A guitarra brilhando na MPB!

A guitarra é um dos instrumentos mais versáteis que existem, ela pode ser usada nos mais diversos ritmos e estilos musicais. No rock, por exemplo, é essencial ter guitarra, alguns roqueiros até conseguem abrir mão da guitarra, mas são exceções. Isso é assunto para uma próxima edição. Claro que o instrumento se destaca em outros estilos, como jazz e pop, mas eu vou falar aqui de alguns casos em que a guitarra se sobressai na MPB. Tem um disco da Gal Costa que é o “Gal” de 1969, que tem um trampo de guitarra fantástico. O guitarrista desse disco é Lanny Gordin, que é um mestre em harmonia, reverenciado por grandes guitarristas brasileiros, e nos arranjos e direção musical, nada mais, nada menos que Rogério Duprat. Com essas feras participando, não podia dar errado. O álbum, na verdade, não pode ser considerado de MPB, ele é mais de rock e psicodélico do que qualquer outra coisa. Mas, como a Gal não está “na prateleira do rock”, eu resolvi citá-lo mesmo assim. Nesse álbum tem a música “Meu nome é Gal”, que foi composta por Erasmo Carlos para Gal. Essa canção tem uma versão ao vivo em que ela duela com a guitarra e mostra todo o seu alcance vocal. Vou deixar aqui o link da música: https://www.youtube.com/watch?v=8KHtYIL7_-Q&list=RD8KHtYIL7_-Q&start_radio=1   Outra canção da MPB que tem um solo marcante é “Tropicana” de Alceu Valença. Foi gravada no disco “Cavalo de Pau” de 1982, um dos grandes sucessos de Alceu, e quem faz o solo foi o grande guitarrista Paulo Rafael (in memoriam). Esse músico tinha um estilo que mesclava psicodelia e regionalismo,  o que combinava muito com a forma de compor de Alceu Valença. A parceria desses dois rendeu vários momentos fantásticos da nossa música. E aqui deixo um link do solo: https://www.youtube.com/watch?v=12a-kXxovoE   Claro que eu poderia citar aqui pelo menos dez músicas, mas vou destacar só mais essa que é uma das minhas preferidas gravadas pelo grande cantor e compositor Milton Nascimento, estou falando de “Caçador de Mim” que foi lançada no disco homônimo em 1981. Mas essa linda canção é na verdade da banda também mineira  “14 Bis” e foi composta por Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá, e gravada no disco 14 Bis II de 1980. Um detalhe interessante é que na versão do  “14 Bis” não tem solo de guitarra e tem um estilo mais rock progressivo do que a de Milton. Quem fez o solo na canção interpretada por Milton foi um dos melhores guitarristas brasileiros, Hélio Delmiro, que, tocando jazz e MPB, se tornou um ícone do instrumento no Brasil. O solo feito por ele é um dos mais importantes da música brasileira. Vou deixar aqui um link da música: https://www.youtube.com/watch?v=JSxO2BLvm8M&list=RDJSxO2BLvm8M&start_radio=1&pp=ygUhY2HDp2Fkb3IgZGUgbWltIG1pbHRvbiBuYXNjaW1lbnRvoAcB        

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Circo como transformação social: projeto leva espetáculos e oficinas gratuitas ao Piauí e Maranhão

Entre os dias 18 e 30 de agosto, Teresina (PI), Timon (MA) e União (PI) recebem o projeto “Modelando Encontros – Circo em Travessia RJ–PI”, iniciativa que aposta no circo como espaço de encontro, formação e transformação social. Idealizado pelo coletivo carioca Circo no Ato, com realização da Osmose Produções e parceria da Organização Ponto de Equilíbrio (OPEQ), o projeto conta com patrocínio da Vale por meio da Lei Rouanet. Formação e intercâmbio cultural A programação vai além das apresentações artísticas: inclui oficinas voltadas a estudantes, artistas e educadores circenses, com carga horária de até 24 horas em Teresina e oito horas em Timon e União. Os encontros abordam fundamentos técnicos, processos criativos, metodologias de ensino e aspectos da profissionalização, sempre com foco na aprendizagem colaborativa. Segundo Lüana Coelho Gomes, coordenadora pedagógica, “aprender, criar e viver de circo aparecem como dimensões inseparáveis. A proposta valoriza a técnica, mas também a transmissão de saberes, o cuidado e a criação coletiva”. Além das oficinas presenciais, será produzido um material pedagógico digital reunindo metodologias e processos criativos, disponível gratuitamente na internet. Espetáculos gratuitos e acessíveis A circulação contempla três montagens principais: Se der Corda – Uma aventura lúdica em que quatro amigos descobrem um livro mágico que dá asas à imaginação. Livre Acesso – Espetáculo que reflete sobre opressões de gênero e reivindica o direito de existir e ocupar espaços. Espetáculo de Variedades Circenses – Criação coletiva que reúne artistas locais e o Circo no Ato em números de acrobacia, equilibrismo, palhaçaria e dança acrobática. Todas as apresentações têm interpretação em Libras, reafirmando o compromisso com a acessibilidade. Impacto e legado Para Luís Vale, diretor da OPEQ, “o projeto oferece uma valiosa oportunidade de formação para os artistas piauienses, além de garantir ao público local o acesso a um espetáculo de circulação nacional”. A iniciativa também prevê a gravação de um minidocumentário com registros dos encontros e impactos nas comunidades, que será disponibilizado online com legendas e janela de Libras. Serviço Teresina (PI): 18 a 23/08 – Oficinas e espetáculos na OPEQ e Parque da Cidadania. Timon (MA): 25 a 27/08 – Atividades no Teatro Municipal Maria Socorro de Macêdo Claudino. União (PI): 28 a 30/08 – Programação no Centro Cultural Benedito Martins Napoleão do Rego. Todas as atividades são gratuitas. Informações sobre ingressos e inscrições estão disponíveis em modelandoencontros.com.br e nas redes sociais do Circo no Ato. Esse projeto mostra como o circo contemporâneo pode ser uma poderosa ferramenta de inclusão e transformação social, fortalecendo redes culturais e ampliando o acesso à arte em territórios historicamente menos contemplados.

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