepoitirne), os caras estão chamando atenção pelo visual único composto por máscaras de papel machê e roupas de bolinhas pretas e brancas, além da estética visual no mínimo diferente eles se destacam pelo som, eles fazem um rock experimental com composições microtonais, escalas fora dos padrões, elementos do jazz, funk e punk e algumas intervenções vocais em um dialeto que eles inventaram, muito estranho mesmo. Essa estética visual e sonora fez com que eles se tornassem um fenômeno viral nas redes sociais e plataformas de streaming. Vou deixar um link aqui para quem ainda não conhece o som desses dois malucos: https://www.youtube.com/watch?v=t7OIc-DBRXM&list=RDEM8fnbOb7oXZO7TYaks_3WKQ&start_radio=1 Outra banda que usa máscaras e um figurino estranho é o Glass Beams (@glass_beams), que foi criado em 2020 durante a pandemia de covid-19, por Rajan Silva, um produtor e multi-instrumentista indiano-australiano. Interessante como nesse período de isolamento forçado muitos artistas desenvolveram vários projetos como as lives e produziram bastante material inédito e de qualidade. Os músicos do Glass Beams se apresentam usando máscaras inspiradas em napão, que é uma espécie de tapete ornamental. Quanto à parte musical, que eu particularmente gosto muito, é uma mistura de música clássica indiana, psicodelia e jazz. Eles usam sintetizadores e percussão aliados a vocalizações com melodias repetitivas, andamentos suingados e escalas incomuns, que levam o ouvinte a uma espécie de transe. Rajan usa as suas influências de música indiana para despertar estados mentais, que ajudam a quem está ouvindo a fugir da realidade. A banda só lançou dois EPs: o Mirage em 2021 e Mahal em 2024. Esse segundo lançamento alcançou o quinto lugar na parada da Billboard na categoria álbum de jazz contemporâneo. Se você quer ouvir um som instrumental calmo, repetitivo e inventivo, recomendo a Glass Beams. E aqui vou deixar um link com uma música da banda: https://www.youtube.com/watch?v=nMuTgStG8w0&list=RDEMz2vRvq9X4bJfQaHpPPzBQw&start_radio=1

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CHEGA JUNTO SÃO JOÃO! É o Comitê de Cultura levando arte e cidadania ao município.

    O Chega Junto São João! será realizado no dia 17 de maio de 2026, no Sítio Pedacinho do Céu, localizado no Assentamento Curtume, a apenas 3 km de São João do Piauí – PI. O evento abre sua programação às 8h30 com a apresentação do Grupo Capoeira de Quilombo, trazendo energia, ancestralidade e movimento para dar início às atividades. Logo em seguida, às 9h, acontece a oficina Mulheres na Cultura: Empoderamento, Proteção e Direitos, conduzida por Professora Esmeralda, Larine Ferreira e Clarice Barroso, que irão compartilhar reflexões e experiências sobre o papel das mulheres na preservação e fortalecimento da cultura. No período da tarde, às 14h, será realizada a oficina Comunicação Popular no território Serra da Capivara, ministrada por Edmar Mota, com foco em práticas de comunicação comunitária e estratégias para dar voz às iniciativas locais. Encerrando o dia, às 19h, acontece o Encontro de Culturas, momento de celebração e integração com apresentações do Grupo Capoeira de Quilombo e do Grupo Batuque de Negros e Negras do Brás da Malhada, reforçando a diversidade e a riqueza cultural da região. O Chega Junto São João! é uma ação do PNCC-PI, realizada através da Assaac – Associação dos Amigos da Arte e da Cultura. A iniciativa é um convite para fortalecer laços comunitários, valorizar tradições e celebrar a potência cultural do território piauiense. Gostaria que eu também elaborasse uma versão em tom mais institucional, voltada para imprensa, destacando o impacto social e cultural da ação?

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Giro pelo Território Entre Rios: Cultura e Políticas Públicas em Demerval Lobão

    O município de Demerval Lobão será palco neste sábado, 16 de abril de 2026, do Giro pelo Território Entre Rios, uma ação do PNCC-PI – Programa Nacional dos Comitês de Cultura. O evento promove debates, oficinas e apresentações culturais em um encontro que valoriza a diversidade artística e fortalece o diálogo sobre políticas públicas de cultura. A programação acontece no Auditório da Câmara Municipal, localizado na Rua do Norte, 430 – Centro, Demerval Lobão – PI.   A partir das 17h, o público poderá participar da roda de conversa “O que é Sistema Nacional de Cultura?”, conduzida por Waldílio Siso, do Escritório MinC Piauí. Logo em seguida, às 17h30, acontece a oficina de elaboração de projetos culturais com João Rodrigues, presidente da Fequajupi. No mesmo horário, haverá também assessoria cultural voltada para projetos e parcerias, realizada pela equipe do comitê.   O evento contará ainda com o Encontro de Culturas, reunindo os repentistas Raimundo Padre e Zé Carlos, o Ballet Lourrany Meneses e a Academia Malungos de Capoeira, em uma celebração da arte popular e da tradição local. Encerrando a programação, às 20h, será realizado o lançamento da PNAB Municipal, marco importante para o fortalecimento das políticas culturais no município. O Giro pelo Território Entre Rios é uma realização da Assaac, MinC e Governo Federal, com apoio da Fequajupi e da Secretaria de Cultura de Demerval Lobão. Esse encontro promete ser um espaço de troca, aprendizado e valorização da cultura, reafirmando o papel das políticas públicas na promoção da diversidade e na construção de um território culturalmente ativo.

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Talento e Protagonismo Feminino no Rock!

O rock, um dos gêneros musicais mais populares e emblemáticos da cultura mundial, não está livre do machismo, mas há algumas décadas vem acontecendo um crescimento na participação das mulheres, que por muito tempo, com algumas exceções, contribuíram apenas nos bastidores. Em um espaço onde antes as figuras masculinas dominavam, as mulheres estão cada vez mais alcançando destaque em todas as áreas da criação musical. Essa escalada, claro, é marcada por muitas conquistas e desafios. Artistas como Rita Lee, Janis Joplin e Joan Jett, entre muitas outras, são ícones que abriram caminho para que novas gerações de cantoras, compositoras e instrumentistas possam deixar seus nomes na música ou realizar o sonho de tocar em uma banda de rock. Tenho visto nas redes sociais algo que me deixa feliz: vídeos de muitas garotas tocando guitarra, bateria, baixo ou cantando. Antigamente via bandas com garotas na formação, mas geralmente havia um homem para completar. Mas tenho ultimamente visto vários grupos dos mais variados estilos só com mulheres na sua formação. Elas continuam tendo que enfrentar preconceito, sexismo, estereótipos e ainda romper os padrões da indústria musical, e estão firmes e fortes nessa empreitada. Um fator interessante na nova geração feminina é a diversidade de estilos que as meninas têm explorado. Elas vão do rock clássico ao thrash metal, passando pelo rock alternativo e punk, trazendo ainda uma visão feminina do mundo. Entre tantas bandas legais, vou destacar uma que me chamou atenção pela fúria e transgressão do seu som. Estou falando da Otoboke Beaver (@otobokebeaver), formada por quatro japonesas que sobem ao palco com roupas coloridas e vibrantes. Esse visual contrasta com o punk agressivo, com guitarras distorcidas, uma bateria nervosa e vocais ácidos. Não tem como não ser impactado pela performance das meninas. Tanto que lendas do rock como Eddie Vedder (@eddievedder), Jack White (@officialjackwhite) e Dave Grohl (@daveghrol) se declararam fãs da banda. Elas querem ser reconhecidas como uma banda de rock e não como uma de mulheres; não querem levantar bandeiras ou serem porta-vozes de nada. Para elas, as letras em japonês não afastam o público. Então vamos curtir o punk caótico e explosivo da Otoboke Beaver. Vou deixar aqui um link de um vídeo das meninas: https://www.youtube.com/watch?v=u4dTGOoo3FU&list=RDu4dTGOoo3FU&start_radio=1 Outra banda que vale a pena ser ouvida é a banda inglesa de rock alternativo False Advertising, formada pela guitarrista/vocalista Jen Hingley e Chris Warr em 2013, e completando a formação, Josh Sellers. A banda, obviamente, não é formada só por mulheres, mas merece ser citada aqui pelo talento e protagonismo de Jen na banda. Ela que foi listada na oitava posição no site Musicradar.com, como a melhor nova guitarrista do mundo na atualidade. A banda resolveu produzir e gravar suas músicas por conta própria e lançou um single e seu primeiro álbum autointitulado em 2015. Eles não esperam nada cair do céu e, após participarem de vários festivais importantes, organizaram em 2018 o seu próprio festival em Manchester, com o nome de Falsefestival. Uma das características da banda ao vivo é a troca de instrumentos entre os membros. Vale a pena dar uma conferida no som da banda. E aqui um link de uma das músicas: https://www.youtube.com/watch?v=FqI8Y55OyX0&list=RDFqI8Y55OyX0&start_radio=1 Eu poderia citar aqui pelo menos umas dez bandas femininas que estão fazendo um som de primeira, inclusive brasileiras que já estão sendo reconhecidas fora do país, como a Crypta (@cryptadeath) e a Nervosa (@nervosathrash), mas, por enquanto, vou ficar só com essas. Até a próxima Coluna do Belo.

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Lançamento de Obras na Academia Piauiense de Letras

A Academia Piauiense de Letras (APL), em parceria com o Conselho Estadual de Cultura do Piauí (CEC), realizará no dia 16 de maio de 2026, sábado, às 10h, na sede da Academia, no Auditório Acad. Wilson de Andrade Brandão, localizado na Avenida Miguel Rosa, 3300/S, Teresina-PI, a solenidade de lançamento de seis obras que integram a Coleção Obras de Ficção do Piauí, além de títulos de relevância acadêmica e poética. Entre os livros que serão apresentados estão: Sangue, de Da Costa e Silva Amor e Morte, de O.G. Rego de Carvalho Século XXI, de Berilo Neves Velário, de Abdias Neves Ações Judiciais Visando à Consecusão de Vagas para Leitos em UTI, de Geovanna Santiago Burlamaqui. Quatro dessas cinco obras foram editadas pelo Conselho Estadual de Cultura do Piauí, contando com prefácio do presidente do CEC, o escritor Nelson Nery Costa, que ressalta a importância da preservação e difusão da literatura piauiense. O presidente da APL, Antônio Fonseca dos Santos Neto, destaca que a iniciativa reforça o compromisso da Academia em valorizar a produção literária e acadêmica do estado, ampliando o acesso às obras de autores piauienses e fortalecendo a memória cultural. Para mais informações, os contatos disponíveis são o telefone 86 3221 1566 e o e-mail academiapiauiensedeletras@gmail.com.

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Entrega do Selo de Excelência Gastronômica da Culinária Popular Piauiense

  No dia 07 de maio de 2026 (nesta quinta), às 18h, será realizada a entrega do Selo de Excelência Gastronômica da Culinária Popular Piauiense ao estabelecimento Suco do Abrahão, que se torna o segundo agraciado pela iniciativa. A cerimônia será marcada pela simplicidade, com uma visita ao local e a entrega da placa de reconhecimento. O selo foi instituído pelo Conselho Estadual de Cultura do Piauí (CEC) e tem como objetivo valorizar e fortalecer a identidade e a tradição gastronômica do estado, certificando estabelecimentos que contribuem para a preservação da culinária popular piauiense. Em novembro de 2025, o CEC realizou a primeira entrega do selo à Casa do Beiju (@casa_do_beiju), localizada no bairro Vale Quem Tem, em Teresina-PI. O espaço é reconhecido por manter viva a tradição do beiju artesanal, iguaria que simboliza resistência, afeto e trabalho familiar, tornando-se referência na cultura alimentar do Piauí.     A história do Suco do Abrahão Fundado por Seu Abrahão, o estabelecimento nasceu no bairro Centro de Teresina, no cruzamento das ruas Rui Barbosa e Manoel Domingues. Inicialmente, contava apenas com um salão de vendas, hoje dedicado à comercialização de sucos e salgados. Foi ali que Seu Abrahão começou a produzir artesanalmente os sucos que se tornaram famosos na cidade, com destaque para o suco de abacate, elogiado por clientes de diferentes gerações. A fama dos sucos se espalhou não apenas pela qualidade e sabor, mas também pelo preço acessível, que permitiu que pessoas de diversas classes sociais frequentassem o local. Mais que um comerciante, Seu Abrahão cultivava relações de amizade e simpatia com seus clientes, tornando o espaço um ponto de encontro marcado pela hospitalidade e pelo afeto. Após o falecimento do Sr. Abrahão, o estabelecimento passou a ser administrado por seu filho, Carlean Alves, que mantém viva a tradição e o legado do pai, preservando a essência de um loca que se tornou parte da memória afetiva da cidade. “O Suco do Abrahão representa muito mais que um ponto comercial: é um espaço de memória, afeto e identidade cultural. Reconhecê-lo com o Selo de Excelência Gastronômica da Culinária Popular Piauiense é valorizar a história de Seu Abrahão e o esforço de sua família em manter viva uma tradição que pertence a todos os piauienses”, destacou Nelson Nery Costa, presidente do Conselho Estadual de Cultura do Piauí.

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Giro pelo Território EntreRIOS Nazária

  O Giro pelo Território Entre Rios, no município de Nazária, acontece no dia 9 de maio de 2026 na Escola Francisco Alves de Carvalho, localizada na Rua Beca Vasconcelos. A programação inicia às 8h com café da manhã e abertura animada pela Quadrilha Coração Caipira.   Às 8h30 será realizada uma roda de conversa sobre território, democracia e participação social, mediada por Marcia Alencar, presidente da COOPCATA3RS. Logo em seguida, às 9h, haverá assessoria cultural voltada a projetos e parcerias conduzida pela equipe do comitê. Às 11h30, João Rodrigues, presidente da Fequajupi, ministrará a oficina de avaliação técnica junina. A partir das 13h, o encontro de culturas reúne o Reisado Estrela do Amanhecer e a feirinha organizada pelo Grupo Mulheres Empreendedoras de Nazária, fortalecendo a identidade cultural e promovendo integração comunitária.

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