Algo que me incomoda é ver e ouvir um(a) cantor(a), com um timbre bonito ou diferente e ou com uma extensão vocal que proporciona muitas possibilidades, e ele ou ela não usam essa capacidade, cantam sem mostrar nada de diferente, acho um desperdício.


Mas esse não é o caso de Vanessa Moreno (@vanessamorenooficial) ,ela explora sua voz combinando ritmos populares, improviso e percussão vocal, foi o que me chamou atenção.
Essa cantora, compositora e instrumentista paulista, começou na música aos 15 anos, incentivada pela mãe, que gostava muito de música, principalmente MPB, mas nessa época Vanessa era fã de rock. Apesar disso, com as aulas de violão, ela acabou se aproximando mais da música popular brasileira, Vanessa é uma estudiosa, aprendeu a tocar violino, estudou canto popular e erudito e, na Faculdade Souza Lima & Berklee, se formou bacharel em canto popular.
Antes da carreira solo, Vanessa cantava MPB e rock em uma banda. Após essa fase, ela formou o quarteto vocal Kallangá, com amigos do projeto Guri. Nessa entidade são oferecidas aulas de música gratuitamente; foi lá que ela aprendeu a tocar violino. O grupo durou sete anos, ganhou prêmios em festivais e lançou o disco “Kallangá por natureza”. As músicas foram compostas por Vanessa e Lari Finocchiaro.
Vanessa sempre fugiu do convencional e formou um duo no formato contrabaixo e voz com Fi Maróstica. O primeiro disco deles foi “Vem ver”, com um repertório baseado em música regional, erudita e jazz, o segundo disco foi “Cores vivas”, um tributo a Gilberto Gil.
O seu primeiro álbum solo foi “Em movimento”, lançado em 2017, no repertório, músicas autorais e de novos compositores. Depois partiu para mais um trabalho em duo, agora com o pianista Salomão Soares. No álbum “Chão de flutuar”, eles gravaram, entre vários compositores consagrados, Djavan, Tom Jobim e Milton Nascimento. Ela também já participou de shows e gravações de grandes artistas como Ellen Oléria, Criolo, Dani Black, Roberto Menescal e Edu Lobo, esse último considera Vanessa uma das grandes revelações entre jovens cantoras.
Vanessa participou de vários festivais, vencendo alguns nas categorias “Solista vocal”, “Melhor Arranjo”, “Melhor Intérprete” e “Melhor Instrumentista”.
Durante a pandemia, Vanessa participou de projetos com Monica Salmasso e Teresa Cristina, que possibilitaram uma maior visibilidade ao seu trabalho.
Em 2023, lançou o disco “Solar”, que foi indicado pela Associação Paulista de Críticos de Arte, como um dos 50 melhores do ano.
Essa artista usa criatividade e talento para fazer música não só com a voz, mas com o corpo. Além disso, usa objetos como caixa de fósforo, balde e até saco plástico. Com esse arsenal, ela consegue de forma única misturar as influências que vão de Djavan a Rita Lee, passando por Jackson do Pandeiro e Rosa Passos. Ela destaca ainda a importância de se colocar inteira diante do público.


No palco, apesar de estar “vulnerável”, é onde ela se sente segura e lá pode sentir a música de forma plena.
Pra quem ainda não conhece vou deixar aqui o link de uma de suas músicas: https://www.youtube.com/watch?v=eYFYAHTx1z4&list=RDeYFYAHTx1z4&start_radio=1
