Luna Di, faz música romântica e experimental!

Nessa edição, vou falar de uma artista brasileira que, nas minhas audições principalmente no YouTube, me chamou a atenção. É a cantora e compositora Luna Di (@lunadimusic), que aos cinco anos já cantava musicais da Disney, mas foi aos quatorze anos que seu pai, por acaso, viu sua filha cantando uma música de Fred Mercury e percebeu que a menina tinha talento e se tornou um dos maiores incentivadores para que Luna seguisse a carreira de cantora. Ela nasceu em Joinville, Santa Catarina, mas foi quando mudou para Pinhais, no Paraná, que Luna venceu a timidez e, na igreja, começou a aprender a tocar piano, cantar em banda e a se desenvolver como artista. Aos dezessete anos, teve que mudar para Balneário Camboriú, onde foi morar com sua mãe. Foi lá, por diversão, que Luna começou a cantar na rua e essa experiência faria grande diferença na carreira da artista. Quando mudou para São Paulo, Luna continuou cantando nas ruas e assim foi desenvolvendo uma forma de se apresentar ao público. Durante a fatídica pandemia de covid, a artista produziu vídeos no Tik Tok, começou a compor e as primeiras composições foram em inglês. Quando estava planejando lançar um EP, Luna começou a trabalhar com a SNI Produções e, nas conversas sobre a condução da carreira da cantora, decidiram começar com um single em português. E assim surgiu “Princesa Paulista”, que viralizou com mais de quarenta e cinco mil visualizações no antigo Twitter e mais algumas milhares no Tik Tok. A canção ajudou a alavancar a carreira da cantora de vinte anos. Luna transcende e transita por várias linguagens e tem um cuidado apurado com a estética do seu trabalho, explorando uma performance teatral. Sua música é experimental, nostálgica e romântica, entre outras coisas, mas ela não abre mão do pop e de melodias simples. Vale a pena conferir o som de Luna Di e vou deixar aqui um link da música “Querido”. https://www.youtube.com/watch?v=4fkR1M6MBAI

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Ideias e improvisos que deram muito certo!

  A produção de uma música, pode evidenciar detalhes que às vezes se sobressaem tanto que fazem com que a música seja lembrada por um arranjo ou som que, em alguns casos, não fazia parte no ato da composição ou poderia não combinar com a música, mas que acabam dando muito certo e se tornam tão importantes quanto a própria música! O produtor ou algum músico da banda pode sugerir algo diferente, por exemplo, um solo de um instrumento que não faz parte do som da banda, como flauta, saxofone, violinos, enfim, vai depender da criatividade na hora de produzir a música.       Em alguns casos, pode ser um solo de guitarra que se destaca, como na música “Ovelha Negra” de Rita Lee e Tutti Frutti, que faz parte do disco “Fruto Proibido”. O guitarrista Luiz Carlini (@luizcarlini_oficial) fez no primeiro take de gravação o solo que é considerado o melhor do rock brasileiro. Reza a lenda que ele quis refazer, mas o produtor não deixou e o que foi publicado foi mesmo o da primeira tentativa e totalmente de improviso! O solo é dotado de uma certa simplicidade combinada com muita emoção, provavelmente por isso seja uma referência para críticos e músicos.   Eu não poderia deixar de fora desse post um dos arranjos mais incríveis da história do rock brasileiro e o responsável é Willy Verdaguer (@willy.verdaguer) esse argentino é entre outras coisas maestro, arranjador e exímio baixista, ele é o cara responsável pelos arranjos de baixo de dois dos mais importantes álbuns lançados no Brasil, esse músico tocou nos clássicos discos dos “Secos e Molhados”, dito isso vou falar de um dos vários arranjos incríveis de Willy o da música “Amor” do primeiro álbum da banda que foi lançado em 1973, essa linha de baixo é emblemática e mostra como o baixista ajudou a moldar o som da banda, o que ele fez é tão incrível que virou alvo de estudo para músicos, muitos instrumentistas praticam essa parte da música para desenvolver sua técnica. E esse é só um dos vários arranjos legais dos discos, participar de dois discos lendários e se destacar não é para qualquer um. Abaixo vou colocar o link com o arranjo citado acima. https://www.youtube.com/watch?v=xGzAuG6B208&list=RDxGzAuG6B208&start_radio=1&pp=ygUwd2lsbHkgdmVyZGFndWVyIHRvY2FuZG8gbyBhcnJhaj1uam8gZGUgYW1vciBhbW9yoAcB   No rock internacional posso citar a vocalização na canção “The great gig in the sky”, que está no clássico album do Pink Floyd “Dark side of the moon”, e a dona da voz é Clare Torry. A princípio, não havia essa parte na composição. O engenheiro de som Alan Parsons foi quem teve a ideia de incluir esse trecho que foi feito praticamente de improviso, mais um acaso que entrou para a história do rock. Abaixo vou deixar o link de um trecho da música “The great gig in the sky”, ao vivo com Clare Torry brilhando na vocalização citada. https://www.youtube.com/shorts/0r7TRHXeiq8?feature=share   Outro fato a ser destacado é o solo de guitarra do lendário Ed Van Halen na música “Beat it” de Michael Jackson. O cantor chamou para produzir seu disco “Thriller” que viraria um clássico do pop, nada mais nada menos do que Quincy Jones, um dos maiores produtores musicais de todos os tempos. Jones concordou com a intenção de Michael de que a música alcançasse todos os públicos, por isso pensou em Ed para participar da música. Engraçado que o próprio Quincy ligou para fazer o convite ao guitarrista que desligou o telefone várias vezes na cara do produtor por não acreditar que fosse Quincy ligando para ele, mas depois pensou bem, atendeu e acabou aceitando o convite. Segundo Ed Van Halen, sem pedir permissão a Michael, ele rearranjou a música porque na parte do solo não tinha nenhum acorde. Lógico, depois ele avisou ao cantor que adorou tudo que Ed fez. Havia um problema para a participação do guitarrista, era que Ed tinha um pacto com sua banda Van Halen de não participar de gravações ou shows de outros artistas e para que os companheiros de banda não soubessem, o nome do guitarrista não foi creditado no disco e de cachê Ed pediu uma caixa de cerveja e que Michael lhe ensinasse alguns passos de dança. Um valor irrisório para um solo que, de tão bom, virou um dos pontos altos da música. Segue abaixo o link de Ed Van Halen fazendo o solo em um show com Michael Jackson. https://www.youtube.com/watch?v=ShV2Hu8veoE&list=RDShV2Hu8veoE&start_radio=1   Eu poderia enumerar vários casos como esses que aconteceram tanto na MPB, na música pop e no rock, talvez possa rolar a parte dois dessa coluna. Até a próxima!

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Energia e personalidade na voz de Tânia Nery!

  Um dos temas que será recorrente aqui na coluna é a voz, que é um dos instrumentos mais fantásticos que existem. E dessa vez vou destacar a voz e a personalidade de uma baiana de Salvador que felizmente veio para o Piauí mostrar que tem muito axé. Estou falando de Tânia Nery (@tanianeryalves). A partir de 1998, ela deu início à sua carreira cantando MPB. Em 1999, a sua veia roqueira falou mais alto e ela atuou em bandas covers de rock internacional. Carbono 14 e Danna Margot foram algumas das bandas. Tânia participou de vários festivais importantes no Piauí, como Tribus Rock, Piauí Pop, The Music, Barra Jazz, Festival de Inverno de Pedro II e Delta Festival, entre outros. Ela também divide seu talento com bandas e artistas locais, fazendo backing-vocals com a banda Narguilé Hidromecânico, Karranca, Teófilo Lima e Tupi Machine, só para citar alguns nomes. Dona de uma voz grave e potente, Tânia mostra versatilidade e personalidade passeando da MPB ao Jazz, mas o estilo em que ela mais se destaca é o Rock’n Roll. Dentro dessa vertente, fez tributos a Rita Lee e Janis Joplin, ela é incrível interpretando Janis, quem tiver a oportunidade de ver, não perca! Outro excelente tributo é a Amy Winehouse. Uma apresentação de Tânia Nery é uma celebração à boa música, ela se cerca de bons músicos como o guitarrista Lívio Nascimento e o baterista Iago Dayvison, por exemplo, e com a sua presença de palco cheia de energia e musicalidade, Tânia entrega grandes interpretações. E como eu sempre faço vou deixar aqui o link de uma apresentação da Tânia: https://www.youtube.com/watch?v=7GLSFpNcLXE&list=RD7GLSFpNcLXE&start_radio=1

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Músico Lívio Nascimento e Banda Scrok lançam singles/vídeoclipes!

  Já que o ano só começa mesmo depois do carnaval, vou retomar a partir de agora a Coluna do Belo. A minha intenção não é de trazer aqui apenas lançamentos ou novos artistas mas trazer o que há de melhor com relação a arte, seja música, literatura, filmes enfim o que eu encontrar relacionado a arte que na minha opinião possa de alguma forma despertar o interesse de vocês. E pra esse retorno temos dois lançamentos de vídeo clipes, o primeiro que destaco é o clipe “Sabbáatico” do produtor musical, professor e guitarrista Lívio Nascimento, o cara já foi side man de artistas locais e nacionais, participando ainda dos grupos Tupi Machine e Eletrique Zamba entre outros. Seu trabalho tem um enfoque especial para a música instrumental, em 2017 gravou o álbum “Janeiro” além da carreira solo, Lívio desenvolve projetos com o “Chapa Quente Trio” e com o “Lívio Nascimento Trio” formado pelo próprio Lívio, Paulo Dantas no baixo (em breve deve ser destaque aqui na coluna) e na bateria Bruno Moreno, com essas feras da música piauiense gravou ao vivo o DVD/Album “Um Passo a Frente” em Junho de 2021. Vou deixar aqui o link do vídeoclipe “Sabbáatico”: https://youtu.be/0ve6EgEPuJQ A banda de thrash metal maranhense Scrok que está na ativa há trinta e três anos, já lançou uma demo tape, intitulada “First”, foi muito bem recebida pelo público e pela crítica. Na sequência veio a gravação de um CD Demo intitulado “Real Truth” trazendo uma faixa interativa para o vídeoclipe da faixa-título. Em 2011 depois de uma pausa na carreira a banda lança o excelente EP “Devastation” com três músicas: “Devastation”, “Disgrace Online” e “Creeping Children Tales”. E no dia 28 de Março de 2026 em um evento gratuito no Shopping Tocantins em Imperatriz no Maranhão, a banda lançou um single e vídeoclipe da música “Devastation in Amazon – The Beginning”, a letra escrita pelo vocalista/baixista Valter Reis, como o próprio nome sugere critica a devastação da Amazônia e também a chegada dos portugueses ao Brasil e todas as suas consequências. O clipe foi filmado na aldeia Escalvado, município de Fernando Falcão no Maranhão. Além da ideia de divulgar o trabalho em âmbito internacional a banda pensou também na questão da acessibilidade, o clipe possui legenda em inglês e português, intérprete de libras e versão com audiodescrição. Alguém pode se perguntar por quê a “Coluna do Belo” está destacando uma banda maranhense, o motivo é que a banda foi formada na cidade de Timon, as vezes é confundida como banda piauiense e a banda sempre contou com integrantes piauienses, além disso é nordestina e uma grande banda de thrash metal por todos esses motivos ela merece ser citada aqui. E aqui deixo o link do vídeoclipe: https://www.youtube.com/watch?v=opvma_W37l8&list=RDopvma_W37l8&start_radio=1&pp=ygUFc2Nyb2ugBwE%3D

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Dam Bezerra, Musicalidade no Violão!

 Trabalhar em uma tv que se dedica a divulgar a cultura piauiense, nesse caso especificamente a música faz com que eu conheça grandes músicos, como é o caso do violonista Dam Bezerra, esse artista tem uma musicalidade incrível, impressiona também a forma simples de tocar coisas complicadas. Dam Bezerra é natural de Teresina e começou no violão ainda criança, a vontade de aprender era tanta que ele escalava uma parede de taipa pra pegar o violão do vaqueiro que ajudava seu pai, o ajudante amarrava o violão na cumieira da casa pra dificultar que alguém pegasse, mas o amor pela música era maior que o medo e o pequeno Damião iniciou assim na música. Aos onze anos começou a praticar e aos dezessete teve seu primeiro professor o grande Erisvaldo Borges com quem estudou durante dois anos, a partir daí se dedicou totalmente a música e em 2005 participou do Festival Internacional de Música de Brasília tendo como orientador o Prof. Dr. Eduardo Meirinhos. Também participou de todas as edições do Festival Nacional de Violão do Piauí, se apresentou como músico convidado em algumas edições. A catorze anos Dam, dá aulas no projeto Música para Todos, a sua trajetória se confunde com a dessa instituição. Ele é graduado em educação artística com habilitação em música pela Universidade Federal do Piauí(UFPI). Além de recitais e de tocar na noite Dam participa do quadro “Violão Convida” no programa “Feito em Casa” apresentado pelo professor e poeta Cineas Santos exibido pela Tv Assembleia do Piauí, onde Bezerra convida músicos para um dueto e uma boa conversa, claro que sempre ouço sons incríveis as vezes um duo de violões em outra sanfona e violão, enfim se for um bom músico ou cantor piauiense provavelmente vai ser chamado. Recentemente Dam compôs uma música de uma forma no mínimo diferente, ele criou a partir de uma foto feita pelo professor Cineas Santos em que ele capturou passarinhos em fios da rede elétrica, o violonista percebeu que a forma que as aves estavam pousadas poderia ser transposta para uma escala musical e assim surgiu a melodia de “Trinados”. A forma com que ele conduz o quadro demonstra humildade e generosidade próprias de um grande artista. Como faço sempre vou deixar aqui um link de uma música tocada por Dam Bezerra.

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Repthoids, Invasão Alienígena no Rock!

A banda Repthoids (@repthoids.banda), é baseada na obra do incrível artista visual Braga Tepi (@bragatepi.atelier), os personagens foram desenhados pra compor uma invasão alien cyberpunk, a banda é formada por Draconian guitarra e voz, Siriano baixo e Arcturiano na bateria, o som da banda é um híbrido de post punk, hardcore, sempre com guitarras distorcidas. A Invasão alienígena começou pelas plataformas de streamings no dia 20 de Maio quando foi lançado o single “Reptilianos”. As letras como não poderiam deixar de ser falam sobre aliens, invasões e contatos com extraterrestres. A tão esperada estreia (ou invasão) da banda acontece no dia 12 de Julho no Cherokee Grill, na Rua Areolino de Abreu, 1461 as vinte horas, com a participação das bandas Megahertz que dispensa apresentação e a banda tributo ao Sepultura, Infected Voice, o show também é em comemoração ao dia do rock celebrado no dia seguinte, treze. Mais informações no instagram da Banda @repthoids.banda. E vou deixar aqui o link do single “Reptilianos” que está nas plataformas de streamings.

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Muita criatividade e talento!

Alguns músicos tem uma capacidade criativa impressionante, vou falar sobre dois artistas que chamam atenção pela quantidade de músicas compostas e discos gravados. Primeiro vou falar de Luiz Caldas, é um excelente guitarrista, multi-instrumentista, compositor e produtor musical que respira e transborda música. Ele começou aos sete anos e não parou mais, se destacou ao criar a sonoridade que ficaria conhecida como axé music, mas Luiz ao longo de sua carreira já gravou discos de samba, reggae, música latina, forró, mpb e rock, alguns instrumentais e outros cantados. A quantidade de discos e músicas lançadas pelo artista é incrível, por exemplo, só no ano de 2011 Caldas gravou doze discos de músicas inéditas. Até Janeiro de 2023 o artista tinha 795 (setecentas e noventa e cinco) obras musicais e 241 (duzentas e quarenta e uma) gravações cadastradas no banco de dados de gestão coletiva de música. Luiz já gravou mais de 140 (cento e quarenta) discos, inclusive em Fevereiro de 2024 ele já havia lamçado um disco. Algo muito interessante é que ele disponibilizou em seu site oficial “luizcaldas.com.br” todas os discos para ouvir e para download gratuitamente. Vale a pena dar uma conferida na obra desse grande músico brasileiro. Outro músico que se destaca pela quantidade e qualidade de sua obra é Brian Patrick Carrol, mais conhecido como Buckethead(cabeça de balde) o cara é excêntrico e adotou uma máscara branca lisa e usa um balde na cabeça que a princípio tinha um adesivo escrito “funeral” segundo ele a máscara é inspirada no filme de terror “halloween” e no decorrer da sua carreira ele mudou para um balde com a logomarca da rede de fast food americana KFC, ele também faz performance com nunchaku e dança do robô. O guitarrista compõe em vários estilos, passando pelo heavy metal, rock progressivo, jazz, blues, funk, ambiente e avant-garde. Buckethead tem mais de 400 registros de gravação e já tocou com grandes músicos de jazz e rock, com o Guns ‘n roses gravou o disco “chinese democracy”, mas não passou muito tempo na banda e voltou para sua carreira solo. O guitarrista é considerado um dos mais inovadores músicos contemporâneos, foi aluno de Paul Gilbert um excelente guitarrista e hoje já é considerado melhor que seu professor. Ele incorpora em sua música influências de Frank Zappa, Yngwie Malmsteen, Andy Summers, Kerry King e do Saxofonista John Zorn. Inovação, criatividade e excentricidade são as marcas registradas de Buckethead. Quer sacar o som do cara é só buscar nas redes sociais, garanto que tem muita coisa boa pra ouvir. E como sempre faço vou deixar links de uma música do buckethead e o link do site do Luiz Caldaslá tem todos os discos como já falei pra ouvir e baixar. . buckethead

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André de Sousa, 30 Anos de Música!

Para celebrar 30 anos de carreira o professor de música, guitarrista, produtor, cantor, compositor e arranjador André de Sousa, está lançando um projeto na plataforma de financiamento coletivo catarse. A ideia desse grande guitarrista é arrecadar fundos para gravar um material audiovisual em estúdio, nesse registro estará contido um show com um apanhado de toda a sua carreira e ainda depoimentos de músicos e amigos falando da convivência e parceria com André, mas além disso com o valor arrecadado o músico pretende gravar um disco com músicas inéditas, com certeza mais um trampo de qualidade. Além de ajudar a cena independente e participar desse evento de grande relevância cultural, dependendo do valor da sua contribuição você terá direito a itens como canecas e camisetas referentes a essa celebração. A campanha começa no dia 11 de Março e você ainda pode acompanhar com transparência a destinação do valor arrecadado é só acessar a página do evento na plataforma Catarse no link www.catarse.me. Por tudo que esse cara já fez não só pelo rock mas também pela música piauiense, merece todo o nosso apoio, não tenho dúvida que a campanha vai ser um sucesso e em breve teremos mais um registro de excelente qualidade de André de Sousa pra curtir. Pra não fugir a regra vou deixar aqui um link de uma música desse grande artista. https://youtu.be/BrE5ZMgVJTc

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Rock x Religião

Uma das principais características do rock é a contestação. O estilo veio, entre outras coisas, para questionar o que a sociedade impõe. Nessa coluna, irei destacar algumas músicas que questionam a religião ou fatos relacionados a ela, que é uma das coisas mais importantes na vida dos seres humanos e que, na minha opinião, é algo de extrema necessidade, mas que acaba sendo usada para as mais diferentes finalidades que não o bem, podendo se tornar uma das piores coisas que existem no mundo. Afinal, quem pode imaginar ter sentido uma guerra, ou seja, matar em nome de Deus? A verdade é que a usam basicamente para manipular e alienar os fiéis e ainda enriquecer algumas pessoas. Dito isso, vou listar algumas bandas ou artistas brasileiros que meteram o dedo na ferida, usando o rock da melhor forma possível. A primeira é a Plebe Rude, banda de Brasília que foi formada em 1981 e faz um punk rock, como não poderia deixar de ser, com críticas sociais e políticas. A banda se destacou por não se prender ao estilo, digamos, engessado do punk, misturando influências de bandas inglesas a arranjos e melodias mais elaboradas. A música em questão é “Até quando esperar”, que faz uma crítica ao capitalismo e, ao mesmo tempo, em alguns trechos, uma analogia entre o sistema econômico e a religião. Por exemplo, no trecho “E cadê a esmola que nós damos sem perceber que aquele abençoado poderia ter sido você?”, às vezes não percebemos que a nossa generosidade ao dar esmolas não é suficiente para diminuir as desigualdades e “aquele abençoado” poderia tanto ser o patrão ou Jesus, passando a ideia de que a pessoa teria uma vida melhor. E para fechar essa resumida análise, o refrão que diz “Até quando esperar a plebe ajoelhar esperando a ajuda de Deus”, enquanto o povo estiver ajoelhado rezando, nada irá mudar. Os caras estão na ativa e, como muitas coisas ainda não mudaram no país, eles continuam tendo de onde tirar inspiração para compor. Ele não poderia ficar de fora dessa lista. Raul Seixas é um dos caras que personificam o rock. Suas letras e músicas incríveis, além de nos divertir, nos levam à reflexão, como no caso de “Rock do Diabo”. Nessa letra, Raul fala da conexão e influência do diabo no rock, o ser do “mal” incita a rebeldia e liberdade que são coisas enfatizadas pelo rock. Proclamando o diabo como pai do estilo, ele sugere o poder do gênero musical que desafia as normas sociais. E para finalizar essa lista que poderia ser bem maior, uma música de uma das maiores bandas brasileiras que eu admiro que é a “Titãs”, também porque eles fizeram e fazem o que querem. Começaram com um som meio new wave, mais à frente flertaram com música eletrônica, mas o que eles sabem fazer melhor é o rock com muita guitarra e letras contundentes, como em “Igreja”. Os caras não tiveram receio de que a letra fosse trazer problemas, por vivermos infelizmente (na minha opinião) em um dos países mais religiosos do mundo, um dos motivos de sermos atrasados cultural e socialmente. Não concordo com tudo que a letra diz. Dito isso, uma das coisas que me chama atenção é que os versos dessa música vão direto ao ponto, sem rodeios, como podemos perceber logo no primeiro trecho: “Eu não gosto de padre, eu não gosto de madre, eu não gosto de Frei, eu não gosto de bispo, eu não gosto de cristo, eu não digo amém”. Eu incluiria “eu não gosto de pastor”, mas na época esse tipo não estava tão em evidência como (infelizmente) hoje em dia. Essa é uma das minhas preferidas da banda, pois além de tudo levanta a bandeira da liberdade de expressão e o inconformismo com instituições que fazem mal à humanidade, quando deveria justamente ser o contrário. E como de praxe deixo aqui os links das músicas: Plebe Rude.https://www.youtube.com/watch?v=Hau9i7FiVfM&pp=ygUecGxlYmUgcnVkZSBhdMOpIHF1YW5kbyBlc3BlcmFy Raul Seixas https://www.youtube.com/watch?v=uxzIiAQFTWM&pp=ygUacmF1bCBzZWl4YXMgcm9jayBkbyBkaWFibyA%3D Titãs https://youtu.be/ppQUPskpcvs

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Divulgação

Monise Borges, o canto que encanta!

Monise Borges desde cedo já sabia que iria seguir na carreira de cantora, aos dez anos já cantava em uma banda que tinha base no pop e rock na cidade de Picos. Algum tempo depois seguiu carreira solo, também como compositora e mudou o estilo para MPB e música latina. As composições de Monise expressam o amor, suas dores, raízes e sua terra. Em 2008 lançou seu primeiro trabalho solo, “penso em ti”, já “Amor em prelúdio” foi lançado em 2013, a partir daí lançou os Ep’s “Algo teu” em 2018, “Não vão nos calar”, “Pra ficar agarradin” em 2021 e “Como um canto de Iara aos ouvidos meus”em 2023, lançou também os singles “Memóriar” em 2020 e “Vai passar” em 2021. Monise procurou aliar o seu talento aos estudos, se formando em música pela Universidade Federal do Piauí e fazendo intercâmbio na universidad de Antióquia na Colômbia e residência de compositores do programa internacional Ibermúsicas na universidad de Costa Rica, orientada pelo ganhador do grammy latino Carlos José Castro. Alguns fatores chamam a minha atenção sobre Monise, a sua bela voz, dotada de uma suavidade incrível e sua relação com suas raízes ancestrais. Ela é mais uma artista piauiense qeu nos enche de orgulho, ouçam comentem e compartilhem a música dessa moça faz muito bem. Vou deixar aqui um link do ep de Monise Borges. https://www.youtube.com/watch?v=yM4WMlm0Tyc

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