Na coluna de hoje vou falar de uma banda piauiense que surgiu da vontade de seus integrantes de fazer algo que ainda não tivesse sido feito em Teresina em termos de som pesado, a banda é o “Anno Zero” (@annozeroband ).


Após o fim da banda “Monasterium”, os ex-integrantes Fyb C, guitarrista, e o baixista Eduardo Zee foram em busca de um baterista, no caso Chris Gomes, e de um guitarrista, André Melo; essa foi a primeira formação do grupo.
A ânsia de fazer algo novo deu resultado, em poucos meses várias composições estavam prontas. A AZ é influenciada por bandas da cena metal como Moonspell, Katatonia, Paradise Lost e Anathema e por bandas que não são da cena pesada, como Depeche Mode, Sisters of Mercy, Joy Division e The Cure; é perceptível o impacto dessas bandas no som da AZ, mas eles conseguem fazer um som com personalidade, passando longe de ser uma cópia.
Os rótulos de gothic metal ou darkwave metal não definem com precisão o som da banda, que mistura a aura dark do rock gótico com agressividade e peso, complementando com letras melancólicas e vocais que alternam entre limpos e agressivos de acordo com o que a música pede.
Não demorou para a banda se destacar na cena local e, com isso, veio o lançamento, em 2004, do primeiro CD “Another Pleasant Evening”, lançado pelo selo Superoil Records; o álbum foi divulgado em todo o Brasil, EUA, Ásia e Europa, pelos membros da banda e pelo selo, através de revistas, zines e sites, e as críticas foram ótimas.
Em 2013, foi lançado um promo vídeo de “Infected”, uma amostra para os fãs do que viria a seguir, ou seja, o segundo álbum.
Após quase dez anos do lançamento do primeiro álbum, em 2014 a AZ lança seu segundo e aguardado disco “Next Level”; o material foi gravado e mixado no estúdio Jardim Elétrico, pelo guitarrista e produtor André Melo e outros membros da banda, e a masterização foi feita na Suécia por Jens Bogren.
A banda buscou fazer algo que não soasse monótono, variando entre músicas mais melódicas ou melancólicas e outras mais agressivas; o vocal de Fyb C contribui bastante para isso.
Com esse álbum, a banda mostra amadurecimento e segue fiel ao que se propôs desde o início, que é fazer músicas dark, góticas, mas sem se prender a estéticas pré-estabelecidas.
Não é fácil manter a mesma formação por muito tempo e no AZ não foi diferente; em 2015, o baterista Chris Gomes decide sair e, em seu lugar, entra Rick Santos. A banda contou também, por um tempo, com a participação do tecladista Leandro Sales, mas ele já deixou a banda. E em 2016, Pádua Belo fez alguns shows substituindo Eduardo Zee, mas ele só foi efetivado na banda em 2023.
A banda segue fazendo shows e se prepara para lançar dois singles: “Destructive Progress” e “Bleed”; essa última terá um clipe.
Só nos resta aguardar mais um grande trabalho dessa banda, que se enquadra em um estilo, mas não se prende a ele, fazendo um som instigante e de muita qualidade.
A banda fará um show dentro do projeto “Boca da Noite” no dia 28 de outubro, no Clube dos diários a partir das 19hs com participação da banda A Falange. Para mais informações, sigam a banda nas redes sociais.


Vou deixar aqui o link de uma música da banda: https://www.youtube.com/watch?v=M6pDZUc1jao&list=OLAK5uy_ngwJNGc9dk2HUU0Y7ggIDHi7ytv1sqm-Q&index=2
