
Bom Jesus, no Sul do Piauí, foi palco de um encontro dedicado ao teatro e à produção cultural com a realização do I Festival Alard de Teatro – Ano Bid Lima. Entre os dias 15 e 18 de setembro, a programação reuniu artistas e grupos do Piauí e convidados do Rio de Janeiro, ocupando o Teatro Alard e a Praça Cultural Ramón Neto com diferentes linguagens e propostas da cena teatral.
Ao longo de quatro dias, o público teve acesso a dez espetáculos, proporcionando momentos de arte, entretenimento e reflexão e aproximando artistas e espectadores. A iniciativa também contribuiu para ampliar a visibilidade da produção teatral piauiense e criar um espaço de intercâmbio entre grupos de diferentes regiões.
A abertura aconteceu no dia 15 de setembro, com O Último Rei, do Coletivo Cabaça (PI), no Teatro Alard; O Cavaleiro das Águas, da Cia. Calunga de Bonecos (PI), na Praça Cultural Ramón Neto; e Cuscuz na Mão, de Dadá Coelho (RJ), no Teatro Alard.
A programação prosseguiu nos dias seguintes com espetáculos como Tá Bem Malzinho, da Fábrica Cia de Teatro; Maria Migué, do Grupo Raízes; Anjo Desfigurado, do Coletivo Cabaça; Já no Papo, do Grupo Sketch; e Mamãe é de Lascar, de Franklin Pires.
No encerramento, realizado em 18 de setembro, foram apresentados Quase Famosa, do Coletivo Capemga, A Guardiã do Planeta, também do Coletivo Capemga, e Biografia Desautorizada, com André Gonçalves, do Rio de Janeiro.
Mais do que uma sequência de apresentações, o Festival Alard se consolidou como um espaço de encontro entre artistas, grupos e público, valorizando o teatro produzido no Piauí e promovendo o intercâmbio com artistas de outros estados.

O evento também reforça a importância do Teatro Alard para a vida cultural de Bom Jesus. Inaugurado em 2018, o espaço recebeu esse nome em homenagem ao Aprendizado Livre de Arte Dramática (ALARD), considerado pioneiro na cena teatral do município. O teatro tem capacidade para 200 pessoas e foi criado para receber espetáculos, apresentações musicais, mostras culturais e atividades pedagógicas.
A realização do festival representa, assim, mais um capítulo na trajetória de valorização das artes cênicas no Sul do Piauí, colocando Bom Jesus em evidência no circuito cultural e reafirmando o teatro como instrumento de formação, expressão artística e aproximação com a comunidade.

A homenagem a Bid Lima, que dá nome à primeira edição do festival, também acrescentou um caráter especial à programação, reconhecendo a trajetória de uma artista ligada ao teatro e à história cultural de Bom Jesus.
Com a diversidade de espetáculos, a presença de artistas piauienses e convidados de outros estados e a ocupação de diferentes espaços culturais, o Festival Alard deixou como legado a celebração da arte teatral e o fortalecimento da produção cultural no interior do Piauí.
