Literatura punk/rock!

Na coluna de hoje, vou destacar livros que retratam a história do punk e do rock piauiense. Vou começar com a biografia de uma das principais bandas do Piauí, “Narguilé hidromecânico”  ( @narguilehidromecanico), o título é “A alegria da festa é o que me resta”, escrito pelo vocalista e  um dos fundadores da banda, Fábio Crazy Christian (@fabiocrazychristian). A banda surgiu em 1998, com a proposta de fazer um som com muito groove nas guitarras, misturadas com percussão, zabumba, triângulo e ainda durante uma fase, a banda contou com um DJ mandando uns beats eletrônicos. Com esses instrumentos, eles mesclavam rock com forró, reggae e hardcore, mas com o passar do tempo, a banda ficou com um som mais direto, mas sem deixar de lado as influências de Luiz Gonzaga, Raimundo Soldado e Maria da Inglaterra. O Fábio conta a história da banda de um jeito fluido, deixando a leitura ainda mais prazerosa. Como toda biografia, o livro mostra como a banda surgiu e as “aventuras” pelo sul do país, onde por pouco a banda não fechou contrato com uma produtora que provavelmente levaria a banda a ter o reconhecimento nacional que merece. Não vou dar mais spoilers, quem quiser saber mais, pode acessar o link https://clubedeautores.com.br/livro/a-alegria-da-festa-e-o-que-me-resta.   “Chakal” foi lançado em dezembro de 2021, publicado pela editora Cancioneiro ( @editora_cancioneiro ) e escrito pelos historiadores  Aristide Oliveira, Heitor Matos e com a colaboração de Altaíde Pedreira, o próprio Chakal. A biografia teve como principal objetivo mostrar a evolução do adolescente Altaíde, até chegar ao professor e vocalista da banda “Obtus”. Ele é um dos ícones do hardcore piauiense, tanto participando de bandas como produzindo fanzines, com isso o que não falta é história para contar sobre o underground piauiense. Boa parte do livro é sobre a banda “Obtus” onde Chakal atua há três décadas. O livro é um relato sobre a cena punk desde os primórdios, sem deixar de lado outros gêneros do rock pesado, Chakal tem histórias incríveis que também mostram a dificuldade de se fazer música pesada no estado, fala das influências sonoras e da vivência de Altaíde na escola e como era  o acesso a discos, revistas e camisetas, itens importantes na vida de qualquer roqueiro. Vale a pena conhecer um pouco mais desse cara carismático e gente boa, que é um dos grandes do nosso underground. Para adquirir o livro, você pode entrar em contato com o próprio Chakal (@chakalpedreira) ou com Aristides Oliveira (86 998345393). “Vozes do punk”, o livro foi publicado pela editora Cancioneiro e escrito a três mãos pelo escritor, pesquisador nas áreas de música, cinema e cultura brasileira dos anos 70 e professor da UFPI Aristide Oliveira, Dante Galvão ( @dantegalvão),  ex-vocalista da banda “Anarcóticos” , professor e sociólogo, e por Eduardo Djow ( @eduardodjow ), vocalista da banda “Miséria”, criador da página “Piauí punk” e produtor de eventos punk/hardcore como “Arraiá da desgraça”. A publicação mostra, por meio de fatos e entrevistas, como era ser punk em Teresina nos anos 80. Além de ter que enfrentar o conservadorismo dos pais, os eventos eram escassos, então o que levava o movimento à frente eram os encontros nas praças onde rolavam debates sobre questões políticas e sociais, planos para realização de shows e também a troca de informações através de fanzines e revistas sobre o movimento, bandas locais, nacionais e internacionais. Pra quem se interessou vou deixar aqui o link para compra do livro: https://www.editoracancioneiro.com.br/vozes-do-punk. E para celebrar a trajetória de uma das melhores, se não a melhor banda de hardcore do Piauí, foi lançado esse ano o livro “Obtus”  30 anos de porrada”, escrito por Aristides Oliveira em parceria com Altaíde Pedreira, o Chakal, vocalista da banda. O livro encerra de certa forma uma trilogia sobre o punk/hardcore no Piauí que começou com a publicação de “Chakal”. A publicação retrata através de depoimentos de membros da banda desde a formação até hoje, experiências vividas ao longo de três décadas. Além de mostrar a história da banda o livro expõe uma visão de como era a identificação da  juventude piauiense com o punk/hardcore . O lançamento é fruto de uma campanha colaborativa nas redes sociais, financiada pelos fãs da banda e pra adquirir esse relato histórico você pode acessas o site da editora Debulhar, (https://editoradebulhar.com.br/), ou diretamente com os autores Arítides Oliveira (86 998345393) e Altaíde Pedreira (@chakalpedreira).

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Getúlio Abelha, irreverência em músicas para dançar e para pensar!

Alguns artistas se destacam por não serem fáceis de rotular, mesmo fazendo algo que não seja totalmente original, é o caso do piauiense Getúlio Abelha ( @getulioabelha). As principais características da música de Getúlio são irreverência e a fusão de ritmos como forró, punk, brega e eletrônico, mas suas composições vão além: exploram temas existenciais e convidam tanto a dançar quanto a pensar. Getúlio sabe que não basta ter talento e se preparou para seguir na carreira artística cursando artes cênicas na Universidade Federal do Ceará. Nessa época, se envolveu com teatro, dança e cinema. Suas primeiras músicas, “Laricado” e “Tamanco de Fogo”, foram lançadas de forma independente em 2017, com clipes no YouTube, participou de festivais em Fortaleza e São Paulo e em 2021 lançou o álbum “Marmota”  com novas versões dos singles que já haviam sido lançados e algumas inéditas. As letras desse disco falam sobre LGBTQIAfobia, política, violência. Tratando desse tema, ele foi rotulado como cantor de forró  “queer “, mas ele preferiu que o chamassem de forró eletrônico. Com esse trabalho, ele se tornou uma das figuras mais cativantes e surpreendentes da nossa música. Um ano depois desse lançamento, ele se mudou para São Paulo. Essa mudança fez com que o artista buscasse novas experimentações, como no single “Ranço”, que  tem elementos do brega. Uma das referências no trabalho de Getúlio são os videoclipes, nos quais ele participa da direção artística, roteiro e produção. Nos clipes, ele abusa da criatividade, os recursos financeiros são poucos, mas ele consegue fazer algo realmente sofisticado, não é à toa que o número de visualizações só cresce. E o reconhecimento da contribuição e destaque desses audiovisuais, veio com a premiação no MVF 2026, que é a principal premiação de videoclipes do Brasil, na categoria potência criativa, com o clipe de “Freak”. Em 2025, lançou “Autopsia”, que mostra uma nova fase influenciada pela mudança para São Paulo. Ele conseguiu preservar sua identidade mesmo deixando o humor um pouco de lado e partindo para temas mais introspectivos, onde ele busca descobrir coisas sobre si mesmo. Esse trabalho mostra o amadurecimento do artista, que agora não tem mais medo de expor sobre suas dores. Apesar de ainda ter forró, outros estilos foram agregados às composições desse disco, como emo, brega, e funk. Para Getúlio, a grande variedade de ritmos não faz com que o produto final não seja coeso. Uma confirmação da excelência da música feita por Getúlio foi a indicação da Associação de Críticos de Arte de São Paulo ao disco “Autopsia” como um dos melhores do Brasil em 2025. O mais novo lançamento de Getúlio é “Autopsia+”, que é um complemento do disco anterior. Nesse novo trampo, percebe-se que ele continua desafiando limites, assim reafirma sua autenticidade e identidade, com isso ele vai se firmando como um dos grandes artistas da atual música brasileira. Pra quem ainda não conhece vou deixar aqui o link de um dos clipes de Getúlio Abelha: https://www.youtube.com/watch?v=DOFoVw5mN2E&list=RDDOFoVw5mN2E&start_radio=1                    

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Música brasileira contemporânea!

Hoje vou destacar dois artistas que saem um pouco do convencional, tanto pela maneira de tocar como pela forma de cantar. Vou começar falando de Anna Tréa (@annatrea), cantora, compositora, arranjadora e multi-instrumentista, que nasceu em São Paulo. Anna, ao tocar violão ou guitarra, alia o virtuosismo  a uma abordagem rítmica e percussiva , além disso, ela mistura perfeitamente o modo de tocar com a sua expressão corporal, inspirada na dança e no teatro. Outra característica marcante de Anna é o seu jeito de cantar swingado e pulsante. Quando participou do The Voice espanhol, um dos jurados disse que a sua apresentação foi uma das mais originais que ele viu no programa. Ela participou da turnê mundial do rapper Emicida, como guitarrista solo e backing vocal, e também tocou com Arrigo Barnabé. Tocar com artistas com estilos tão diferentes mostra toda a versatilidade dessa artista. Em 2016, lançou seu primeiro álbum com o nome de “Clareia”, que foi produzido por Swami Jr., grande nome que trabalhou com Buena Vista Social Club, entre outros. Um fato muito interessante é que o disco é 99% acústico e executado por Anna. A turnê do disco foi projetada para ser totalmente diferente do disco, com convidados, músicos, dançarinos e artistas circenses. O que mais chama atenção no som de Anna é a forma como mistura ritmos brasileiros com sons do mundo de uma forma sutil e madura. Vou deixar um link de uma música de Anna Tréa: https://www.youtube.com/watch?v=Hd0i0uxBjXY&list=PLvrGO4IQT8KR7wJDdQdcoicGujUB7–nI       Marcelo Dai (@marcelodaimusica ) vem se firmando como um dos artistas mais expressivos da atualidade. Tocar bateria e cantar exige coordenação motora, manter o ritmo e controle da respiração, e Marcelo faz isso com maestria. Ele já acompanhou grandes nomes da música brasileira como Milton Nascimento, Lô Borges, Paulinho Moska e Zeca Baleiro. Mas decidiu que era hora de seguir carreira solo e interpretar as suas próprias canções sem deixar a bateria de lado. Com seu projeto Marcelo Dai e Macondos, ele tem excursionado pelo Brasil e outros países. E ainda tem o Marcelo Dai Trio, onde ele passeia pelo jazz, funk, soul e R&B. Marcelo não é só um baterista talentoso, ele também é considerado um dos cantores mais influentes da atualidade, principalmente pela sua criatividade. Um dos principais projetos do artista é “Marcelo Dai canta Simonal”, onde ele interpreta os grandes sucessos e canções menos conhecidas. O objetivo de Dai é mostrar para essa geração a obra de Simonal. Ele é um dos grandes artistas da MPB contemporânea, esbanjando criatividade, musicalidade e técnica. Marcelo bota o público para cantar e dançar. Vou deixar aqui o link de uma das interpretações de Marcelo: https://www.youtube.com/watch?v=EfIcmw7fuHE&list=RDEfIcmw7fuHE&start_radio=1    

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Dois talentos da MPB completam 80 anos!

Na coluna de hoje, vou falar de dois monstros da música brasileira, que completaram 80 anos de vida, são eles João Bôsco (@joaoboscoreal ) e Alceu Valença ( @alceuvalenca ),  sempre que vou citar esses grandes nomes me pergunto se devo fazer, porquê o que eu posso acrescentar que ainda não foi dito, me convenço pensando que esses caras tem que ser reverenciados de todas as formas repetidamente. Dito isso vou começar com João Bosco, o quinto filho de dez irmãos, que teve o seu gosto musical eclético, moldado pelos discos dos mais diversos estilos que duas de suas irmãs compravam. Aos dez anos, a sua irmã pianista lhe deu seu primeiro violão e com uma capacidade auditiva incrível ele conseguia transpor para o violão tudo que escutava, então não precisou de professor. João foi estudar em Ouro Preto e, em 1967, foi apresentado a Vinicius de Moraes, seu primeiro parceiro. Já começou bem essa história de parceria. Ainda na cidade, enquanto tocava em um bar, foi abordado por Pedro Lourenço, que disse ter um amigo carioca, Aldir Blanc,  com um jeito de escrever que se encaixaria com as melodias criadas por João e assim nasceu uma das parcerias mais importantes da música brasileira. As primeiras músicas compostas pelos dois foram feitas por meio de troca de cartas, já que João ainda morava em Ouro Preto. Eles só se conheceram pessoalmente quando João foi morar no Rio de Janeiro. Dessa união surgiram clássicos da MPB como “Falso Brilhante”, “Mestre-Sala dos Mares”, “Bala com Bala”,  a lista é extensa, para mim tem uma que é uma das melhores da música brasileira, “Corsário” imortalizada na voz de Elis Regina (de novo citando Elis?! Elis sempre) . A obra de João Bosco é diversificada, não se limita à MPB, tem jazz e música latina, entre outras coisas. Além de grande cantor e compositor, João é um excepcional violonista, dono de uma técnica rara, onde, enquanto a mão direita reproduz ritmos afro-brasileiros, a mão esquerda vem com sofisticadas harmonias. Como se não bastasse, o cara, quando canta, faz divisões rítmicas intrincadas e vocalizações improvisadas que sincronizam de forma perfeita com o som que sai do violão. João Bosco é referência para músicos nacionais e internacionais, para muitos, ouvi-lo tocando é como se fosse uma orquestra sintetizada em um violão. Vou deixar aqui uma interpretação fantástica ao vivo de “Corsário”: https://www.youtube.com/watch?v=s9Ye-i8fIWk&list=RDs9Ye-i8fIWk&start_radio=1   Alceu Valença, esse artista fantástico, mistura vários ritmos nordestinos como xote, baião, embolada, côco, forró e frevo com a energia do rock’n roll, sem ser roqueiro, como ele mesmo faz questão de dizer. Luiz Gonzaga disse que o som de Alceu é como se fosse uma banda de “pífanos elétrica”. Além da originalidade do seu som, Alceu difunde e valoriza a cultura nordestina como poucos e assim tornou-se um dos mais importantes artistas brasileiros. A música dele, ao mesmo tempo que é regional, também é contemporânea e urbana, talvez por isso ele tenha alcançado uma popularidade tão grande. Antes mesmo de comandar o bloco “Bicho Maluco Beleza”, que é título de uma de suas músicas, Alceu já era símbolo do carnaval pernambucano, mais especificamente de Olinda. É interessante como a música de Alceu vem conquistando várias gerações, um exemplo disso é a canção “Anunciação”, que é a sua composição mais tocada no Spotify, com 197 milhões de reproduções. Sem falar na quantidade de versões feitas por outros artistas, tem até uma versão muito legal do projeto musical infantil Mundo Bita. Com o filme “Luneta do Tempo”, um musical que conta a história de Lampião e Maria Bonita, Alceu estreou como cineasta, diretor e roteirista, comprovando a grandiosidade de seu talento. O longa foi premiado nas categorias trilha sonora e direção de arte no 42º Festival de Cinema de Gramado. O auto-intitulado discípulo de Luiz Gonzaga está em turnê desde março, com o espetáculo “80 Girassóis”, que foi idealizado para comemorar os 80 anos de vida. Além dos shows, a turnê conta com exposições de artes plásticas e exibição de filmes. Vida longa ao Bicho Maluco Beleza da música brasileira. Entre tantas músicas incríveis, vou deixar o link de “Anunciação”, que é uma das minhas preferidas: https://www.youtube.com/watch?v=OR74idpsweg&list=RDOR74idpsweg&start_radio=1                          

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Monise Borges ancestralidade e Samucapta diversidade!

Nessa edição vou falar de dois lançamentos de artistas piauienses, Monise Borges  lançou o audiovisual “Punaré” e Samucapta lançou o álbum homônimo. Foi para fechar um ciclo que começou com o  disco “Punaré”  lançado em 2024, que Monise Borges (@moniseborgesoficial ) lançou um trabalho audiovisual com as músicas desse mesmo álbum no dia 29 de julho de 2026. O sentimento de Monise com essa gravação foi como um retorno a um local com reflexões e visão diferentes. Esse novo formato permitiu à cantora e compositora uma ampliação da percepção de novos sentidos. Quando Monise se propõe a recuperar o nome do rio Punarré, que foi mudado para  Parnaíba. Ela quer chamar a atenção para a importância de não esquecermos o que os nossos ancestrais sofreram. Para quem não sabe, o nome atual se refere a Domingos Jorge Velho, que está ligado à violência contra os povos originários. Essa obra, ao mesmo tempo que entretém, busca conscientizar e mostrar a riqueza dos povos ancestrais e manter viva a memória e as raízes desses povos. A cantora e compositora Monise Borges é sinônimo de talento, engajamento e resistência! Vou deixar aqui um link do audiovisual Punaré: https://www.youtube.com/watch?v=9ispYsEmfyE&list=RD9ispYsEmfyE&start_radio=1&t=146s&pp=ygUNbW9uaXNlIGJvcmdlc6AHAdIHCQlPCwGHKiGM7w%3D%3D   Samucapta (@samucapta ) é o nome artístico  do cantor, compositor e artista plástico Samuel Brandão. Ele já fez parte das bandas  Captamata e Fabulah. Após lançar alguns singles, ele decidiu compilar algumas músicas que não foram aproveitadas nas bandas em que participou e lançou seu primeiro disco solo com o título homônimo. O trabalho me surpreendeu muito, tanto pelas composições inspiradíssimas, como pela diversidade, Samucapta mostra nesse seu trabalho todas as suas influências que vão da MPB ao rock clássico dos Beatles, do progressivo de Jethro Tull, psicodelia,  música celta e viola caipira. Apesar de boa parte das composições remeterem ao rock ou música estrangeira em geral, o disco tem identidade nordestina. Samucapta é um álbum solo e de certo modo coletivo por conta das muitas parcerias na composição das músicas. Os parceiros são Esaú Barros, Gabriel Medeiros, Joe Ferry e Vitor Lira. Apesar da diversidade de influências, as composições se conectam por terem o rock progressivo como espinha dorsal. É difícil escolher uma música, então vou deixar aqui o link do disco: https://www.youtube.com/watch?v=kh-voUMZR0o&list=RDkh-voUMZR0o&start_radio=1

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50 anos de duas obras-primas!

Duas obras-primas da música brasileira estão completando 50 anos. “Alucinação” de Belchior  e “Doces Bárbaros”  dos baianos Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia e Gilberto Gil. O segundo disco de Belchior, “Alucinação”, lançado em 1976, foi gravado em duas tardes com uma semana de ensaio, produzido pelo grande produtor Marco Mazzola. Um fato interessante foi quando Mazzola ligou para Belchior interessado em produzir um disco do jovem compositor. Ele não acreditou que era o cara que produziu discos de Elis Regina e Raul Seixas, foi preciso que Mazzola respondesse algumas perguntas para que Belchior acreditasse. Mazzola ficou surpreso com  a linguagem trazida por Belchior, que ainda por cima  conseguia se esquivar da censura. Ele conheceu o compositor cearense por meio de uma fita k7 mostrada por Elis, que naquele mesmo ano gravou  “Como Nossos Pais”  e “Velha Roupa Colorida”, ambas compostas por Belchior e estão também no álbum “Alucinação”. O  disco tem 10 faixas e dessas, cinco são clássicos da MPB, são elas “Apenas um  Rapaz Latino Americano” ,  “Velha Roupa Colorida”, “Como Nossos Pais”, “Sujeito de Sorte” e “A Palo Seco”. Com essas canções, não  poderia ser diferente, o disco rapidamente virou um sucesso de vendas com 30 mil cópias vendidas, chegando a 500 mil ao longo do tempo. No título do disco, Belchior  faz referência a como é ter que suportar o cotidiano, o verso  “e meu delírio é a experiência com coisas reais” na faixa título confirma a ideia de que a alucinação não se trata de se afastar da realidade. O modo como Belchior escreve lembra o estilo de Bob Dylan e na parte musical do álbum podemos perceber elementos de baião, rock, blues e country. Alucinação é um disco de grande relevância, que transcende o tempo e continua influenciando as novas gerações de músicos. Vou deixar aqui o link de uma música do disco: https://www.youtube.com/watch?v=FenWBF66-ow&list=RDFenWBF66-ow&start_radio=1&pp=ygUdYmVsY2hpb3IgYWx1Y2luYcOnw6NvIGFvIHZpdm-gBwHSBwkJTgsBhyohjO8%3D   Outro disco que está fazendo 50 anos é o “Doces Bárbaros”,  a união dos quatro baianos Caetano Veloso (@caetanoveloso ), Maria Bethânia (@mariabethaniaoficial),Gal Costa ( @galcosta)    e Gilberto Gil (@gilbertogil ), foi ideia de Bethânia para comemorar os dez anos de carreira do quarteto e o nome do grupo foi baseado no título de uma canção de Caetano, “Os Mais Doces Bárbaros”, a princípio não foi pensado na gravação de um disco, seria apenas a turnê, mas com o sucesso do show veio a ideia de gravar o repertório em estúdio, mas Gal e Bethânia sugeriram que o registro deveria ser do show. Além da captação do áudio para o que seria um álbum duplo, o diretor Jom Tob Azulay dirigiu um documentário que mostra todos os acontecimentos importantes, inclusive a prisão de Gilberto Gil por porte de drogas. Depois foram feitos filmes, um DVD e, em 1994, virou tema de samba enredo da Estação Primeira de Mangueira. Apesar de ser considerado uma obra prima, o disco foi bastante criticado principalmente por acharem que o álbum tem baixa qualidade técnica e gráfica. Mas as composições e interpretações superam a suposta baixa qualidade. Mesmo com a participação de grandes artistas, o disco não teve sucesso comercial e acabou sendo retirado do catálogo da gravadora Philips. Após 26 anos, os quatro baianos se reuniram como  “Doces Bárbaros” para dois shows ao ar livre em São Paulo e no Rio de Janeiro. As apresentações foram registradas em um documentário dirigido por Andrucha Waddington e foi lançado com o título “Os Outros (Doces) Bárbaros” em 2004. Com o passar do tempo, o álbum alcançou o status compatível com a sua importância para a música brasileira. Como sempre faço, vou deixar aqui o link do documentário feito sobre o projeto: https://www.youtube.com/watch?v=FlAjvgh0_Ok&pp=ygUdZG9jZXMgYsOhcmJhcm9zIGRvY3VtZW50w6FyaW8%3D      

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Nepo Baby X Talento!

Um dos assuntos que tem gerado discussão no mundo artístico é a questão dos “nepo babies”, pra quem não sabe, o termo descreve filhos de artistas que alcançam alguma notoriedade ou sucesso, supostamente, por ser filho de algum famoso e por conta disso poderá ter sua carreira facilitada e até chegar com mais facilidade ao “estrelato”. Mas se o “nepo baby” não tiver talento suficiente para manter uma carreira estável de sucesso? O fato de ter ajuda direta ou indiretamente do pai ou da mãe não vai ser determinante para que ele tenha sucesso ou reconhecimento. Para mim, o que importa é se o(a) artista é bom ou boa.  O que entra nessa discussão é que muitos artistas talentosos que não são “apadrinhados” não conseguem muitas vezes nem gravar suas músicas, enquanto que os filhos dos artistas famosos têm mais facilidade para gravar e divulgar o seu trabalho. Outra questão que deve ser levada em conta é a pressão que os filhos de famosos devem sofrer pra  “provar” que  herdaram talento dos pais e que, de certa forma, têm que manter o legado do seu sobrenome. Viver à sombra de uma estrela da música, deve ser muito difícil como o caso da cantora Maria Rita  (mariaritaoficial), filha da maior cantora brasileira, Elis Regina,  ainda mais por ela  ter uma voz parecida com a da mãe, então é mais complicado fugir das comparações. Felizmente, a filha tem muito talento,  personalidade e conseguiu furar a bolha e se tornou uma grande estrela da MPB. Um cantor e compositor que está sendo chamado de  “nepo baby” é o Chico Chico (@duasvezeschico), filho de Cássia Eller. Que já teve música e disco indicados ao Grammy Latino, já participou de shows e gravações de grandes artistas como Maria Bethânia, Nando Reis, Tetê Espíndola entre outros. Com sua bela voz, carisma, talento e personalidade o cantor e compositor está construindo uma carreira sólida. Claro que o “nome da mãe” ajuda mas na minha opinião ele merece o reconhecimento que alcançou até agora. Vou deixar um link de uma música do Chico Chico: https://www.youtube.com/watch?v=zWKeWzbWn1U&list=RDzWKeWzbWn1U&start_radio=1   O número de filhos de artistas que seguiram ou seguem os passos dos pais é imenso, temos exemplos de músicos, atores, atrizes e etc. Acredito que as pessoas deve analisar o trabalho desses artistas, deixando de lado a paternidade ou maternidade dos mesmos, focando na capacidade artística. Se o talento se perpetua no DNA a arte e o público só tem a ganhar.

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Segundo semestre, barulhento!

O ano de 2026 tem sido muito bom em relação a shows em Teresina, com bandas autorais e covers  locais e nacionais. Acredito que, a partir deste ano, com a quantidade e qualidade dos shows, teremos também a volta do público aos shows. Temos mais casas de show que abrem espaço para o rock, como A casa do Tal Rock And Roll (@acasadotalrockandroll) e o CCC-Centro Cultural do Centro (@centroculturaldocentro). Em março, no Bueiro do Rock (@bueirodorock), rolou o Teresina Hardcore com as bandas Óbtus (@obtushc), Azínus (@azinusoficial), Káfila (@kafilahcthe) e Cianeto (@cianetohc). No mesmo mês, aconteceu uma homenagem a André Matos (In memoriam), um dos maiores vocalistas do metal nacional que infelizmente nos deixou. Esse tributo foi feito por um time de feras intitulado  “All Metal Stars BR” ,contando com um dos maiores guitarristas do país, Eduardo Ardanuy, no vocal Thiago Bianchi e o baterista Aquiles Priester. No mês de abril, foi a vez da lenda do hardcore brasileiro Ratos de Porão (@ratosdeporao), tocar mais uma vez no Bueiro do Rock, com as bandas Eskrota (@eskrotacs) São Paulo, Bayside Kings (@baysidekings) de Santos e a banda local Òbtus que sempre detona nos seus shows. Ainda em abril, teve também mais shows mesclando bandas locais e de outros estados. No dia 22 a atração principal foi mais uma banda paulista, Agrotóxico (@agrotoxicohc), e completando o cast, as bandas piauenses Azinus, War Torment (@wartorment) e Miséria (@banda_miseria_official). Foram muitos eventos, não dá para listar todos. E para o restante do ano tem muito mais.     Já estamos em junho, vou destacar o que vem pela frente no dia 19 no CCC, após o jogo do Brasil tem o show de blues do excelente guitarrista piauiense Sid Vitor (@sid_blues), no mesmo dia no Bueiro do Rock em rítmo de copa do mundo tem Anno Zero (@annozeroband) e Damage (@damge_metal), no dia 20 vai rolar  “Do Punk ao Grunge” com as bandas Óbtus, Aurodharma (@aurodharma) e Chinnask (@chinnask.grunge).     Na Casa do Tal Rock’n Roll , no dia 21 acontece o “Cena Rock”  com Azínus ( @azinusoficial), Os Cardinais (@oscardinais ) e Reizzor (@reizzorband) no dia  27 vai ser a vez do  “Teresina Sombria” evento voltado ao rock alternativo e o pós-punk com as bandas cearenses  Eron Noise(@eronnoise) e Sem Reflexo (@semreflexo)e a banda piauiense Céu de Concreto (@ceudeconcreto.oficial) que apresenta uma junção de experiências e referências da música alternativa sem se prender a um único estilo, eles transitam entre o pós-punk, o gótico e a energia do metal oitentista, mas o principal objetivo é ter liberdade artística. A banda projeta para o segundo semestre a gravação de um single e de um EP.     No mês de julho, no dia 11,  no Alive Studios (@alive_producoes) tem a terceira edição do Aliança Core Fest com a banda de rock alternativo de São Paulo  Bullet Bane(@bulletbane),  e ainda Hacervo (@hacervo.oficial) e  Ponto Lunar (@pontolunarr ), que criou esse projeto que serve para movimentar a cena e unir as bandas. Vida longa ao Aliança Core Fest.     Mais um show internacional imperdível em Terehell, que será o primeiro grande projeto da Thelightproductionbr (@thelightproductionbr), produtora que promete movimentar a cena roqueira com eventos do porte como o que traz o grande vocalista italiano Fabio Lione apresentando a “Epic Tales Brasil Tour – Part 2” com a participação do virtuoso guitarrista do Viper (@viper_brazil) Kiko Shred e tem também a banda Storia (@storiaband) lançando seu novo disco  “Revenant: A Righteous Revenge”. Será no dia 18 de julho. Os ingressos podem ser adquiridos na Stillusrock e pelo site Articket ( https://articket.com.br ). Vamos prestigiar para que mais shows como esse aconteçam por aqui.     Em agosto tem a oitava edição do Festival Agosto do Cão (@agostodocao), que esse ano vai deixar os velhos headbangers de Teresina felizes. No line-up estão duas bandas clássicas do metal nacional, a piauiense Vênus (@venus_banda) e a carioca Azul Limão (@banda.azul.limão). Além delas, vai rolar discotecagem com LPeso (@lpesodemetal)e a volta de uma lenda do hardcore do Piauí, a banda Verme Noise (@verme_noise3030) . Sem querer desmerecer os outros eventos, mas esse festival vai ser um dos melhores eventos do ano. O ingresso físico está disponível na Stillus Rock e de forma online na plataforma Sympla (https://sympla.com.br).     O mês de setembro vem com mais porrada, começando com mais um grande show produzido pela Xtaff Laboratório Artístico (@xtaffonline), produtora que tem organizado excelentes eventos por aqui e dessa vez traz um tributo a “Death”, uma das lendas do death metal mundial com a banda Left To Die  na turnê Brazilian Notheast Tour 2026. A banda conta com ex-integrantes da formação clássica da “Death”. As outras bandas que irão se apresentar são Flagelador (@flagelador ), Cemitério (@cemiteriodeathmetal ) e Into Morphin (@intomorphinband  Vai ser no dia 03 de setembro no Bueiro do Rock. Os ingressos de forma online estão disponíveis no site Meaple (http://meaple.com.br e de forma física na Stillus Rock e Metalunderstore (@metalunderstore).     Ainda no mês de setembro o Bueiro do Rock recebe a banda de thrash metal Nervosa (@nervosathrash com a primeira etapa da turnê nacional Slave Machine Tour que está divulgando o lançamento de seu novo álbum, será no dia 18 de setembro, confirmando a boa fase as meninas vão se apresentar no Rock In Rio 2026. Para mais informações acesse @lpmetalworld.     No final de setembro a Tamanduá Produção (@tamanduaproducao ) trará ao Bueiro do Rock a banda de black metal Lúxuria de Lillith (@luxuriadelillith) , a abertura do show será com as bandas Victhorian (@victhorianbm), Furit(@furitband ) e Cristo Cadavérico ( @cristocadaverico_horda ) Ingressos antecipados na Stillus Rock. Eventos para todos os gostos, com excelentes atrações, resta agora a galera deixar o comodismo de lado e apoiar a cena! LONG LIVE THE LOUD!

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Música preta brasileira!

Nessa edição, vou falar de artistas que, na minha opinião, merecem mais visibilidade. A grande mídia, infelizmente, não está interessada em mostrar esse tipo de artista, que faz trabalhos mais elaborados, mas isso não quer dizer que sejam de difícil assimilação. Também não estão começando as suas carreiras, mas podemos dizer que fazem parte da nova MPB. Vou começar destacando a cantora, compositora, atriz, ativista e pesquisadora sergipana, Héloa (@heloaeu). Quando ainda estava na faculdade cursando artes visuais, Héloa teve sua primeira experiência com banda. Muito antes disso, aos treze anos, ela começou a estudar canto lírico, dança e teatro. Em 2013, ela lançou o Ep “Solta”, com esse primeiro trabalho ela conseguiu ganhar prêmios e fez uma turnê pelo nordeste. Com a boa aceitação de seu trabalho, Héloa percebeu que era hora de mudar para um grande centro cultural, a cidade de  São Paulo, isso em 2016. Nesse mesmo ano, ela lança o álbum “Eu” e já consegue uma boa repercussão tanto da crítica quanto do público. O álbum “Opará”,  lançado em 2019, teve total influência da imersão da cantora na religião afro-brasileira e no contato com os indígenas da tribo Kariri-Xocó. Em dezesseis anos de carreira, podemos constatar que Héloa busca uma troca com artistas e ativistas negros e indígenas, buscando a exaltação da força das raízes das matrizes africanas e indígenas, mostrando a sonoridade dos povos de terreiro e de aldeia. Algo interessante no trabalho de Héloa é como ela consegue unir elementos de suas raízes ancestrais com a música contemporânea, juntando a percussão com bases eletrônicas.  Ela é mais um grande talento que deve ser mais vista! Como sempre, vou deixar aqui um link de uma música dela: https://www.youtube.com/watch?v=a7ShNYWvtDY&list=RDEMKx867ofCcEFzhReJOqDQkg&index=2   O Soul de brasileiro (@soudebr)  é um trio vocal carioca que iniciou suas atividades em 2005, é formado por Negra Silva, José Júnior e Ge Vieira, o grupo chamou atenção em 2011 quando foi finalista do Favela Festival. O som deles é uma mistura de soul music, MPB e jazz, enfatizando a cultura afro-diaspórica. Dessa salada surge algo totalmente brasileiro. O Ep  “Ciclo 4” foi lançado em 2021 e teve a produção e direção artística da grande Sandra de Sá. Com harmonias vocais elaboradas, eles mostram força no seu canto. A ideia do grupo é retratar a periferia como um local onde também existe arte, fé e raízes ancestrais. Celebrando o que há de bom nesses locais, assim como resistência e orgulho de suas origens. No significativo mês da consciência negra, em 2025, foi lançado o single “De onde eu vim”, que é o primeiro single do primeiro álbum do trio, que terá o título de “Sou”. Para divulgar a faixa, foi produzido um clipe documental gravado na Vila Kennedy, comunidade onde os integrantes nasceram. A canção foi gravada no lendário estúdio “Toca do Bandido” com distribuição da Universal Music Brasil. O aguardado primeiro álbum do trio deve trazer toda a energia da periferia, fundindo soul music, samba e poesia urbana. Vem coisa boa por aí. Enquanto esse disco não vem, vou deixar aqui um link de uma música do trio: https://www.youtube.com/watch?v=TDUydZEw52M&list=RDTDUydZEw52M&start_radio=1                              

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Vejam e ouçam, André de Sousa e Aloha Haole!

Como falei na primeira coluna dessa nova “temporada”, não tenho compromisso de mostrar artistas novos ou lançamentos,  lógico que eventualmente irei citar artistas ou trabalhos novos. Dito isso, vou  destacar dois trampos audiovisuais lançados há alguns anos, mas que merecem ser destacados e foram produzidos no Piauí. Vou falar de um trampo de André de Sousa  e também da  banda Aloha Haule. A banda  de surf punk instrumental Aloha Haole (@alohahaoleband) foi idealizada pelo guitarrista  Guilherme Muniz. Ele não tinha grandes pretensões; a princípio, ele pensou em gravar algumas músicas com a expectativa de que a galera baixasse e curtisse. Nessa época, ele se apresentava  ao vivo sozinho, acompanhado por um sample de bateria, e o primeiro show foi nesse formato. Mas durante a gravação do primeiro álbum ‘If wanna dance’, Guilherme viu a necessidade de ter outros músicos para levar o projeto adiante. Após algumas mudanças, a formação se estabilizou com o baterista Jairo Anderson e o baixista Flávio Rio Lima. A banda se apresentou em vários festivais pelo país e ainda fez shows na Argentina. O grupo lançou dois álbuns e dois EPs. E, para comemorar os cinco anos da banda, Guilherme teve a ideia de gravar um DVD ao vivo. A gravação foi no Bueiro do rock no dia 28 de novembro de 2018, mas só foi lançada quase três anos depois, no dia 21 de julho de 2021, no canal da banda no YouTube. O vídeo captou de muito bem a força, precisão e agressividade dos caras. Aloha Haole é uma das melhores bandas que já surgiram por aqui. Espero que eles voltem a ativa, a cena precisa de bandas como essa. STAY HAOLE TILL DEATH! E claro, vou deixar o link do DVD dos caras, difícil vai ser ficar sentado no sofá. https://www.youtube.com/watch?v=QSp7BsPL_8A&t=139s Para celebrar os 30 anos de carreira do excelente guitarrista, compositor, arranjador e professor André de Sousa (@andredesousap), foi inicialmente lançado no dia 15 de fevereiro de 2025, um compacto intitulado “Esse blues é para você”, que conta com duas faixas, a música homônima  rearranjada e com a participação da cantora Soraya Castello Branco (@sorayacastellobranco)  e a outra canção é uma versão de um clássico de Nuno Mindelis, “Blues para o Brasil”. André é um dos grandes guitarristas de blues do Nordeste e consequentemente do Brasil, mas ele também empresta seu talento para artistas de outros gêneros como jazz e MBP, já acompanhou vários artistas locais, nacionais e até internacionais.Ele também faz parte de  duas das bandas de rock mais importantes do Piauí, o Conjunto Roque Moreira(@roque.moreira) e Narguilé Hidromecânico (@narguilehidromecanico.oficial ), o cara é daquele tipo de artista que não se contenta em simplesmente tocar seu instrumento, ele passa uma vibe de que está se divertindo muito o que acaba contagiando o público. Continuando as comemorações dos 30 anos de carreira, começou a ser produzida em abril de 2024 no estúdio A Casa uma live session, com o título de “30 anos de música”, com canções autorais e mais seis inéditas que farão parte de um álbum de estúdio. O projeto contou com várias participações especiais. Além da parte musical, o material contém depoimentos e entrevistas colhidas para fazer parte de um documentário. O projeto todo foi fruto de um financiamento coletivo custeado por fãs e amigos do artista. Trinta anos de carreira de um músico tão talentoso e querido não poderiam passar em branco, a live session cumpriu bem o papel de celebrar tantos anos de dedicação à música. Então a dica é uma boa companhia, uma bebida e uns petiscos para curtir uma verdadeira celebração. Aqui o link do Youtbe: https://www.youtube.com/watch?v=Eb1bisRfB70&t=2747s

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