Getúlio Abelha, irreverência em músicas para dançar e para pensar!

Alguns artistas se destacam por não serem fáceis de rotular, mesmo fazendo algo que não seja totalmente original, é o caso do piauiense Getúlio Abelha ( @getulioabelha). As principais características da música de Getúlio são irreverência e a fusão de ritmos como forró, punk, brega e eletrônico, mas suas composições vão além: exploram temas existenciais e convidam tanto a dançar quanto a pensar. Getúlio sabe que não basta ter talento e se preparou para seguir na carreira artística cursando artes cênicas na Universidade Federal do Ceará. Nessa época, se envolveu com teatro, dança e cinema. Suas primeiras músicas, “Laricado” e “Tamanco de Fogo”, foram lançadas de forma independente em 2017, com clipes no YouTube, participou de festivais em Fortaleza e São Paulo e em 2021 lançou o álbum “Marmota”  com novas versões dos singles que já haviam sido lançados e algumas inéditas. As letras desse disco falam sobre LGBTQIAfobia, política, violência. Tratando desse tema, ele foi rotulado como cantor de forró  “queer “, mas ele preferiu que o chamassem de forró eletrônico. Com esse trabalho, ele se tornou uma das figuras mais cativantes e surpreendentes da nossa música. Um ano depois desse lançamento, ele se mudou para São Paulo. Essa mudança fez com que o artista buscasse novas experimentações, como no single “Ranço”, que  tem elementos do brega. Uma das referências no trabalho de Getúlio são os videoclipes, nos quais ele participa da direção artística, roteiro e produção. Nos clipes, ele abusa da criatividade, os recursos financeiros são poucos, mas ele consegue fazer algo realmente sofisticado, não é à toa que o número de visualizações só cresce. E o reconhecimento da contribuição e destaque desses audiovisuais, veio com a premiação no MVF 2026, que é a principal premiação de videoclipes do Brasil, na categoria potência criativa, com o clipe de “Freak”. Em 2025, lançou “Autopsia”, que mostra uma nova fase influenciada pela mudança para São Paulo. Ele conseguiu preservar sua identidade mesmo deixando o humor um pouco de lado e partindo para temas mais introspectivos, onde ele busca descobrir coisas sobre si mesmo. Esse trabalho mostra o amadurecimento do artista, que agora não tem mais medo de expor sobre suas dores. Apesar de ainda ter forró, outros estilos foram agregados às composições desse disco, como emo, brega, e funk. Para Getúlio, a grande variedade de ritmos não faz com que o produto final não seja coeso. Uma confirmação da excelência da música feita por Getúlio foi a indicação da Associação de Críticos de Arte de São Paulo ao disco “Autopsia” como um dos melhores do Brasil em 2025. O mais novo lançamento de Getúlio é “Autopsia+”, que é um complemento do disco anterior. Nesse novo trampo, percebe-se que ele continua desafiando limites, assim reafirma sua autenticidade e identidade, com isso ele vai se firmando como um dos grandes artistas da atual música brasileira. Pra quem ainda não conhece vou deixar aqui o link de um dos clipes de Getúlio Abelha: https://www.youtube.com/watch?v=DOFoVw5mN2E&list=RDDOFoVw5mN2E&start_radio=1                    

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Música brasileira contemporânea!

Hoje vou destacar dois artistas que saem um pouco do convencional, tanto pela maneira de tocar como pela forma de cantar. Vou começar falando de Anna Tréa (@annatrea), cantora, compositora, arranjadora e multi-instrumentista, que nasceu em São Paulo. Anna, ao tocar violão ou guitarra, alia o virtuosismo  a uma abordagem rítmica e percussiva , além disso, ela mistura perfeitamente o modo de tocar com a sua expressão corporal, inspirada na dança e no teatro. Outra característica marcante de Anna é o seu jeito de cantar swingado e pulsante. Quando participou do The Voice espanhol, um dos jurados disse que a sua apresentação foi uma das mais originais que ele viu no programa. Ela participou da turnê mundial do rapper Emicida, como guitarrista solo e backing vocal, e também tocou com Arrigo Barnabé. Tocar com artistas com estilos tão diferentes mostra toda a versatilidade dessa artista. Em 2016, lançou seu primeiro álbum com o nome de “Clareia”, que foi produzido por Swami Jr., grande nome que trabalhou com Buena Vista Social Club, entre outros. Um fato muito interessante é que o disco é 99% acústico e executado por Anna. A turnê do disco foi projetada para ser totalmente diferente do disco, com convidados, músicos, dançarinos e artistas circenses. O que mais chama atenção no som de Anna é a forma como mistura ritmos brasileiros com sons do mundo de uma forma sutil e madura. Vou deixar um link de uma música de Anna Tréa: https://www.youtube.com/watch?v=Hd0i0uxBjXY&list=PLvrGO4IQT8KR7wJDdQdcoicGujUB7–nI       Marcelo Dai (@marcelodaimusica ) vem se firmando como um dos artistas mais expressivos da atualidade. Tocar bateria e cantar exige coordenação motora, manter o ritmo e controle da respiração, e Marcelo faz isso com maestria. Ele já acompanhou grandes nomes da música brasileira como Milton Nascimento, Lô Borges, Paulinho Moska e Zeca Baleiro. Mas decidiu que era hora de seguir carreira solo e interpretar as suas próprias canções sem deixar a bateria de lado. Com seu projeto Marcelo Dai e Macondos, ele tem excursionado pelo Brasil e outros países. E ainda tem o Marcelo Dai Trio, onde ele passeia pelo jazz, funk, soul e R&B. Marcelo não é só um baterista talentoso, ele também é considerado um dos cantores mais influentes da atualidade, principalmente pela sua criatividade. Um dos principais projetos do artista é “Marcelo Dai canta Simonal”, onde ele interpreta os grandes sucessos e canções menos conhecidas. O objetivo de Dai é mostrar para essa geração a obra de Simonal. Ele é um dos grandes artistas da MPB contemporânea, esbanjando criatividade, musicalidade e técnica. Marcelo bota o público para cantar e dançar. Vou deixar aqui o link de uma das interpretações de Marcelo: https://www.youtube.com/watch?v=EfIcmw7fuHE&list=RDEfIcmw7fuHE&start_radio=1    

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