Tangolo Mangos e Papangu!

Dessa vez vou falar de duas bandas de rock brasileiras, nordestinas, que fazem um som de primeiríssima qualidade, são elas Tangolo Mangos e Papangu. A Tangolo Mangos (@tangolomangos ), foi formada em 2017, na cidade de Salvador, por Felipe Vaqueiro, vocalista da banda; a princípio era um projeto para gravar as canções compostas por Felipe, mas ele percebeu que precisava fazer algo coletivo, com outras ideias e composições, e assim, junto com alguns colegas da universidade, surgiu um grupo que tem seu som descrito como “camaleônico, diverso, miscelânico e eclético”; essas denominações vêm da mistura de MPB, rock, psicodelia e ritmos nordestinos, é uma “fórmula” que já foi usada por outras bandas, mas o Tangolo se sobressai pela criatividade. A atual formação, além de Felipe, conta com Bruno Fecchine (Neca), vocais, guitarra e percussão, João Antônio Dourado, bateria e percussão, João Denovaro, baixo e percussão, e Theo Kiono, guitarra. O grupo começou a se destacar na cena e, em 2019, de forma totalmente independente, eles lançam o EP “Mangas a caminho da feira n 1”; a engenharia de som, captação, produção e mixagem foram feitas pela própria banda, contando com algumas parcerias. O grupo se hospedou em um sítio durante dez dias para gravar o material. Os caras são adeptos da cultura do “Faça você mesmo”, mas alguns processos de finalização do disco são mais caros e a banda não tinha como arcar, então veio a ideia do financiamento coletivo e deu muito certo; a resposta foi rápida e surpreendeu a banda. Nesse mesmo ano iniciaram a produção de um novo material, mas aí veio a pandemia e o processo foi interrompido; como não poderiam se encontrar, eles usaram as formas possíveis para gravar as músicas que resultaram no EP “tngl_mngs.rar”; o disco conta com as participações de Colibri e André Becker, ambas gravadas através de smartphones. Em 2022 a banda volta aos palcos, se apresentou no Teatro Casto Alves e iniciou a produção do seu primeiro álbum completo, “Garatujas”, que também foi gravado em salas, quartos e estúdios de Salvador; para comemorar o lançamento, foi feita uma audição pública no dia 05 de dezembro, no Teatro Cambará da Casa Rosa. No dia 08 de dezembro o álbum chegou às plataformas de streaming; a boa repercussão do disco levou a banda a fazer turnês pelo Brasil e até na Europa. O segundo álbum da banda, “Pedágios Y Caronas”, dessa vez com um novo desafio para os integrantes, gravar em um estúdio profissional, essa experiência resultou em um som mais direto e sólido. O álbum foi lançado esse ano; com meia hora de duração, o disco abre ainda mais o leque sonoro da banda; nesse novo trabalho eles evoluíram tanto na parte técnica como nas composições, com refrões fáceis de cantar e harmonias difíceis de esquecer. Vou deixar aqui o link de uma música: https://www.youtube.com/watch?v=MXosW_YTzgc&list=RDMXosW_YTzgc&start_radio=1   O Papangu (@papangu.br), foi formado em 2012 na cidade de João Pessoa, só agora no começo de 2026 que o som desses caras chegou até mim, logo eu que pesquiso tanto e gosto tanto de rock progressivo. E o que essa banda faz é muito bom, eles conseguem mesclar, rock progressivo, jazz fusion, black metal com ritmos nordestinos, uma missão difícil mas muito bem concretizada. Em 2021, quando lançou seu primeiro disco “Holoceno” foi logo considerada uma grande revelação do rock brasileiro e o álbum entrou na lista entre os 50 melhores discos do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte e também figurou em sites e revistas especializadas como um dos melhores lançamentos do ano no Brasil e no exterior. O segundo disco “Lampião Rei” foi lançado em setembro de 2024, a princípio pelo selo britânico “Repose Records”, é um disco que vem com um som mais refinado, sem deixar de lado os blast beats, vocais guturais e linhas de baixo marcantes, que foram gravadas pelo baixista Phelipe Bussonet, ex integrante da banda francesa Magma, que é uma das influências do Papangu. No Brasil o disco só foi lançado em 2025 pelo selo paraibano Taioba Discos e novamente a banda teve um disco selecionado entre os 50 melhores do ano pela APCA. Em agosto desse mesmo ano a banda faz sua primeira turnê pela Europa, participando de festivais na Inglaterra e Holanda, eles aproveitaram que estavam por lá e foram até Berlim, gravar o terceiro disco “Celestial”, produzido por Richard Behrens que já havia trabalhado no álbum “Lampião Rei”, a captação, mixagem e masterização foram feitas totalmente de forma analógica, essa atitude é uma forma de se posicionar contra o uso de inteligência artificial na música. Uma banda com as influências e sonoridade do Papangu tem um desafio muito grande, o risco de fazer algo repetitivo e sem originalidade é grande, mas eles conseguem de forma impressionante fazer um som que tem ecos do passado, está sintonizado com o presente e aponta para o que virá. Como sempre faço vou deixar aqui o link de uma música da banda: https://www.youtube.com/watch?v=K_yy9hua9L8&list=RDK_yy9hua9L8&start_radio=1

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Ator André Gonçalves no Alard

A participação de André Gonçalves foi um dos destaques da programação do I Festival Alard de Teatro – Ano Bid Lima, realizado em Bom Jesus. O ator carioca encerrou a programação teatral do festival com o espetáculo “Biografia Desautorizada”, apresentado no dia 18 de setembro, no Teatro Alard. André Gonçalves é destaque no Festival Alard de Teatro com espetáculo “Biografia Desautorizada” O I Festival Alard de Teatro – Ano Bid Lima encerrou sua programação, em Bom Jesus, com a presença de um dos nomes conhecidos da dramaturgia brasileira. O ator André Gonçalves apresentou o espetáculo “Biografia Desautorizada”, no dia 18 de setembro, no Teatro Alard, marcando o encerramento da programação do festival. Convidado do Rio de Janeiro, André Gonçalves integrou uma programação que reuniu artistas e grupos teatrais do Piauí e de outros estados. Ao longo de quatro dias, o festival promoveu o encontro entre diferentes linguagens e experiências da cena teatral, com apresentações no Teatro Alard e na Praça Cultural Ramón Neto. Em “Biografia Desautorizada”, André Gonçalves assume o protagonismo de uma montagem que mistura teatro, música e humor para abordar experiências relacionadas a excessos, dependências e escolhas pessoais. O espetáculo foi escrito por Alda Carvalho e dirigido por Rafael Ponzi. Em sua concepção original, a montagem utiliza música ao vivo e referências à cultura pop para construir uma narrativa que transita entre memórias, ficção e reflexão. A montagem ganhou destaque justamente pela maneira como transforma temas delicados em uma experiência teatral marcada pelo humor e pela reflexão. Em entrevistas sobre o espetáculo, André explicou que a proposta era tratar de questões reais sem fazer humor com o sofrimento, mas utilizar a arte como possibilidade de diálogo com o público. A presença do ator em Bom Jesus também ampliou o alcance do Festival Alard, colocando a produção teatral do interior do Piauí em contato com um artista de trajetória nacional. André Gonçalves iniciou sua trajetória artística no teatro ainda nos anos 1980 e, posteriormente, construiu uma carreira também na televisão, mantendo ao longo dos anos sua relação com os palcos. No Festival Alard, “Biografia Desautorizada” foi a última das dez atrações programadas para os quatro dias de evento. Antes da apresentação de André Gonçalves, o público acompanhou “Quase Famosa” e “A Guardiã do Planeta”, ambas do Coletivo Capemga, encerrando uma programação que reuniu diferentes grupos e propostas da produção teatral piauiense. A participação de André Gonçalves reforçou a proposta do Festival Alard de criar um espaço de intercâmbio entre artistas, aproximando a produção teatral do Piauí de nomes e experiências de outras partes do país. Para o público de Bom Jesus, a apresentação representou ainda a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho de um ator com décadas de atuação nos palcos e na televisão. Ao homenagear Bid Lima e reunir artistas de diferentes trajetórias, o Festival Alard reafirmou Bom Jesus como um espaço de circulação e valorização das artes cênicas, fortalecendo o teatro como instrumento de cultura, encontro e formação de público.

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XVII Festival de Rabeca celebra tradição, diversidade musical e cultura popular em Bom Jesus

Bom Jesus, no Sul do Piauí, foi palco de mais uma edição do Festival de Rabeca, que chegou em 2026 à sua 17ª edição. Realizado de 18 a 22 de setembro, na Praça da Serra Nova, o evento reuniu músicos, rabequeiros, artistas nacionais e regionais em cinco dias de programação gratuita. Mais do que um festival musical, o evento reafirmou a importância da rabeca como instrumento de tradição nordestina e como elemento de identidade cultural. A programação contou com a participação da Orquestra de Rabecas de Bom Jesus, rabequeiros locais e convidados, incluindo músicos vindos de Pernambuco, ampliando o intercâmbio entre diferentes tradições da música popular brasileira. A diversidade foi uma das marcas desta edição. Ao lado da música tradicional e do forró, o festival abriu espaço para diferentes estilos, passando por MPB, reggae e música religiosa. Entre os artistas que integraram a programação estiveram Chico Chico, Samyra Show, Álvaro Neto, Forró Balancear, Banda Líbanos, Thiago Freitas, Forró Bandido, Forró na Caixa, Edson Gomes, Felipão Forró Moral, Alanzinho Coreano, Anderson Freire e Padre Fábio de Melo. A programação começou na sexta-feira, dia 18, com Chico Chico, Samyra Show e Álvaro Neto. No sábado, o público acompanhou Forró Balancear, Banda Líbanos, Thiago Freitas e Forró Bandido. O domingo teve Forró na Caixa, Edson Gomes, Felipão Forró Moral e Alanzinho Coreano. Na segunda-feira, Anderson Freire comandou a programação, enquanto o encerramento, na terça-feira, dia 22, ficou por conta do Padre Fábio de Melo. A presença de atrações religiosas também ampliou o diálogo do festival com diferentes públicos. Anderson Freire representou a música gospel, enquanto Padre Fábio de Melo encerrou o evento em uma noite marcada pela música e pela religiosidade. Antes do show, o sacerdote visitou a Catedral de Nossa Senhora das Mercês, onde foi recebido por Dom Marcos Tavoni e conheceu a imagem de Nossa Senhora das Mercês, considerada um importante patrimônio cultural do Piauí. Outro destaque foi a presença de artistas ligados à tradição do forró. Durante o festival, o cantor e compositor Luiz Fidélis celebrou a programação e a atmosfera do evento, destacando a beleza do encontro cultural realizado em Bom Jesus. Ao longo de 17 edições, o Festival de Rabeca vem mantendo a tradição do instrumento ao mesmo tempo em que amplia seu alcance e estabelece conexões com outras expressões da música brasileira. Em 2026, esse caráter plural ficou evidente na reunião entre rabequeiros, artistas populares, atrações nacionais e representantes da música religiosa. A realização do festival também movimentou Bom Jesus durante os cinco dias de programação, atraindo moradores e visitantes e contribuindo para a circulação no comércio, na alimentação, na hospedagem e nos serviços locais. Com a Praça da Serra Nova transformada em espaço de encontro entre tradição e contemporaneidade, o XVII Festival de Rabeca encerrou sua edição de 2026 deixando novamente a música e a cultura popular no centro da programação cultural de Bom Jesus.

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Festival Alard reúne artistas e grupos e fortalece a cena cultural de Bom Jesus

Bom Jesus, no Sul do Piauí, foi palco de um encontro dedicado ao teatro e à produção cultural com a realização do I Festival Alard de Teatro – Ano Bid Lima. Entre os dias 15 e 18 de setembro, a programação reuniu artistas e grupos do Piauí e convidados do Rio de Janeiro, ocupando o Teatro Alard e a Praça Cultural Ramón Neto com diferentes linguagens e propostas da cena teatral. Ao longo de quatro dias, o público teve acesso a dez espetáculos, proporcionando momentos de arte, entretenimento e reflexão e aproximando artistas e espectadores. A iniciativa também contribuiu para ampliar a visibilidade da produção teatral piauiense e criar um espaço de intercâmbio entre grupos de diferentes regiões. A abertura aconteceu no dia 15 de setembro, com O Último Rei, do Coletivo Cabaça (PI), no Teatro Alard; O Cavaleiro das Águas, da Cia. Calunga de Bonecos (PI), na Praça Cultural Ramón Neto; e Cuscuz na Mão, de Dadá Coelho (RJ), no Teatro Alard. A programação prosseguiu nos dias seguintes com espetáculos como Tá Bem Malzinho, da Fábrica Cia de Teatro; Maria Migué, do Grupo Raízes; Anjo Desfigurado, do Coletivo Cabaça; Já no Papo, do Grupo Sketch; e Mamãe é de Lascar, de Franklin Pires. No encerramento, realizado em 18 de setembro, foram apresentados Quase Famosa, do Coletivo Capemga, A Guardiã do Planeta, também do Coletivo Capemga, e Biografia Desautorizada, com André Gonçalves, do Rio de Janeiro. Mais do que uma sequência de apresentações, o Festival Alard se consolidou como um espaço de encontro entre artistas, grupos e público, valorizando o teatro produzido no Piauí e promovendo o intercâmbio com artistas de outros estados. O evento também reforça a importância do Teatro Alard para a vida cultural de Bom Jesus. Inaugurado em 2018, o espaço recebeu esse nome em homenagem ao Aprendizado Livre de Arte Dramática (ALARD), considerado pioneiro na cena teatral do município. O teatro tem capacidade para 200 pessoas e foi criado para receber espetáculos, apresentações musicais, mostras culturais e atividades pedagógicas. A realização do festival representa, assim, mais um capítulo na trajetória de valorização das artes cênicas no Sul do Piauí, colocando Bom Jesus em evidência no circuito cultural e reafirmando o teatro como instrumento de formação, expressão artística e aproximação com a comunidade. A homenagem a Bid Lima, que dá nome à primeira edição do festival, também acrescentou um caráter especial à programação, reconhecendo a trajetória de uma artista ligada ao teatro e à história cultural de Bom Jesus. Com a diversidade de espetáculos, a presença de artistas piauienses e convidados de outros estados e a ocupação de diferentes espaços culturais, o Festival Alard deixou como legado a celebração da arte teatral e o fortalecimento da produção cultural no interior do Piauí.

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Piauí, é hora de ocupar o Conselho Nacional de Política Cultural!

Inscrições para o processo eleitoral do Conselho Nacional de Política Cultural vão até 30 de setembro Artistas, produtores, gestores, coletivos, mestres, mestras e demais agentes e fazedores de cultura do Piauí têm até o dia 30 de setembro de 2026 para participar do processo eleitoral do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). A eleição definirá representantes da sociedade civil para os colegiados nacionais de participação social e para o Plenário do CNPC, que atuarão no triênio 2026–2029. A participação dos agentes culturais piauienses é uma oportunidade de contribuir para os debates nacionais sobre as políticas culturais e fortalecer a presença das diferentes expressões, segmentos e territórios do estado nesse espaço de participação social. O Conselho Nacional vive um momento novo e o Piauí não pode deixar de participar desse importante espaço de decisão e participação social dos próximos três anos.” — Jone Clay Macedo, Coordenador-Geral do Comitê de Cultura no Piauí As inscrições são realizadas pela plataforma Vota Cultura (https://votacultura.cultura.gov.br/). O edital também estabelece regras específicas para candidatura, votação, documentação e participação nos diferentes colegiados. DÚVIDAS SOBRE A ELEIÇÃO DO CONSELHO? O Comitê de Cultura do Piauí está disponível para orientar agentes culturais piauienses sobre o processo eleitoral do CNPC. Fale com a equipe pelo WhatsApp: (86) 9 9906-3703 📍 Comitê de Cultura do Piauí 📅 Inscrições: até 30 de setembro de 2026 🗳️ Processo eleitoral: CNPC – mandato 2026–2029 Mais informações: vota.cnpc@cultura.gov.br comitedeculturapi@gmail.com Agentes e fazedores de cultura do Piauí: participe!

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Respeitem as minas!

Muitas guitarristas brasileiras estão se destacando em diferentes estilos musicais, vou falar de duas, provavelmente citarei outras na coluna. Jessica Falchi (@jessica.falchi), guitarrista e compositora, começou a estudar música no renomado Conservatório Sousa Lima, unidade de Ribeirão Preto, mas ela nasceu em Monte Alto, interior de São Paulo. Desde 2015 atua profissionalmente e começou a se destacar tocando em grupos que faziam tributos; desses, o que chamou mais atenção foi o “Iron Ladies”, formada somente com meninas que tocam clássicos do “Iron Maiden”. Esse projeto ajudou Jessica a ganhar experiência de palco; durante uma década elas se apresentaram pelo país, participou também de outro tributo, a “Hardwired”, tocando músicas do “Metallica”. Com certeza esse tempo serviu para ajudar no amadurecimento musical da guitarrista. A passagem pela banda de death metal “Crypta”, que ocorreu de maio de 2022 a março de 2025, foi determinante na carreira de Jessica, que foi convidada para atuar apenas em algumas datas que restavam de uma turnê que a banda faria pela América Latina e Europa, mas ela mostrou muita técnica e segurança e foi efetivada na banda. Como guitarrista oficial da banda, Jessica participou da composição das músicas e da gravação do segundo disco do grupo, lançado em 2023, “Shades of Sorrow”, pela gravadora “Napalm Records”. Esse trabalho fez com que Jessica fosse reconhecida em várias revistas especializadas em metal, como uma grande guitarrista. Mas Jessica queria ampliar seu modo de tocar, explorando outras sonoridades que o metal extremo da “Crypta” não permitia, então deixou a banda. Após sair da “Crypta”, a artista decidiu se dedicar à carreira solo, começou a compor músicas baseadas no metal moderno, prog metal totalmente instrumentais. A partir daí criou o projeto “Falchi”; ela não pensa em ter uma banda com seu nome, por isso não usou o primeiro nome para dar nome a essa empreitada. Com o título de “Solace”, foi lançado em 23 de janeiro de 2026 o EP com quatro faixas. Jessica diz que, mesmo com tanto tempo de carreira, precisava estar confiante para expor seu trabalho; ela não quis se limitar a apenas um estilo, então podemos encontrar faixas no estilo thrash metal, metal moderno e progressivo. E claro, você encontra em todos os canais de streaming. Ela busca compor músicas atemporais, que não saiam da cabeça das pessoas e não sejam só para músicos; também espera que as músicas sejam fáceis de assimilar e que as pessoas possam cantarolar. O convite para ser guitarrista da lenda do “thrash metal” nacional “Korzus” define a consolidação de Jessica como uma das principais artistas do metal nacional e, para afirmar essa nova fase criativa com a entrada da nova integrante, a banda lançou o single “No Light Within”. O metal, assim como o rock em geral, ainda é machista, e Jessica se preocupa e se posiciona contra a sexualização das mulheres no meio; ela diz que, claro, cada um é livre para agir como quiser, mas algumas meninas que estão começando acham que precisam ser sexualizadas para se firmar, elas devem focar na música. É assim mesmo que um artista deve agir , com o talento e o reconhecimento vem também algumas responsabilidades e a necessidade de se posicionar diante de temas importantes. Parabéns, Jessica Falchi. Como sempre faço, vou deixar o link de uma música do projeto Falchi: https://www.youtube.com/watch?v=llkUcCeNTuI A cearense Rayane Fortes (@rayanefortes), cantora, compositora e guitarrista, teve como primeira inspiração sua irmã mais velha, que tocava contrabaixo e foi ela que lhe ensinou os primeiros acordes. No final da adolescência, ela disse a sua mãe que sentia vibrações como se fossem de outras vidas, ela entendia que tinha algo a contribuir para o mundo, que não seria uma artista comum. E não é mesmo. Aos 17 anos, ganhou sua primeira guitarra e, a partir daí, começou a tocar profissionalmente. Com muito esforço e de forma independente, Rayane foi percorrendo o caminho da maioria dos artistas brasileiros, lançando singles e fazendo shows regionais e nacionais, até chegar ao lançamento do seu primeiro álbum em 2021, “Atenta”. Em 2022, seu vídeo tocando “Anunciação”, de Alceu Valença, na guitarra, no show do intervalo da final da Copa do Nordeste, viralizou nas redes sociais e para ela ficou marcado como um grande acontecimento, foi um momento de representatividade para ela como mulher nordestina. A sua grande aparição para o país foi no reality The Voice Brasil de 2023, todos os jurados viraram as cadeiras para ela. Mesmo tocando um rock, ela quis representar o Nordeste e o Ceará, através do figurino, assinado pelo estilista cearense Ivanildo Nunes, e a guitarra feita pelo luthier baiano Yuri Barreto. O vídeo da apresentação já tem mais de 5 milhões de visualizações e, a cada dia, ganha mais seguidores do Brasil e do mundo. Rayane continuou se apresentando pelo país e, em 2026, lançou seu segundo álbum, “Ray”, gravado ao vivo no estúdio, o trabalho foi lançado em duas partes, “Lado A e Lado B”. Para ela, “Ray” é o momento mais importante da sua carreira, onde ela se sentiu mais livre para criar e conseguiu mostrar de uma forma mais transparente a sua identidade musical. Esse trabalho mostra a capacidade de Rayane em unir rhythm & blues, blues, soul e pop, com personalidade única. Vou deixar aqui o link de uma música de Rayane: https://www.youtube.com/watch?v=wJvZG_hzAEY&list=RDwJvZG_hzAEY&start_radio=1&pp=ygUNUmF5YW5lIGZvcnRlc6AHAQ%3D%3D

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Humanitas tem estreia nacional dia 17

O Humanitas – Grupo de Teatro apresenta “Os Fiéis”, texto de César Crispim e direção de Junior Marks. Uma família. Segredos. Amor. Proteção. E verdades que talvez nunca devessem vir à tona. HUMANITAS estreia nacionalmente “Os Fiéis”, drama de César Crispim com direção de Junior Marks Espetáculo estreia dia 17 de setembro, às 21h, no Teatro Cidade Cenográfica   O que pode acontecer quando amor, proteção, ciúme e fidelidade deixam de ser sentimentos e passam a justificar escolhas? É a partir dessa pergunta que “Os Fiéis”, texto de César Crispim, chega aos palcos em uma nova montagem do Humanitas – Grupo de Teatro, com direção de Junior Marks. A estreia nacional acontece no dia 17 de setembro, às 21h, no Teatro Cidade Cenográfica, marcando o retorno do grupo a uma dramaturgia de forte tensão psicológica e familiar. Em cena, uma família aparentemente estruturada é atravessada por segredos, suspeitas e relações de poder que vão colocando em dúvida aquilo que cada personagem entende por amor, lealdade e proteção. Entre lembranças fragmentadas, acusações e verdades que insistem em permanecer escondidas, o público é convidado a reconstruir os acontecimentos junto com os próprios personagens. A história acompanha Armando e seus filhos, Gabriel e Rafael, além de Jacinto, irmão de Armando. A morte de uma mulher, as suspeitas de uma possível traição e as relações cada vez mais opressoras dentro da família fazem com que passado e presente se confundam. Enquanto Rafael vive o despertar de um amor e enfrenta a resistência daqueles que tentam controlar seus caminhos, Gabriel assume uma postura aparentemente protetora, mas cada vez mais inquietante. Mais do que contar uma história sobre fidelidade, o espetáculo questiona o que somos capazes de fazer em nome daqueles que dizemos amar. Afinal, proteger alguém pode significar aprisioná-lo? Até onde vai a lealdade? E quando uma mentira é criada para preservar uma família, quem acaba sendo destruído por ela? Na montagem do Humanitas, o texto de César Crispim ganha uma abordagem contemporânea, dialogando com questões ainda presentes nas relações familiares e sociais. A direção de Junior Marks busca potencializar o caráterpsicológico da dramaturgia, trabalhando com o silêncio, a tensão, o tesão, o corpo e a atmosfera como elementos tão importantes quanto as próprias palavras.       A identidade visual da montagem parte de um símbolo recorrente na dramaturgia: a rosa. Associada ao amor, à fidelidade e à delicadeza, ela também carrega espinhos, tornando-se uma metáfora para relações nas quais beleza e violência podem coexistir. Com uma encenação que pretende provocar mais perguntas do que oferecer respostas, “Os Fiéis” coloca o público diante de uma família que tenta preservar suas próprias verdades enquanto, pouco a pouco, tudo aquilo que parecia sólido começa a ruir. “Os Fiéis” é uma produção do Humanitas – Grupo de Teatro, fundado em 2000, com texto de César Crispim e direção de Junior Marks. SERVIÇO Espetáculo: Os Fiéis Texto: César Crispim Direção: Junior Marks Produção: Humanitas – Grupo de Teatro Estreia nacional: 17 de setembro de 2026 Horário: 21h Local: Teatro Cidade Cenográfica

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Dois gênios pouco conhecidos, Moacir Santos e Téo Azevedo!

Às vezes fico pensando quantos artistas incríveis, não conseguem ter o reconhecimento que merecem em termos de popularidade. Hoje vou mostrar dois que conheci recentemente, que são muito respeitados por quem conhece bem a música brasileira, e um deles fez até trabalhos fora do país, então vamos ver quem são eles.   Moacir Santos, compositor, arranjador, multi-instrumentista e maestro, completaria cem anos em julho deste ano. O pernambucano de Flores do Pajeú,  ficou órfão aos dois anos de idade e foi adotado por uma família branca que lhe ofereceu educação formal e musical. Por outro lado, sofria maus-tratos e, aos quatorze anos, fugiu de casa. Aos nove anos, ele brincava de banda de música com os amigos nas ruas de sua cidade,  aos dez, a banda já tocava marchinhas. Foi o início de sua vivência com a música. Quando fugiu de casa, vagou pelo Nordeste, tocando em bandas militares e de circos. Nessas andanças, foi para João Pessoa e ainda nem tinha dezoito anos quando comandou a Orquestra da Rádio Tabajara. Foi para o Rio de Janeiro com vinte e dois anos, seu talento foi rapidamente reconhecido e logo se tornou saxofonista da Orquestra da Rádio Nacional. Não demorou a ser promovido a arranjador e regente,  nessa época trabalhou com Radamés Gnatalli. A partir daí, foi estudar música clássica com maestros renomados como Guerra Peixe e Cláudio Santoro. Após se formar, como professor, ajudou a criar uma geração nova de músicos incríveis, por exemplo, Baden Powell, Sérgio Mendes e João Donato,  só por esses nomes, já dá para ter uma ideia da importância de Moacir para a cultura brasileira. Moacir deixou sua marca no chamado “Cinema Novo”, compondo trilhas sonoras de alguns filmes. Uma parte delas foi lançada no disco que é considerado sua obra-prima, “Coisas”, no início da década de sessenta. Um fato interessante é que ele nomeou as canções do disco baseado na forma erudita de catalogar  e as chamou de “coisas”, por exemplo, “Coisa 1” e assim sucessivamente. A sonoridade do disco era uma fusão de “Big Band Jazz” com ritmos afro-brasileiros. Quando foi lançado, teve pouca repercussão, mas, com o tempo, recebeu a devida aclamação, o “The New York Times” disse que a obra era “uma das grandes realizações da música brasileira moderna”. Nessa mesma época, arranjou álbuns de Elizeth Cardoso e Baden Powell. Em 1967, mudou-se para os Estados Unidos, foi convidado a compor trilhas para filmes de Hollywood. Um fato estranho é que os seus trabalhos não foram creditados, apenas “Final Justice” foi oficialmente registrado. Moacir permaneceu por lá até o fim dos seus dias. O álbum “Ouro Negro”, lançado em 2001, foi um projeto criado por Zé Nogueira e Mário Adnet, para regravar composições de Moacir e teve a participação de Milton Nascimento, João Donato e Gilberto Gil. O disco reacendeu o interesse pela obra do artista no Brasil e no exterior. Pouco antes de falecer nos EUA, em 6 de agosto de 2006, Moacir recebeu o Prêmio Shell de Música e o Prêmio Tim. Moacir dominava vários instrumentos e é considerado um dos grandes mestres da renovação harmônica da música brasileira. Com certeza é mais um artista que merece ter sua obra divulgada para que mais brasileiros possam desfrutar da sua arte. Deixo aqui um link de uama de suas músicas: https://www.youtube.com/watch?v=L8DCv2RQba0&list=PLmMoWdh-X390nixGG5M8giWOeIrcqa8cb&index=7   Téo Azevedo, foi cantor, compositor, repentista, violeiro, folclorista, escritor, produtor musical e radialista. Mineiro de Bocaiúva, seguiu os passos do pai, que era seresteiro, folião de reis, repentista e cantador popular. Para ajudar a família, trabalhou de engraxate e, nessa época, começou a cantar repentes e participar de concursos de calouros em parques e circos. Aos 16 anos, já em Belo Horizonte, se apresentava nas ruas cantando repentes. Por conta disso, foi preso por vadiagem e, para se livrar da prisão, criou um repente que dizia que era um crime prender um cantador. O delegado gostou tanto que o soltou e autorizou que ele continuasse a se apresentar nas ruas. Não tinha tempo ruim para Téo, e sua vida não foi fácil. No começo dos anos 60, foi campeão de boxe e se apresentava em casas de shows cantando repente. Em 1965, gravou no estúdio Discobel, seu primeiro disco, “Brasil Terra da Gente”. Três anos depois, foi apontado pelo cronista Gerson Evangelista como o melhor compositor mineiro do ano. Quando chegou em São Paulo em 1969, conheceu o cantador alagoano Guaiatã de Coqueiros, e com ele aprendeu todas as modalidades de cantorias nordestinas. Cantou nas ruas, onde passava o chapéu em busca de uns trocados, e na Feira de Arte da Praça da República, chegou a cantar com um jovem pernambucano que iniciava sua carreira artística, Alceu Valença. Junto a outros companheiros, criou em 1980 a ARPPNM, Associação de Repentistas Populares do Norte de Minas. No mesmo ano, conheceu Zé Coco do Riachão, violeiro e tocador de rabeca, do qual produziu os primeiros discos. Ele se dedicou também à literatura, sempre enfatizando a cultura regional. Seu primeiro livro foi “Literatura Popular do Norte de Minas”. Em seu segundo livro, “Plantas medicinais e Benzeduras”, ele captou o depoimento de mais de 120 curandeiros e benzedeiras. Téo musicou várias peças de teatro. Além de algumas de Guimarães Rosa, musicou também um especial sobre ele para a FM Cultura de São Paulo e, para uma TV alemã, um especial sobre “Grandes Sertão Veredas” e outro sobre “Cantigas de vaqueiro e repentistas”. Com o saxofonista Bobby Keys, que tocou nos Rolling Stones, gravou uma versão de “For Bobby Keys” de Michael Grosman, e com Charlie Musselwhite, considerado o maior gaitista de blues do mundo, gravou de sua autoria “Puxe o fole sanfoneiro, Dominguinhos tocador”. A canção foi indicada como a melhor do disco. Vou ter que resumir os feitos de Téo, sua obra é muito extensa. Ele teve mais de 1.500 músicas gravadas por outros artistas, entre eles Luiz Gonzaga, Clemilda e Zé Ramalho, a lista chega a mais de vinte. Até o ano de 2000, era considerado o terceiro compositor com mais músicas gravadas no Brasil e compôs mais de 2.500. E, até…

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A nova MPB, vem forte!

  É impressionante a quantidade e a qualidade de artistas brasileiros que eu encontro nas minhas pesquisas e que o algoritmo me mostra. Hoje vou destacar mais dois artistas brasileiros, muito talentosos. Começando com Emanuel Santos Sousa, que adotou o nome artístico de Will Santt (@will.santt), o primeiro nome faz referência ao ator Will Smith por causa do cabelo black power que Emanuel usa, e o segundo vem de Santos, do seu sobrenome. Will não é uma novidade, o cantor, compositor e multi-instrumentista começou sua carreira em 2019, quando criou um perfil no Instagram que virou palco para sua arte e foi onde ele começou a ser reconhecido até internacionalmente. Ele começou na música aos nove anos, tocando bateria e para não brigar com seu irmão, teve que, a contragosto, optar pelo violão. Aos doze, assistiu a um vídeo no YouTube que despertou seu interesse pela bossa nova, era Tom Jobim e Elis Regina cantando “Águas de março”. A base sonora de Will é a bossa nova, mas ele diz que tem uma veia “djavanica”, referência a Djavan, no tocante as letras que falam de amor e romance, e também tem influência de Caetano Veloso e claro João Gilberto. Mas ele não se prende apenas a um tema ou ritmo, tendo passado pelo rock e música clássica. Em 2024, partiu para sua terceira turnê pela Europa e lançou um disco gravado ao vivo, “Will Santt – Ao vivo no Blue Note”, com a participação de Roberto Menescal, que elogiou a forma de tocar do jovem músico. Ele comenta que seu público é mais velho, mas que gostaria de chegar a um público mais jovem e quebrar um pouco a seriedade da MPB. Will já lançou dois álbuns: “Meu Caminho” de 2024 e “Cores do meu coração” em 2026, e dois EPs: “O novo sempre vem” e “Slap sessions”, ambos em 2026, além do ao vivo no Blue Note. Algumas pessoas acham que ele imita o João Gilberto por causa da forma de cantar, mas para outras, ele apenas tem um jeito parecido e o próprio Will diz que fala baixo, não gosta de barulho e que não conseguiria imitar o ídolo. O mais importante é que ele é mais um grande artista brasileiro, que veio renovar a nossa música. E quem quiser conferir, é só acessar esse link: https://www.youtube.com/watch?v=iUagI0V8YmA&list=RDiUagI0V8YmA&start_radio=1&t=141s   O recifense Fitti (@fitti_____ ), teve seu canto moldado desde cedo, já que em sua casa a música estava muito presente. Da capital pernambucana  veio a sua essência e personalidade artística, e se tornou ator, cantor, compositor e produtor musical. Fitti vem em ascensão na música brasileira e transita em várias linguagens e expressões artísticas, música, teatro e audiovisual. Já participou de espetáculos de teatro e da série “Só se for por amor” da  Netflix. Em 2024, lançou seu primeiro álbum, “Transespacial”, produzido por Zé Nigro. Em 2025, o disco foi indicado ao Grammy Latino na categoria “Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa”. Fitti é o primeiro cantor trans da história a ter uma indicação a esse prêmio. Ele busca, nesse trabalho, partilhar com o público como o indivíduo se relaciona com suas emoções e dificuldades de acordo com a vivência do próprio artista. E estreou o projeto “O Novo Sempre Vem”, apresentado por João Marcelo Bôscoli, exibido na TV Cultura. Foi por meio desse audiovisual que conheci Fitti. Recomendo para quem quer conhecer novos artistas. Iniciando uma nova fase, Fitti lançou o single “Postal de Amor”. Nesse momento, se dedica a um audacioso projeto que é “Fitti Canta Ney”, com direção musical de Pupilo, ex-baterista da Nação Zumbi, que agora trabalha também como produtor musical. Nessa empreitada, Fitti busca uma leitura artística diferente para a obra dessa lenda da música brasileira, tem que ter muita coragem e personalidade para fazer isso. E ainda deve fazer a turnê do disco “Transespacial”, mostrando assim o seu talento para um público maior. O que me chama atenção em artistas como Fitti é o jeito “estranho” que, em alguns momentos, ele coloca a voz, é essa estranheza que eu busco e felizmente encontrei nele. Como faço sempre vou deixar aqui o link de uma música: https://www.youtube.com/watch?v=hVqAo68TplU&list=RDhVqAo68TplU&start_radio=1    

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