“Revolução Aruana” retrata desafios de jovem indígena e destaca a luta por direitos dos povos originários no Piauí

Média-metragem acompanha a trajetória de uma indígena Tapuio Tabajara-Itamaraty que deixa sua comunidade para cursar Direito em Teresina e enfrenta preconceito, racismo e desafios de pertencimento.
A luta por educação, identidade e direitos dos povos indígenas é o tema central de Revolução Aruana, média-metragem de ficção com duração de 40 minutos, gravado e finalizado em 4K. A obra acompanha a história de Aruana, uma jovem indígena Tapuio Tabajara-Itamaraty, da comunidade Nazaré, localizada em Lagoa de São Francisco, no Piauí, que conquista uma vaga no curso de Direito por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
Ao deixar sua comunidade para ingressar na universidade, Aruana passa a enfrentar os desafios da vida urbana, o preconceito e o racismo. Nesse percurso, a jovem fortalece sua identidade e transforma a formação acadêmica em um instrumento de luta em defesa dos direitos dos povos indígenas.
Com classificação livre para todos os públicos, o filme aborda questões sociais e ambientais, como ações afirmativas, acesso à educação, grilagem de terras, desmatamento e violações de direitos. A narrativa também valoriza a riqueza cultural dos povos originários e sua contribuição para a formação da identidade brasileira.
Representatividade e reflexão social

Ambientado no Piauí, Revolução Aruana propõe ampliar a representatividade indígena no audiovisual brasileiro, trazendo para o centro da narrativa uma personagem feminina que vivencia os desafios da permanência na universidade e do reconhecimento de sua identidade cultural.
A produção parte da reflexão sobre a invisibilidade histórica dos povos indígenas, os estereótipos ainda presentes na sociedade e as dificuldades enfrentadas por indígenas que ingressam no ensino superior. Ao abordar essas questões por meio da ficção, o filme busca estimular o diálogo sobre cidadania, direitos humanos, diversidade, inclusão e preservação dos territórios tradicionais.
Além da produção cinematográfica, o projeto prevê uma estratégia de difusão cultural com exibições gratuitas, participação em festivais, ações educativas e disponibilização da obra em plataforma digital de acesso livre.

Estreia na comunidade Nazaré
A estreia de Revolução Aruana está prevista para o dia 7 de outubro de 2026, às 19h, na comunidade indígena Nazaré, em Lagoa de São Francisco (PI), território de origem da protagonista da história.
Após a estreia, durante o mês de outubro, o projeto prevê a circulação do média-metragem por dez cidades piauienses. Ao final de cada exibição presencial, será realizada uma roda de conversa sobre as temáticas apresentadas no filme, promovendo o diálogo com o público e ampliando as possibilidades de reflexão sobre a realidade dos povos indígenas.
Equipe e realização
O filme tem direção e roteiro de Ajosé Fontinelle, assistência de direção de Darlysom Almeida, direção de fotografia de Ícaro Uther e Vini Luz e direção de arte de Adalmir Miranda. A produção é de Rodolfo Pena, com direção de elenco de Luciano Melo.
O elenco reúne Ariel Barroso, Serena Morais, Luise Marry, Monise Borges, Edite Rosa, Atenélia Rodrigues, Joseane Pinto, Luciano Melo e Rhenan Luis.
A obra é realizada pela 1150 Produções, com patrocínio da Lei Rouanet e do Banco do Nordeste.
Com uma narrativa centrada na experiência de uma jovem indígena que busca construir seu futuro sem romper os vínculos com suas origens, Revolução Aruana aposta no cinema como instrumento de valorização cultural, representatividade e debate sobre os direitos dos povos originários.
