MIS, espaco para divulgação e produção cultural em Teresina!

Após quase dez anos em obras, foi inaugurado em dezembro de 2024 em Teresina, o Museu da Imagem e do Som (@mis_teresina), que foi pensado para ser um espaço de divulgação e produção cultural. Para isso, o local possui salas para edição de vídeo, gravação de áudio, digitalização de fotos, revisão de filmes, além de um auditório, biblioteca e pinacoteca. A idealização desse projeto faz parte do movimento de revitalização do centro da capital e tem mais de quatro mil metros de área construída em um prédio que já foi a Câmara Municipal de Teresina. O Museu recebeu o nome de Torquato Neto, homenagem mais do que merecida a esse ícone da cultura piauiense. São dez ambientes projetados para serem usados pelos artistas piauienses. A obra foi gerenciada pela Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação e foi executada pela Superintendência de Ações Administrativas Descentralizadas – Saad Centro. Algumas exposições já foram realizadas no local e um dos primeiros projetos desenvolvidos no museu é o Cine MIS, que tem o objetivo de exibir filmes nacionais, com entrada gratuita. O mais interessante é que as obras serão exibidas das 12h às 14h, esse horário foi pensado para que pessoas que trabalham no centro, no seu intervalo de almoço, possam relaxar conhecendo o cinema nacional e ainda aproximar o público piauiense do cinema nacional. E aos sábados à tarde acontece um projeto que é um desdobramento do que está rolando durante a semana,  que é o Cine Mis-Gênero. A ideia é que em sessões duplas, sejam exibidas produções de um gênero específico, por exemplo, já rolou uma sessão de terror,nesse caso não são só filmes nacionais. E para aproximar ainda mais os artistas do museu, a entidade lançou dois projetos: o Mis Fotografia e o Mis Poesia. Os participantes devem enviar os seus trabalhos autorais para o museu e, caso sejam selecionados, poderão participar de exposições e fazer parte do acervo. As edições deste ano já aconteceram. O museu que era gerido pela Secretaria de Planejamento e Coordenação agora está a cargo da Fundação Monsenhor Chaves (@cultura_the). Essa mudança deve fortalecer as políticas públicas e integrar o MIS a outros equipamentos culturais. Em seu primeiro mês de funcionamento, o museu já se tornou um novo espaço para encontros e debates de artistas da cidade. Nesse período, foi visitado por mais de cinco mil pessoas. Marcando também esse primeiro mês, foi inaugurado no quarto andar do prédio a Galeria Café, ambiente voltado para encontros, cultura e gastronomia. O MIS, durante a semana, funciona das 8h às 18h e no fim de semana das 13h às 18h. É mais um importante espaço de cultura e lazer que a população deve desfrutar, até para que os gestores vejam que a população quer e precisa de locais como esse.

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Talento e Protagonismo Feminino no Rock!

O rock, um dos gêneros musicais mais populares e emblemáticos da cultura mundial, não está livre do machismo, mas há algumas décadas vem acontecendo um crescimento na participação das mulheres, que por muito tempo, com algumas exceções, contribuíram apenas nos bastidores. Em um espaço onde antes as figuras masculinas dominavam, as mulheres estão cada vez mais alcançando destaque em todas as áreas da criação musical. Essa escalada, claro, é marcada por muitas conquistas e desafios. Artistas como Rita Lee, Janis Joplin e Joan Jett, entre muitas outras, são ícones que abriram caminho para que novas gerações de cantoras, compositoras e instrumentistas possam deixar seus nomes na música ou realizar o sonho de tocar em uma banda de rock. Tenho visto nas redes sociais algo que me deixa feliz: vídeos de muitas garotas tocando guitarra, bateria, baixo ou cantando. Antigamente via bandas com garotas na formação, mas geralmente havia um homem para completar. Mas tenho ultimamente visto vários grupos dos mais variados estilos só com mulheres na sua formação. Elas continuam tendo que enfrentar preconceito, sexismo, estereótipos e ainda romper os padrões da indústria musical, e estão firmes e fortes nessa empreitada. Um fator interessante na nova geração feminina é a diversidade de estilos que as meninas têm explorado. Elas vão do rock clássico ao thrash metal, passando pelo rock alternativo e punk, trazendo ainda uma visão feminina do mundo. Entre tantas bandas legais, vou destacar uma que me chamou atenção pela fúria e transgressão do seu som. Estou falando da Otoboke Beaver (@otobokebeaver), formada por quatro japonesas que sobem ao palco com roupas coloridas e vibrantes. Esse visual contrasta com o punk agressivo, com guitarras distorcidas, uma bateria nervosa e vocais ácidos. Não tem como não ser impactado pela performance das meninas. Tanto que lendas do rock como Eddie Vedder (@eddievedder), Jack White (@officialjackwhite) e Dave Grohl (@daveghrol) se declararam fãs da banda. Elas querem ser reconhecidas como uma banda de rock e não como uma de mulheres; não querem levantar bandeiras ou serem porta-vozes de nada. Para elas, as letras em japonês não afastam o público. Então vamos curtir o punk caótico e explosivo da Otoboke Beaver. Vou deixar aqui um link de um vídeo das meninas: https://www.youtube.com/watch?v=u4dTGOoo3FU&list=RDu4dTGOoo3FU&start_radio=1 Outra banda que vale a pena ser ouvida é a banda inglesa de rock alternativo False Advertising, formada pela guitarrista/vocalista Jen Hingley e Chris Warr em 2013, e completando a formação, Josh Sellers. A banda, obviamente, não é formada só por mulheres, mas merece ser citada aqui pelo talento e protagonismo de Jen na banda. Ela que foi listada na oitava posição no site Musicradar.com, como a melhor nova guitarrista do mundo na atualidade. A banda resolveu produzir e gravar suas músicas por conta própria e lançou um single e seu primeiro álbum autointitulado em 2015. Eles não esperam nada cair do céu e, após participarem de vários festivais importantes, organizaram em 2018 o seu próprio festival em Manchester, com o nome de Falsefestival. Uma das características da banda ao vivo é a troca de instrumentos entre os membros. Vale a pena dar uma conferida no som da banda. E aqui um link de uma das músicas: https://www.youtube.com/watch?v=FqI8Y55OyX0&list=RDFqI8Y55OyX0&start_radio=1 Eu poderia citar aqui pelo menos umas dez bandas femininas que estão fazendo um som de primeira, inclusive brasileiras que já estão sendo reconhecidas fora do país, como a Crypta (@cryptadeath) e a Nervosa (@nervosathrash), mas, por enquanto, vou ficar só com essas. Até a próxima Coluna do Belo.

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