Exposição “ELEVEN” de Alex Allen marca 11 anos de trajetória artística com manifesto visual
A arte como força vital, em constante movimento. É com essa essência que o artista Alex Allen apresenta “ELEVEN”, uma exposição que celebra seus 11 anos de carreira profissional e artística, no Sesc Cajuína, com visitação disponível a partir do dia 3. Mais do que uma retrospectiva, “ELEVEN” é uma declaração criativa que reúne obras produzidas entre 2016 e o presente. O projeto reafirma o compromisso de Allen com o fortalecimento da cultura local, ao mesmo tempo em que amplia sua linguagem poética e gestual para novos públicos e territórios, por meio de propostas itinerantes, diálogos e experiências provocativas. No centro da pesquisa do artista está o conceito de “camadas” — explorado por meio da pintura tridimensional, com técnicas como sculpture e impasto painting. Essas sobreposições densas e detalhadas revelam as complexidades das relações humanas e do ser em constante transformação. Cada obra convida o espectador a mergulhar em suas próprias profundezas, refletindo sobre a materialidade das inquietações que habitam o artista. A curadoria da mostra se estrutura em quatro eixos temáticos que se entrelaçam: Geometria: representa a busca humana por ordem e precisão em meio ao caos. Natureza: raízes, troncos e cascas simbolizam camadas vitais, resistentes e em fluxo contínuo. Ser: o corpo como matéria plástica, em permanente mutação. Liberdade: evocada pelo voo dos pássaros, traduz o desejo humano de romper fronteiras e transformar o peso em leveza. Entre a lógica matemática, a pulsação orgânica e a transitoriedade da existência, “ELEVEN” não pretende oferecer respostas, mas sim provocar. É a expansão do gesto artístico de Allen — um convite à contemplação, à introspecção e ao mergulho poético nas camadas que nos constituem.
